quarta-feira, março 06, 2013

Ativista: Hugo Chávez terá encontro diplomático com Hafez Assad

Um jovem ativista sírio comentou sobre a morte de Hugo Chávez num bate-papo informal sobre a crise corrente na Síria. "Chávez está com Hafez agora"...

Sen. Jonh MacGain - Foto cortesia de Gage Skidmore (Creative Commons)
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 06 de Março de 2013 - 07:00 GMT-3

   A Síria é uma incógnita tão grande quanto o resultado do suposto encontro entre Chávez e Hafez. No terreno os mísseis continuam destruindo residências e tudo o há embaixo ou dentro delas. Na política quase nada acontece. Somos meros espectadores desta tragédia nacional que, segundo a ONU já alcançou a marca de 1 Milhão de refugiados e mais de 75.000 mortos. Uma angústia global que cresce à cada novo dia. O Secretário de estado americano Jonh Kerry confirmou para a Fox News as suspeitas de que o FBI fornece treino militar às forças de oposição ao ditador Bashar Al-assad.

   O Senador americano Jonh McCain do Estado do Arizona disse no site do Senado que "depois de um ano de derramamento de sangue, a crise síria, chegou em seu momento decisivo". Em sua publicação Jonh MacCain destacou evidências de que as ações do regime sírio são criminosas:

  1. Forças de Segurança sírias são culpadas de crimes contra a humanidade pela ONU (bombardeio de civis, execução de desertores e tortura de presos).
  2. Assad é para Homs o que Hafez foi para Hama - disse MacCain.
  3. HRW apresentou fotografias aéreas de Homs e os estragos feitos pela artilharia síria.
  4. "Cerco medieval e abate" testemunhou um fotógrafo Inglês ferido e evacuado do conflito.
   O Senador Jonh MacCain disse "que os crimes em massa que a NATO tentou evitar que acontecessem na Líbia, tornaram-se realidade na Síria." Ele comparou ainda a crise síria com a guerra das Balcãs e o massacre de Grozny na Rússia. Ele destacou que apesar do esforço internacional por meio de sanções, isolamento comercial, petróleo e outros meios extremos adotados pela ONU, União Européia, Liga Árabe e EUA, o regime sírio continua determinado a prosseguir "a sua luta até o fim", ao invés de sair e pedir asilo em outros país. Lembrou que toda esta façanha só é possível por causa do apoio incondicional da Rússia, China e Iran.
   Em defesa do povo sírio o Senador destacou que a inação do Conselho de Segurança, a pouca utilidade dos "Amigos da Síria" em comparação com a realidade no terreno. Jonh MacCain defende a intervenção militar na Síria e salientou que "mesmo que nós assumimos que Assad acabará por cair, ainda pode levar um tempo muito longo."

... e certamente o Iran planeja mantê-lo no poder até Março de 2014, quando o atual presidente concorrerá à reeleição, usará o exército para aniquilar a concorrência e ocupará o mesmo cargo por mais algumas décadas! Esta é a realidade das intenções de Assad. E diante desta realidade que já é de ciência de todos, MacCain disse:

Simplificando, os Estados Unidos têm um interesse de segurança nacional claro em parar a violência na Síria e forçando Assad a deixar o poder.

   Depois deste discurso detalhado e convincente do Senador americano Jonh MacCain, resta saber se o senado americano fará qualquer movimento real no sentido de resumir esta tragédia global. O mundo já não suporta mais este genocídio claro e evidente. Tudo realizado durante 2 longos anos diante das lentes de fotógrafos e cinegrafistas amadores de todo o mundo, até mesmo das Missões de Observadores da ONU, cuja falta de vontade política para a solução da crise levou Koff Annan a pedir demissão, bem como a suspensão da missão dos Observadores na Síria por duas vezes (1 da liga árabe e outra da ONU). Publicamos vídeos neste site que mostrava os observadores da ONU sendo alvejados por franco-atiradores do regime sírio instalados nos telhados dos prédios por onde passavam! Quem se importa?

Artigo em Destaque

EDITORIAL - O Brasil é perfeito para quem não teme o trabalho honesto

Temos que combater os esforços da mídia paga, que visa fazer as pessoas amarem mais o mal que o bem. Se você concorda leia, comente e compa...

Leia também: