sexta-feira, abril 05, 2013

Presidente nigeriano organiza fórum sobre a anistia ao Boko Haram.

   Para o presidente nigeriano Jonathan Goodluke, o relógio está saltando de 10 em 10 minutos e o tempo se esvai como fumaça. Uma corrida frenética para impedir que a Nigéria seja destruída pelo grupo terrorista que inclusive é suspeito de um novo atentado na última hora.



Por Saulo Valley - O Observado do Mundo - Rio, 05 de Abril de 2013 - 09:35 GMT-3

   O país está dividido e ao mesmo tempo, os que são contra se sentem impelidos a consentir a anistia aos membros do grupo que estão presos e outros mais de 3500 assassinatos cometidos pela milícia ligada ao Alqaeda e ao Alshabab, por causa dos violentos atentados que assolam o Norte.

   A proposta inicial de Anistia seria um forma do Boko Haram se recolher ao seu reduto. Eles prometeram depor as  armas em Janeiro deste ano, mas uma facção do grupo se rebelou e voltou a cometer mais de 250 assassinatos desde então.  Enquanto o Boko Haram é acusado de matar mais de 3500 civis e militares, sua lista de baixas chega a 700, desde o início da luta pela islamização forçada do Norte nigeriano.

   Mesmo com a nova tentativa de diálogo através do painel que foi criado às pressas e está acontecendo agora, há facções do Boko Haram que se recusam a aceitar a se apresentar fisicamente, o que é um dos pontos do acordo que cumina no Habeas Corpus cedido pelo governo.

   A grande verdade é que o desespero do presidente Jonathan está ligado á sua limitação política. Boatos e testemunhos já publicados no "Saulo Valley Notícias" afirmam que o comando do Boko Haram está nas mãos de pessoas altamente poderosas e intocáveis, todos membros do atual governo. No seio da população há um constante medo de que o eterno conflito entre as forças nacionais e Boko Haram levem o país ao mesmo drama que o Afeganistão e a Somália. Há um comentário que se espalha pela internet, que na verdade não aparece o nome do autor que diz:
"Os Boko Haram são muito analfabetos para seus ataques sofisticados"

   Aliás, o nome "Boko Haram" está nos trends topic do twitter nigeriano nesta sexta. Uma grande nervosismo é percebido na internet em função da anistia ao grupo, que mesmo que obtenha o perdão, não significa que cesse a mortandade literalmente. O mais impressionante é que temos observado que elevadas quantidades de autoridades nigerianas aparecem na mídia clamando, ou defendendo a anistia para o grupo terrorista, que procura dar continuidade ao sonho de Osama Bin Laden na íntegra. O que mostra um grau claro e absurdo de ligação do governo nigeriano com o terror e o radicalismo religioso.

   Já outros observadores e ativistas se perguntam sobre os demais grupos terroristas, se eles terão também o direito ao perdão, ou deverão iniciar a mesma jornada de ataques para em fim adquirir a anistia da justiça nigeriana. Este é o ponto mais tenso da discussão.  Um outro temor da concessão da anistia para o Boko Haram, é que há militantes de outros grupos e até grupos inteiros que estão usando o nome do Haram para se beneficiar.

   O Boko Haram tem invadido delegacias atirando aleatoriamente, além de perseguir policiais e autoridades políticas opostas às suas políticas. O que parece um projeto político audacioso de corrupção e máfia, cuja objetivo claro é garantir o poder para alguns com o sangue derramado da população inocente. Os cristãos são (sem sombra de dúvida) o povo mais pacífico da terra. Não há razão justificável para que sejam exterminados do modo que vem acontecendo.

Sexta-feira Negra

   A sexta dia 20 ganhou este nome depois que uma milícia do Boko Haram usando uniformes militares invadiu várias delegacias e casas de detenções de Kano, matando os seguranças e libertando todos os presos. Fontes revelam ainda que o grupo saiu pelas ruas atirando nos pedestres enquanto trocava tiros com a polícia, atiraram em prédios, casas, comércios e deixou um número de mortos, entre eles um jornalista que cobria a ação do grupo no momento. Em diversos momentos das sexta, houve ataques aleatórios em vários lugares da cidade deixando um elevado saldo de destruição e morte. Os principais alvos foram ligados à segurança e aos cristãos e seus templos.

  Há um boato de que um ataque aconteceu na última hora mas nenhuma agência comentou ainda. 

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