quarta-feira, abril 03, 2013

Nigéria: Forças governistas matam 14 suspeitos de planejar terrorismo na Páscoa.

Uma força tarefa especial foi enviada para a cidade de Kano no estado de Lagos, com informações de inteligência que revelaram que Boko Haram estava preparando uma série de atentados suicidas para o Domingo de Páscoa. No confronto pelo menos 14 suspeitos de ligação com o terror foram citados como mortos.

Por Saulo valley - O Observador do Mundo - Rio, 03 de Abril, 00:45 GMT-3
Atualização: 07:35

A agência nigeriana de notícias "Naij", disse no dia 31 de Março que havia testemunhos de que explosões poderosas estavam acontecendo em vários locais em Kano. De acordo ainda com a agência que citou testemunhas como fonte, as forças governistas teriam isolado os locais das explosões, impedindo o acesso, que poderia confirmar os boatos.  Mais tarde o porta-voz da JTF (Força-Tarefa) confirmou as explosões e a morte dos 14 criminosos. Entre os mortos a agência citou testemunhas como fonte, como dizendo que entre os mortos havia pelo menos 1 mulher e 1 criança.   A "naij" disse ainda que um tiroteio entre a força-tarefa e os terroristas na região de Angua Uku teria durado cerca de 2 longas horas, após as explosões.

   O governo nigeriano agora dá ares de que tomou uma postura mais clara, no combate ao terrorismo praticado no país, pelo grupo/seita Boko Haram, que segundo ainda a "Naij" tem arregimentado membros de grupos radicais no exterior, com o propósito de controlar o norte da Nigéria. Para isto, a estratégia aplicada com mais veemência nos últimos meses, tem sido a perseguição aos cristãos e  aos templos.

Upgrade na crise

   A crise política e da segurança no Norte do país ganhou mais impulso depois que o grupo terrorista se aliou ao Alqaeda no Magrebe islâmico, rebeldes no Máli e ao Al-shabab. Uma tentativa de trazer de volta a supremacia jihadista para a mídia e a explosão do terror na África. A mídia já fala na internacionalização da crise política nigeriana com as novas fusões das milícias islâmicas jihadistas.

   Líderes islâmicos em todo o mundo têm se pronunciado em condenação aos atos sectários do grupo, que parece querer usar estas atrocidades para ganhar fama internacional. Algumas autoridades islâmicas tem condenado a ligação entre o grupo terrorista radical e o Islã, afirmando que Boko Haram não respeita os princípios da fé que diz promover.

   Por outro lado, as a população e as autoridades nigerianas estão se dividindo, voltando a discussão sobre a anistia aos membros do Boko Haram que foram presos desde a explosão em Kano que matou 25 cristãos num ônibus em Março último. Populares e internautas reclamam da falta de real interesse do governo nigeriano em parar Boko Haram e acusam as autoridades de realizar prisões apenas de suspeitos não-muçulmanos.
O ex-governador Orji Uzor Kalu que govenou o Estado de Abia, disse que concorda com o habeas-corpus para s Boko Haram acrescentando que "é do interesse dos Igbos", que é justamente o povo que mais tem sido atacado pelo grupo terrorista, uma vez que o cristianismo foi abraçado por todo o povo, como religião oficial. Em seguida ele acrescentou: "Vou liderar as negociações". Em uma entrevista cedida para  site "dailytrust", a autoridade, que agora defende a ampliação do seu partido PDP, disse:

"Se você pode dar anistia aos militantes você também pode dar a Boko Haram."

   Kalu defendeu que a "imparcialidade da justiça e que a lei deve ser aplicada a todos. Se houve concessões para uns, então deveria haver concessões para outros" e completou: "É isto que está matando o país". O lider Igbo disse ainda: "O Islã não é isto. O Islã prega a paz e a unidade".

   O Chefe do Estado Maior do Exército, o tenente-general Azuibuke Ihejirika, disse nesta terça que os serviços de inteligência descobriram as ligações terroristas do Boko Haram com o Alqaeda, Al Shabab e acrescentou que os jihadistas do Haram estão sendo treinados pelos militantes do Máli, que além de tudo ainda lhes fornece armas. Citando o "AllAfrica" como fonte que citou o General Ihejirika como dizendo que "o uso de explosivos improvisados e os ataques suicidas são provas de que o grupo terrorista não tem qualquer respeito pela vida humana". Disse que a "islamização" do Norte da Nigéria, que é pretendida pelos grupos terroristas não tem lugar na constituição.

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