quinta-feira, abril 25, 2013

Assad quer colaboração dos EUA e Obama quer avançar na solução da crise síria.

A crise síria anda de mal a pior. Após dois anos de conflito, ainda as autoridades dizem que não há uma previsão para o fim do derramamento de sangue que já matou oficialmente mais de 120 mil pessoas.


SIRIA: Antigas ruínas de  PALMIRA TEMPLO DE BEL foto Javier Martin Espartosa - Creative Commons
Hoje muitos centros urbanos da Síria já apresentam cenário parecido com este em virtude dos bombardeios...
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio, 25 de Abril de 2013 - 08:50 GMT-3

   Querendo ou não, o grande fluxo de refugiados sírios tem envolvido os países vizinhos no drama que vem aterrorizando pessoas e governos desde 15 de Março de 2011. O saldo de milhares  mortos é diário e em contínuo crescimento, mas não tem sido suficiente para dar vitória ou derrota para qualquer dos lados. Empatados, regime e oposição não possuem outra forma de diálogo senão pelo fogo das armas.

   O impasse começa na Síria e se estende às poderosas organizações globais, como a ONU, a Liga Árabe e o Conselho do Golfo. Mediante ao fracasso do esforço político internacional para resolver a questão.

   O site noticioso "The New York Times" destacou que a "Síria tem realizado campanhas para convencer EUA a mudar de lado". ...E por causa do grande chamado jihadista que tem sido praticado nos países vizinhos, esta tentativa no mínimo ousada da inteligência síria que tem se mostrado mais aberta ao acesso de jornalistas estrangeiros no país.

   No Líbano cresce o esforço para impedir o crescente número de libaneses que ouvem o chamado do jihad pronunciado por sheiks radicais islâmicos em diversas emissoras de TV. O presidente Michel Suleiman pediu nesta terça para que as autoridades dificultem o fluxo de armas e de jihadistas, que cruzam a fronteira para se unir ao FSA (Free Syrian Army) num esforço de derrubar o atual regime.

   Na Jordânia o destaque é para o esforço do governo que se uniu aos EUA para implantar uma base militar conjunta de estudos da Síria. Para a implantação deste "Comando Especializado" o porta-voz do exército Peggy Cageleiry disse que a 1º Divisão Blindada do Exército americano enviará um contingente de cerca de 200 soldados e especialistas para acompanhar de perto a crise síria. Observar os procedimentos tanto do regime quanto dos rebeldes. De acordo com a autoridade que disse que a tropa a ser enviada para Jordânia não constitui "uma força de combate". Mas há previsão de exercícios amistosos entre os dois países e o estabelecimento de uma base que mais tarde poderá servir como importante centro de apoio estratégico-militar, caso as coisas mudem de rumo no país de Assad.

   Israel já havia assumido a postura observadora da crise, embora o site "Military.com" citou o primeiro-ministro israelense Benjamim Nethanyahu como respondendo a um jornalista da "BBC" sobre a questão da participação de Israel no envio de armas para os rebeldes sírios e a autoridade teria dito que "não poderia confirmar tal especulação, mas não poderia negá-la."

   Já a Europa tenta se resolver com a crescente adesão de voluntários jihadistas que se aventuram na Síria para apoiar os rebeldes contra Assad. Só a Grã-bretanha já pode contar mais de 500 lutadores independentes que viajaram para o Oriente Médio com recursos próprios. Outros 600 lutadores australianos foram confirmados no país que mais tem atraído lutadores independentes de todo o mundo. Esta situação não parece ser favorável para simples observação global. Com o crescente fluxo de lutadores ocidentais pró-FSA, cresce também o número de militantes jihadistas árabes, que representam ou não certas entidades ligadas ao terror. É uma falha no sistema que vem na esteira do silêncio das Nações Unidas que acabou suspendendo a atuação da NATO na fronteira síria com a Turquia. Mas o "LosAngeles Times" destacou que EUA poderá enviar 20 mil soldados para a Síria caso Obama decida por uma intervenção direta e o "foreignpolicy" aponta a pressão francesa e britânica sobre os EUA como um dos propulsores desta iminente ação.  Apesar dos esforços políticos da síria, comentários sobre a utilização de Gás Sarin por parte do regime de Assad, podem estar levando os EUA a decidir por uma ação mais direta na crise síria, que fez com que Obama decida acompanhar tudo bem de perto, ao invés de ficar esperando informações independentes enviados por rebeldes e jornalistas.

... E aos olhos da ONU, a crise síria já constitui uma grave ameaça ao Oriente Médio. Mas a publicação oficial desta quarta descreve a volta da participação americana na crise síria como "frágil esperança" que deve ser "traduzida em sérios esforços entre as partes". Assinalou Jeffrey Feltman, presidente político das Nações Unidas em discurso ao Conselho de Segurança. Destacando que no dia 28 de Abril um novo encontro de ministros que estiveram no Conselho em Doha, estarão discutindo a paz na Síria na capital americana Washington DC. Feltman pediu mais apoio da ONU para a Jordânia e o Líbano, países que têm se envolvido no suporte e acolhimento de refugiados sírios.

A Aljazeera está publicando uma série de documentários sobre a independência da síria e divulgou a primeira parte da série:

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