domingo, março 03, 2013

Brazil: Mulher morre sem atendimento no Hospital Geral de Bonsucesso

BREAKING NEWS: As 06:00 na manhã deste domingo, uma mulher de 24 anos morreu ao dar entrada na emergência do Hospital Geral de Bonsucesso, porque até as 09:00 nenhum médico havia chegado para trabalhar.

Pós Operatório Cardíaco do Hospital Geral de Bonsucesso, no Rio - Ministério da Saúde (Creative Commons)
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 03 de Março de 2013 - 10:06 GMT-3

   O hospital maternidade de Bonsucesso é um dos poucos do Rio de Janeiro que atendem a mulheres em casos de emergência. A crise na saúde tem levado a faltar ginecologistas, mastologistas e geriatras em toda  "cidade maravilhosa".  A jovem que tinha complicações de saúde mas não foi informado se estava grávida.

   Em geral nem mesmo as clínicas da família, as UPA, postos de saúde e emergências estão tendo médicos para realizar atendimentos regulares muito menos de emergência para a população feminina que cresce em larga escala, e aumenta a necessidade destas especialidades na saúde pública.

   Uma grande estratégia que o governo do estado e a prefeitura utilizou no ano de 2012 foi a contratação de "clínicos gerais" (muitos estagiários e recém formados) para atender na maioria dos centros de atendimento da saúde pública, ao passo que médicos especializados não foram sendo contratados. Resumindo o atendimento público está lotado de médicos que tratam de "pequenas causas". Parece até juizado especial.

O "Saulo Valley Notícias" lamenta esta situação caótica e a perda de mais uma vida inocente nas mãos da voraz máquina política da saúde pública. Enviamos nossos pesares a todos os familiares que perderam suas filhas e crianças em complexos médicos públicos sem qualquer estrutura. Um drama histórico no país.

Atualização 11:29 - Conversei com uma jovem que havia procurado o Hospital Geral de Bonsucesso em busca de atendimento. A moça que pediu para não ser identificada, revelou que está em situação bastante preocupante e que sofre de corrimentos estranhos misturados com sangue. Disse sentir febre e tonteiras. Dormência no lado esquerdo da cabeça e fraqueza. Decepcionada, a jovem de 26 anos revelou que já rodou a cidade inteira em busca de atendimento e não consegue sequer descobrir a origem do seu problema. Sem menstruar por 3 meses, barriga inchada e cheia de dores, enjôos e dores lombares, ela teme ter contraído alguma espécie de câncer. Mas na intenção de consolá-la foi levada por uma funcionária do Hospital para ver o corpo da mulher morta por falta de atendimento médico. Chorando desesperadamente voltou para casa, onde disse aguardar por um milagre.

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