domingo, fevereiro 24, 2013

SCUD: Regime sírio impõe castigo nacional para seus opositores

O dia de Sábado culminou na captura do primo do presidente Assad, Hossam al-Assad pelo FSA e em muitas perdas para o regime sírio. 94 soldados, 4 oficiais e 2 militares da Inteligência Aérea. Como resposta o regime aniquilou pelo menos 160 pessoas, entre elas 9 mulheres e 35 crianças por mísseis Scud. 90 civis desarmados, 18 lutadores rebeldes, 14 lutadores não identificados entre outros - Dados fornecidos pelo FSA e Observatório Sírio para os Direitos Humanos.

Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 24 de Fevereiro de 2013 - 07:15 GMT-3

Uma guerra injusta -  Depois de uma enxurrada de mísseis Scud sírio sobre bairros redutos da oposição, o FSA anunciou neste Sábado ter cercado e controlado a base de mísseis Scud do regime sírio, tendo encontrado mais de 1000 mísseis e outros foguetes de alcance de 70 km, fabricados na Síria. Mísseis e foguetes amplamente usados contra bairros residenciais. Esta estratégia reflete um período de enfraquecimento do regime no terreno.

Castigo Nacional

 No início da revolução os manifestantes eram executados por snipers.

   1 tiro pra cada pessoa em ato de desobediência ao regime;

 Que proibiu as manifestações, qualquer forma de oposição a Bashar al-Assad e nas áreas sitiadas, além das proibições específicas, os homens não podem sair nas ruas, as mulheres só têm 2 horas por dia para ir às compras e nenhum veículo particular pode circular, inclusive motos (que à partir de Maio de 2011 começaram a ser destruídos pelo regime. Um a um).

   Bombardeio de residências com tanques, foguetes de ombro e morteiros

   Para cada ato de desobediência coletivo, como sair às manifestações após as orações nas mesquitas, greve geral ou parcial nos centros comerciais, a evasão escolar e o envio de ajuda humanitária aos bairros sitiados.

   Envio de Milícias de Shabihas nas residências com carta branca para fazer o que bem entender dos ocupantes.

   Este castigo em massa, com certeza foi o pior castigo que o regime sírio pode impor a familiares de seus opositores. Homens e mulheres, especialistas em torturas, abate de gado e "experts" em armas brancas entram nas vilas, aldeias e bairros, estuprando pessoas na frente dos parentes, torturando e mutilando diante dos olhos dos familiares, de forma a provocar humilhação e vergonha, morte lenta e dolorosa, até que nenhum morador esteja vivo.

   Mísseis Scud, foguetes de médio alcance e morteiros.

  Para cada evolução das forças rebeldes no terreno, tomando pontos estratégicos e avançando sobre postos de controle, bases e aeroportos militares, o regime responde sobre populares oposicionistas e simpatizantes das forças rebeldes decretando a "pena de morte à todos os terroristas e simpatizantes".
Mas desta vez o regime não quer que sobre nada para quando ele deixar o poder.

Hereditariedade

Hafez al-Assad deixou o seu mais cruel filho no seu lugar, logo após a sua morte. Bashar al-Assad está preparando seus filhos para o futuro. Num tempo conturbado como este, o presidente sírio tem tempo para gerar seu quarto filho? Segundo o Guardian, o bebê já pode estar à caminho.

Enquanto isso, a síria chora seus milhares de bebês perdidos. Infelizmente não podemos mostrar a quantidade de crianças mortas na última quinta-feira, com os mísseis Scud e os bombardeios aéreos em Aleppo. 25 crianças num só dia! É pouco? Ontem foram mortas 35 crianças dentro de suas casas!

Imagem de review do game  Call of Duty 4  (Chamado para o Dever) played by Saulo Valley
Mulheres na Guerra

   As mulheres de um modo geral, estão surpreendendo o sexo masculino e estão avançando. Ocupando postos que jamais se poderia imaginar, dado sua expressiva sensualidade. A mulher síria hoje vive um grande dilema:


  1.    Seu marido foi para o front defender sua casa e não voltou. Pode estar morto ou muito ocupado no combate.
  2.    Seus filhos são muito pequenos e ela precisa criar meios de sustentá-los e os filhos maiores querem seguir o pai, para protegê-lo do pior.
  3.    Com o bombardeio das casas e a chegada iminente de shabihas, a mulher síria precisa defender os seus pequeninos sozinha.

   Então ela só tem três opções:
  1. Foge para um campo de refugiados com seus filhos, deixando tudo para trás, inclusive parentes e bens.
  2. Se alista no FSA, recebe treinamento e passa a carregar seus filhos para o front, onde fica junto com o marido.
  3. Fica dentro de casa rezando para que a guerra acabe, e ela, seus filhos e sua casa consigam sair ilesos da tragédia nacional imposta pelo seu Presidente da República.
   Para as mulheres curdas já há uma séria opção à frente: Foi criado o primeiro Batalhão feminino, cuja sede fica na região Norte da província de Aleppo. A cidade mais castigada pelos mísseis Scud, na última semana. De acordo com a fonte o batalhão é formado exclusivamente por pelo menos 150 mulheres. Segundo dados históricos, este grupo é originário do Batalhão feminino do curdistão iraquiano, o PYD

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