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Tunísia tenta deter Jihad que leva milhares de tunisianos contra Al-Assad.

O governo da Tunísia está aumentando seus esforços para impedir que jihadistas islâmicos cruzem a fronteira para a Síria, perto da margem Líbia. Milhares de jovens tem abandoado suas famílias para ajudar o Free Syrian Army, numa luta independente pela libertação do povo sírio dos 48 anos do regime Assad.


Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2013 - GMT-3

   Abu Zayd Al Tounsi é uma das histórias que revelam o tamanho do esforço do governo tunisiano de impedir o fluxo contínuo de lutadores voluntários que ouvem o chamado do jihad para lutar em nome de Alá contra o regime sírio. Este esforço que já vem atraindo lutadores independentes de todo o oriente médio, tem explicação no silêncio internacional, bem como a falta de "vontade política" da ONU, da Liga Árabe e do CCG para resumir a crise e dar ao verdadeiro povo sírio o direito de escolha sobre seu futuro estilo modo de vida.

   Abu Zayd Al Tounsi viajou para a Síria por meios próprios e lá ingressou nas fileiras do FSA (Free Syrian Army). Após alegados 8 meses de campanhas contra as forças do regime sírio, retornou para seu país de origem, tendo side recebido com grande admiração. Abu Zayd ganhou espaço na tv "Attounsiya" e cedeu uma entrevista no programa "Massaa Attasiaa" que soou como um barril de TNT explodindo na mídia tunisiana. Na entrevista o jihadista comemorou que "milhares de tunisianos lutaram ao seu lado", contra o regime sírio, e para engrossar ainda mais o efeito bombástico de suas declarações, Zayd anunciou que estava tão feliz por colaborar numa jihad na Síria que estaria já disposto a participar de uma jihad na própria Tunísia, "se algum dia houver", declarou.


  •    O impacto de suas revelações provocou e tem provocado contínuas discussões acaloradas a respeito, mesmo porque há relatórios que apresentam saldo de pelo menos 100 tunisianos mortos em missões de ataque contra as forças da Síria. Como uma espécie de "chamado" há informações de números cada vez mais crescentes de tunisianos que ouvem o chamado do Islã para uma jihad na Síria. Como dizem os tunisianos, os jovens estão entendendo o "chamado" como uma missão religiosa. Em nome de Alá.
  •    Já o outro lado das aquecidas disputadas verbais vem da parte dos familiares que notam a ausência de seus rapazes e homens, que acabam partindo para a guerra em completo silêncio, sem dar qualquer aviso aos parentes, pelo menos até cruzar a fronteira síria, quando a maioria deles faz ligações para avisar suas atividades pró-revolução síria.
  •    O governo tunisiano por outro lado tenta controlar o fluxo de jihadistas nacionais para o "chamado para derrubar o regime de al-assad". Como meio de desestimular as viagens, emitiu o primeiro mandado de prisão para Abu Zayd Al Tounsi, e por fim o encarcerou. A Tunísia acusou  Zayd de "fazer parte de uma organização terrorista e de recrutar jihadistas, além de promover o terrorismo no país."
O site "thestar" afirmou que a justiça tunisiana prometeu iniciar o julgamento de Zayd nas próximas semanas, e que o lutador realmente aproveitou seu espaço na TV para convidar jihadistas para lutar ao seu lado na Sìria. Enquanto que outras fontes revelam que a prisão do jihadista não tem conseguido deter o fluxo para o FSA. Mais uma vez o esforço do governo se fez visível quando enviou tropas para controlar a fronteira com a Líbia, a fim de barrar a fuga de lutadores para a Síria. Mesmo assim há fontes que contam que muitos jihadistas tem voltado da Síria e cedido entrevistas nas TVs locais.

   Especialistas atentos dizem que o governo da Tunísia percebe que a batalha síria tem se tornado uma espécie de "campo de treinamento" para jovens jihadistas islâmicos e as autoridades suspeitam que organizações islâmicas estariam preparando estes lutadores para derrubar o atual estado, que é secular.    

   A Tunísia foi o primeiro país árabe a evidencia a chamada "Primavera Árabe" em 2010 e em 2011, foi o primeiro país a derrubar o regime autocrata por meio de massivas manifestações populares de rejeição ao sistema de governo e da permanência exclusiva do líder Zine al-Abidine Ben Ali no poder. O governo foi dissolvido e o país realizou novas eleições democráticas iniciando uma nova era para o mundo árabe, que pelos resultados obtidos na revolução tunisiana, influenciou a revolta popular no Egito, na Líbia, na Síria e em outros países árabes surgiram focos de revolta. Estes focos porém foram reprimidos por seus respectivos governos que usaram mão-forte para silenciar os protestos.

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