quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Quinta explosiva deixa 53 mortos e Mídia dos EUA pede Obama que intervenha.

 Dois ataques com carro bomba, tiroteios e bombardeios deixaram um saldo de 189 mortos nesta agitada quinta-feira, podendo ter chegado a 210.  Apenas uma das explosões matou pelo menos 53 pessoas em Damasco. De acordo com diversas fontes, uma explosão teria afetado o prédio sede do Partido Ba'ath, o único no governo.


Presa nos escombros menor  pede socorro após regime sírio  ter derrubado sua casa sobre sua cabeça com  mísseis scud, enquanto a comunidade internacional  fica assistindo, até que surja uma forma de lucrar com isto.
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 21 de Fevereiro de 2013 - 21:21 GMT-3

   Há informações ainda não-confirmadas da morte de pelo menos 10 tunisianos que teriam se alistado nas fileiras do Batalhão rebelde Jabhat Al-Nusra. Também há relatos não-confirmados de jordanianos mortos em combates na Síria.
 A violência está subindo a níveis jamais imaginados, e a Revolta Síria que já se aproxima dos 24 meses de tensão e mortandade de inocentes civis, também é assistida por uma ONU mórbida com suas mascaradas investigações, que só cumprem o protocolo, que quase sempre culminam no pedido de demissão dos enviados especiais.

   Enquanto a Rússia demonstra estar cada vez mais no controle do regime sírio, as mídias americanas iniciam um processo de pressionar o presidente Barack Obama a tomar atitude que interrompa o conflito no ponto em que se encontra. Esta intervenção pode não significar o fim do derramamento de sangue, uma vez que nesta quarta, os rebeldes estavam pedindo ajuda em logística militar para Washington que supostamente teria negado, pelo menos publicamente.

  Os ataques terroristas com civis como vítimas não são características do FSA, que usa o ataque direto contra o adversário com as armas que possui. Caso não tenha este recurso, a oposição armada ao regime de Bashar Al-Assad sempre recua e se re-estrutura para cumprir sua missão como planejado.
   Enquanto isso o regime tem utilizado uma estratégia muito frequente de criar falsos atentados terroristas que enganem a mídia estrangeira e decresçam a qualificação da oposição de assumir o governo do país. Para isto o nome "Al-Qaeda" é o mais apropriado, para receber todas as culpas dos crimes encomendados cometidos por milícias ligadas ao regime sírio, que sob ordens expressas, têm carta branca para matar civis, conforme documento sírio vazado que divulgamos no mês de Agosto de 2011.

   Sobre as acusações que  regime sírio tem feito, de que os atentados terroristas foram executados por grupo terrorista "ligado al Al-Qaeda" a Revolução Síria respondeu:

"Nunca confie ou acredite em um assassino de crianças. Regime de Assad já matou milhares de crianças. Nenhum outro assassino ou terrorista fez isso."
   Em Amã, o Ministro das Relações Exteriores Nasser Judeh recebeu a visita do brasileiro Cesário Melantônio, o enviado especial do Brasil para assuntos do Oriente Médio. Citando o site jordaniano "ammonnews" que disse que o "processo de paz na crise síria" foi um dos principais pontos da conversa, além da retomada do processo de criação do "Estado Palestino", que depende muito das negociações entre Israel e a Palestina. A fonte revelou o interesse da Jordânia de continuar recebendo e apoiando os refugiados sírios, bem como oferecendo ajuda e trabalho.

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