segunda-feira, março 04, 2013

Síria:Homs: Domingo de devastação e mortandade apoiado por Iran e Iraque.

Cenário de destruição e genocídio. Uma carga acentuada de mísseis e explosivos para esmagar as 850 famílias que ainda restam e resistem na cidade, reduto da oposição ao presidente Bashar Al-assad. O acontecimentos dos últimos dias estão marcando mudanças radicais no terreno. O cenário de ruínas se amplia por toda Síria e as marcas da morte já não são mais ocultadas.


Homs: Resultado das reformas anunciadas pelo presidente Al-Assad em 2012 - Cortesia: Syrian Revolution
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 04 de Março de 2013 - 07:44 GMT-3

O presidente sírio prometeu "reformas no país" mas na prática destruiu tudo o que era antes erguido e imponente. Nem por isto conseguiu minar o orgulho e a coragem do povo da Síria. Em uma entrevista publicada pelo "The Independent", Assad disse que só o povo da Síria tem o direito de dizer que ele tem que sair, enquanto isto o povo da síria é esmagado em suas casas ou afugentado para outros países para escapar da perseguição declarada à todo aquele que se opõe e rejeita seu governo, que controla o país desde o ano de 2000. Assad herdou o governo de seu país que assumiu o controle do país por meio de uma falsa revolução em 1964. Hoje já somam mais de 48 anos de tirania, ditadura e opressão militar na vida do povo sírio que não acredita mais nas reformas prometidas.


   Por ser a capital rebelde, Homs está sob cerco militar desde o início da revolução em 15 de Março de 2011. E nos últimos 10 meses, a cidade tem estado sob intensa pressão militar e bombardeios, tendo atingido o seu limite neste fim de semana. Apesar do esforço desumano e destruidor do regime, uma pequena comunidade de 6.000 pessoas (não mais que 850 famílias, incluindo mulheres crianças e idosos) ainda resiste na Homs Oriental. A cidade histórica que está em ruínas agora;   E neste fim de semana Al-Assad enviou para aquele povo, sua pior arma: Os Shabihas e os Mísseis Scud em exageradas quantidades.

   As forças rebeldes correram para a proteção dos civis e a cidade antiga. O violento combate vem em consequência de uso de força bruta por parte do regime que prometeu varrer a oposição do país, ou esmagá-la. O comando do FSA pediu neste sábado, o total apoio do povo sírio, da Coalizão Nacional e dos verdadeiros amigos do povo sírio, para que possam vencer esta arrasadora investida do regime, que agora conta com a presença massiva de milícias do Hezbollah, do Iraque e o comando estratégico do Iran.


   Com esta nova realidade, a pressão é visivelmente esmagadora sobre a oposição e as forças rebeldes de resistência, que enquanto recebe migalhas em munição do exterior, tem que confrontar com um regime que recebe armas da Rússia, do Iran, da China, suporte estratégico e tropas adicionais do Hezbollah, do Iraque e de outros países que não agem em público, incluindo o Líbano.

   O silêncio das Nações Unidas, o Conselho do Golfo e da Liga Árabe nestes 17 meses tem levado vários países a envolver-se no conflito de forma independente, o que já se mostra o início de um conflito interno com forte tendência para se tornar uma crise global. Após 17 meses de silêncio o Conselho do Golfo foi citado pela agência "Alarabyia" como condenando o silêncio internacional. Mas este tipo de discurso é sempre mais uma forma de marketing político que uma postura ou ação.

   08:49  Neste exato momento as tropas rebeldes enfrentam as forças conjuntas do regime na cidade histórica de Homs. Há informações de violentos confrontos e bombardeios por morteiros e foguetes.
Ativistas e militantes reforçaram que neste domingo 3 veículos militares do Iraque cruzaram a fronteira enquanto transportavam armas para o regime sírio, mas foram atacados e destruídos pela oposição - Disseram as fontes.

  Esta é a nova realidade da crise síria com a ação direta do Hezbollah, Iran, Iraque e Rússia em suporte ao regime, enquanto UE e EUA estão limitados a ajudas humanitárias não-letais para a oposição.

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