domingo, março 03, 2013

Homs sofre o maior bombardeio da história da revolução síria

Por Twitter Matt Stucker da CNN que disse que "A oposição documentou 365 pontos de bombardeio na Síria neste Sábado. 21 pontos de ataques aéreos, 3 regiões com mísseis SCUD e outros 6 lugares por ataques terrestres."


Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 02 de Março de 2013 - 23:38 GMT-3

   O FSA por meio das redes sociais informou sobre o pesado bombardeio sírio contra a cidade de Homs, ainda a presença massiva de Shabihas, e desde o início do sábado, a Revolução Síria avisou que neste Sábado e Domingo, a batalha seria decisiva.

   O comando reunido do FSA enviou um relatório sobre os acontecimentos e as novas informações adquiridas pelo serviço de inteligência rebelde:

"campanha militar maciça e extensa que está sendo montada pelo Hezbollah, que estão juntando vários milhares de combatentes e várias armas pesadas na área de Baalbek do Líbano e em áreas de fronteira da Síria, particularmente na região rural de Homs ao redor de Al Qusair, em preparação para uma invasão militar da área até a bacia de Al AASI em Hama e algumas partes da costa da Síria."

...E fontes revelaram pelo twitter há cerca de 1 hora que militantes do Hezbollah começaram a entrar na Síria pela fronteira que dá acesso a Homs à partir da cidade libanesa de Tripoli. Voltando ao comando do FSA que considerou "invasão" e listou uma série de "abusos", que o Grupo rival pratica ao interferir na crise, prometendo derrotar o invasor à qualquer preço. Por esta razão o FSA "exigiu" uma "reunião de emergência entre a Liga Árabe e as Nações Unidas", "a fim de discutir estes desenvolvimentos e suas implicações".. também solicitou que a Liga Árabe envie uma força de paz para ajudar a controlar a fronteira síria e impedir que milícias estrangeiras continuem entrando no país. A carta aberta foi publicada pela coligação "União dos cristãos sírios e muçulmanos contra Bashar Al Assad". Ao encerrar, o comando rebelde advertiu que após a morte de Al-Assad e o estabelecimento do novo governo, que nenhum dos estrangeiros que hoje apoiam a Síria terão acesso ao país (referindo-se aos militantes do Hezbollah, principalmente).


   Lembrando que só neste sábado foi foram registradas as entradas de milhares de militantes iraquianos e do Hezbollah, para combater ao lado do regime. Enquanto isto as forças do regime continuam recebendo ajuda militar da Rússia e do Iran, ao passo que a União Européia e a América estão com medo de enviar ajuda letal para a que a oposição continue evoluindo no enfrentamento às ações do regime. Para que a União Européia envie armas para os rebeldes terá que esperar por 3 meses, quando o embargo de armas da União imposto sobre a síria tiver seu prazo de validade vencido. Até lá os rebeldes podem estar em maus lençóis.

  Contatos diretos em Homs revelam que a situação na região é muito dramática e a LCCSy (Coordenação de Locais da Síria) disse que a número de mortes neste sábado chegou a 129.

Video: Uma fonte revelou que no fim da tarde síria, pelo menos 400 lutadores pró-assad desertaram e se uniram ao FSA em Damasco.


01:02 Atualizações revelam que a cidade de Al-Kaldiyah em Homs está sob intenso ataque e é violento o confronto entre os dois lados. Fontes na Síria revelam que o Hezbollah já ocupou neste sábado pelo menos 4 aldeias na província de Homs.

01:35 - As forças rebeldes informaram o encerramento dos bombardeios por hora em toda Homs. Com o intervalo, cinegrafistas da revolução saíram às ruas para registrar os estragos:

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