quinta-feira, fevereiro 28, 2013

Oposição síria se encontrará com secretário americano em Roma.

   O esforço de encerrar a crise com  vantagens para um dos lados continua. Do lado Assad, a Rússia. Do lado Oposição, os Estados Unidos. É claro que a posição do lado rebelde é sempre estar em ligação com quem quer protegê-lo e não matá-lo. Neste caso, os Estados Unidos tem a preferência e a Rússia fica com o ódio.


Bandeira oficial da oposição síria - Cortesia Syrian Revolution 15 March 2011
Por Saulo Valley - O Observador do Mundo - Rio de Janeiro, 28 de Fevereiro de 2013 - 08:52 GMT-3

O secretário de Estado Jonh Kerry sucessor de Hillary Clinton foi citado pelo site "hurriyetdailynews/AFP" como dizendo:

"Estamos examinando e desenvolvendo formas de acelerar a transição política que o povo sírio procura e merece, e é isso que vamos discutir em Roma", disse Kerry.

De acordo com a fonte, o Secretário americano de governo, disse que sua intenção é perguntar à oposição síria, o que ela acha ser necessário para encerrar a violência no país.

Os dois lados da moeda


   Em virtude da continuada tragédia síria, com o aumento do massacre de civis e a fuga desesperada de centenas de milhares de civis, quase a metade do país, os Estados Unidos está liderando um esforço de apoiar a oposição ao líder ditador Bashar Al-Assad. Enquanto isto a Rússia diz estar interessada em apoiar o povo sírio, mas defende o presidente sírio em suas palavras, ações e estratégias. Não só isto: Fornece meios para que ele as execute. Mas as idéias do regime sírio não são nada sadias. O apoio cego da Rússia ao regime tem fortalecido uma decisão insana de prender, torturar, mutilar, esmagar e matar a todos que rejeitam se submeter às suas rédeas curtas e opressoras.

   Se a crise síria terminasse agora e todo o povo voltasse para suas casas ( ou o que sobrou delas) e os grupos armados se rendessem, e o regime sírio assumisse o controle total do país novamente, o genocídio seria ainda maior e o país seria fechado para o exterior novamente antes que Assad reiniciasse o "programa de castigo nacional" com cortes de energia, água, internet, telefones, aumento de impostos, proibições contínuas, estado de emergência decretado, e a volta das leis puramente militares, que se assemelham aos regimes comunistas radicais. Verdadeiros campos de concentração seriam implantados para reeducar as pessoas que apoiaram a "rebelião contra o regime" e seus mais ativos suportadores seriam cruelmente humilhados e castigados em público, sem falar que os mais de 65 mil presos seriam perpetuados em suas masmorras e centros de torturas subterrâneos. Este é o estilo de vida que a Rússia está apoiando e deseja para o resto da vida do povo sírio.

   Enquanto isto o serviço de "inteligência" da Síria, busca confundir a mídia internacional e formadores de opinião, fazendo parecer que o lado rebelde é o "Alqaeda" desfarçado em sírios rebelados, enquanto o mundo fica inseguro se apóia ou não a oposição, Assad incrementa a perseguição direta e massiva ao povo sírio que demonstre qualquer forma de rejeição às suas regras nada saudáveis.

   O uso das armas de guerra na síria tem sido a única forma de manter o presidente sírio no poder. Não porque todos os sírios sejam insurgentes de natureza, mas porque as leis e ações do governo só são estabelecidas em favor da própria cúpula de governo, cujo retorno financeiro é da casa dos bilhões e em poucas palavras posso explicar o que isto representa:

   Apenas 1 homem do clã Assad é dono da maioria das empresas que prestam os mais essenciais serviços públicos. Os serviços básicos são prestados apenas por empresas da família Assad. O comércio exterior com a Síria só é possível porque o primo do presidente Bashar Al-Assad (que faz parte do governo) autoriza. Quando autoriza. Uma família pequena que possui todo o controle de um país e transforma o povo e "geradores de capital" para esta poderosa organização familiar.

   As regras do regime são claras. As pessoas que estão encurraladas debaixo de suas leis, só precisam obedecer. O que passar disto já está previsto em decreto que condena à prisão (senão perpétua) à morte, os casos de desobediência! Esta é a razão por que existem grupos armados no país. Qualquer civil ou militar que se não obedeça as regras do sistema já está condenada à morte, e o fuzilamento pode ser uma destas formas de condenação sem julgamento nem mesmo prisões. Quem te condena é o próprio executor, a saber: O militar armado mais próximo de você. Em face desta realidade surreal, muitas pessoas empunham armas para se defender até que a morte os leve! Daí não existe maior "indústria" de rebeldes armados que um país que estabelece leis como estas.

Twitter "https://twitter.com/lindasyria" pro-Assad mostra uma foto com um oficial executando dezenas de militares prisioneiros. Um característica que mais se assemelha com as leis do regime, apesar da foto fazer alusão ao oficial como sendo rebelde. O oficial aparece com o rosto coberto, enquanto atira na cabeça dos prisioneiros. Uma clara simulação para acusar os rebeldes.

   Esta é uma das muitas fortes razões para que o povo sírio esteja certo que viver debaixo desta opressão não é melhor que a morte.

   Uma descoberta curiosa

  O presidente sírio Bashar Al-Assad faz aniversário sabe quando? 11 de Setembro.

Tinha mesmo que ter a América como adversário...

Violência: Uma mensagem por twitter afirma que o exército sírio matou nesta quinta, pelo menos 200 lutadores do FSA (Exército Sírio Livre) em Idlib/Homs numa forte ofensiva, mas ainda não pudemos confirmar a informação.

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