domingo, março 17, 2013

BRICS: Brasil enviará tropas pra Síria para ajudar Assad?

   Neste sábado Assad pediu ao bloco de países emergentes BRICS, por uma intervenção na Síria, como meio de conter o avanço dos rebeldes que já ocupam os arredores do Aeroporto internacional de Damasco.

Homs: Área ocupada pelos rebeldes, se prepara para receber governo provisório. Serviços básicos estão sendo mantidos por voluntários. Neste Domingo, oposicionistas se preparam para um grande confronto para o controle total da cidade.
Fonte: FSA e Syrian Revolution
Por Saulo valley - O Observador do Mundo - Rio, 17 de Março de 2013 - 15:31 GMT-3

   O Brasil nunca se posicionou publicamente sobre a crise síria. Na maioria dos discursos de Dilma, se limitou a pedir o fim da violência ou oferecer ajuda humanitária, o que até o momento não parece ter acontecido.   Mas qual seria a posição do Brasil, no caso de todo o bloco decidir pela intervenção?

  "BIAS" era o grupo dos países emergentes formado por Brasil, Índia e África do Sul. Mas agora com a adesão da Síria e as poderosas Rússia e China, formou-se um novo grupo e não mais de emergentes. Agora de países que eram e são oposição à invasão militar na Líbia de Muammar Kaddafi, em consequência, vão fazer oposição a intervenção na Síria de modo político e militar, se for necessário.

   A notícia divulgada neste sábado deixa realmente uma série de dúvidas e temores. Se a maioria dos seis membros que compõem o bloco decidir pela intervenção militar no país, o Brasil posicionaria suas tropas contra a oposição síria?

   Conhecendo a crise síria como conhecemos, uma vez que estamos cobrindo integralmente desde os primeiros dias, entendemos que se os países aliados se envolverem, não serão respeitados pela oposição síria, que já declarou "Jihad" para ver o fim deste regime opressor.   O que significa que a presença de tropas estrangeiras no país não diminuirão a mortandade, ao contrário. A proposta de Asssad é convocar uma força militar suficiente para fazer o que ele ainda não conseguiu com os mísseis SCUD: Esmagar seus adversários político; e isto compreende os rebeldes, suas esposas, seus filhos, parentes, vizinhos, amigos bem como seus túmulos e bairros.

   Citando o "Dailystar" com fonte que disse que a carta contendo o pedido de Assad para que o BRICS intervenha em seu país, foi entregue neste sábado ao presidente Jacob Zuma, da África do Sul. De acordo com a fonte que também cita a AFP como fonte, que lembrou que o presidente Zuma liderará a reunião dos líderes do BRICS no dia 26 de Março, para discutir a crise síria e decidir se apóia ou não a intervenção.

Avanço dos rebeldes

   Os rebeldes por sua vez estão evoluindo. Praticamente já dá pra Bashar Al-Assad ver os confrontos da janela de seu palácio. Esta seria a razão para que ele agora peça uma intervenção estrangeira aliada, o que o manteria no poder para sempre!

Ucrânia envia tropas para Síria

   Outra razão que já pode estar acelerando Assad para novas soluções de emergência é o fato de que tropas das Forças Especiais britânicas já estão sendo redirecionadas das missões do Afeganistão para se unir aos rebeldes sírios, e a França está buscando com a União Européia para suspender o embargo de armas com grande urgência.

Israel pedirá a EUA  para atacar o regime sírio para conter o avanço do Hezbollah

   De acordo com o "The Guardian", o líder israelense teria dito neste dia que assim que o presidente americano chegar visitar o país, pedirá para que ataque a Síria, uma vez que a Síria tem transferido seus mísseis para o Hezbollah.

De acordo com a fonte, "se a resposta for negativa, Israel vai pedir a Obama, apoio integral dos EUA "a fim de impedir que a Síria continue as transferências de mísseis".

Assad em tempo de paz

   Enquanto os rebeldes avançam sobre Damasco, o mundo assiste ao mais curioso comportamento do presidente sírio: Ele costuma sair de casa sozinho em um próprio carro. Ele dirige todos os dias sem a companhia de seguranças ou escolta, ainda leva sua família para passear na capital Damasco. Os supostos fans se acercaram da família presidencial, que deu até autógrafos para a multidão que a cercou neste domingo. Assessoria de imprensa do governo sírio disse que o passeio fazia parte de uma campanha chamada "Rally das Mães", para arrecadar dinheiro para ajudar as mães que perderam seus filhos em confronto com os rebeldes da oposição.

Neste vídeo rebeldes anunciam a tomada de mais uma barreira em Daban.

Artigo em Destaque

EDITORIAL - O Brasil é perfeito para quem não teme o trabalho honesto

Temos que combater os esforços da mídia paga, que visa fazer as pessoas amarem mais o mal que o bem. Se você concorda leia, comente e compa...

Leia também: