quinta-feira, janeiro 17, 2013

Síria: A cidade sitiada de Homs pede socorro em prevenção a novo massacre 17-01-13

Ativistas de direitos humanos enviaram um pedido desesperado de socorro para a cidade de Homs. O cerco militar imposto há dois dias já tem levado a morte de pelo menos 105 pessoas e abusos desumanos contra pessoas inocentes e oposicionistas ao governo.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 17 de Janeiro de 2013 - 14:56 GMT-3

Há pouco mais de 1 hora, ativistas de todo o mundo, especialmente ligados à crise síria enviaram alertas e pedidos de socorro para o que se pode prever deverá ser um grande massacre. Tão terrível quanto o que ocorreu em "Khalídiya" no ano passado.

Há 2 dias as forças sírias isolaram a área marcada do mapa e população
vive terro ao extremo.
No pedido enviado por ativistas via web, o texto destaca os horrores que o povo de Homs vem sofrendo deste o isolamento militar da região:

"Pelo terceiro dia consecutivo, está enfrentando um nível de escalada de violência com a cidade sendo atacada por via aérea (aviões de guerra MIG e helicópteros militares, foguetes e bombas de barris de TNT), morteiros, fogo de tanques, franco-atiradores e ataques terrestres. Prisões em massa, rapto e estupro de mulheres e meninas. Saques e roubos também estão ocorrendo...  


Enquanto estamos digitando este artigo, bombas e mísseis chovem sobre a região Central de Homs destruindo propriedades, e vidas. Muitas vidas. Vergonha, humilhação e desespero jamais imaginado que viesse a ocorrer nos dias atuais diante dos olhares frios e inexpressivos das Nações Unidas.

Há imagens de dezenas de corpos espalhados pelas ruas de Homs em locais bombardeados por ataques do regime sírio. Tudo isso é obra do mesmo Bashar Al-Assad, o mesmo que se declarou candidato à re-eleição na campanha prevista para 2014.

O pedido desesperado dos ativistas continua com revelações chocantes:

"Os massacres dos últimos dois dias são desumanos como corpos sendo mutilados, queimados, penduradas em árvores e abatidos! Se o mundo continua em observação, haverá um massacre massivo mais chocante do que já vimos antes!"


Relatório enviado pelo Observatório Sírio para os Direitos Humanos há cerca de 2 horas revelou um número elevado de mortes já na primeira parte do dia. 70 pessoas morreram só na primeira metade do dia.

"Mortos: 35 civis, 15 rebeldes, 1 lutador  curdo, 17 soldados regulares, 2 soldados desertores, 1 oficial aposentado." contabilizou o OSDH.



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