segunda-feira, janeiro 28, 2013

Rússia admite que Assad está perdendo governo para oposição.

A Rússia tem realizado de forma sutil (mas em curtos intervalos), um trabalho de retirada do apoio que era antes descrito como "incondicional" para a manutenção do Presidente Bashar Al-Assad no governo da Síria. Sua últimas declarações estão mudando a forma como a relação entre os dois países é vista pelo mundo.

Dimitry Medvedev em entrevista na CNN
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2013 - 10:14 GMT-3


No dia 30 de Agosto de 2011 a Rússia fez o primeiro pronunciamento que deixou dúvidas quanto ao "inabalável e incondicional apoio ao regime sírio", que defendia a tese de que Assad estava sofrendo um "golpe de estado" apoiado por "grupos terroristas". Na ocasião o regime russo criticou o derramamento aleatório e excessivo de sangue sem que aparentasse qualquer interesse da parte do governo sírio de aplacar a violência corrente.

No dia 24 de Janeiro deste ano,  fontes revelavam que o governo da Rússia estava realizando missões de evacuação de russos naturalizados sírios, por meio de aviões que passam pelo espaço aéreo libanês. 

Na ONU, a Rússia e a China atuavam como escudo e barravam todas e quaisquer intenções do Conselho de Segurança para a emissão de uma resolução que fosse efetiva na retirada de Assad do poder e o envio do seu nome para o Tribunal Penal Internacional por "Crimes de Guerra" e "Crimes Contra a Humanidade".

Nos bastidores da crise síria hoje em dia quase não se ouve falar da China, que sutilmente se esquivou de continuar se pronunciando a respeito de Assad. Antes a única fonte noticiosa que servia que referência para o governo chinês era a agência do regime sírio, a SANA. Atualmente a mídia chinesa passou a re-publicar informações distribuídas pelas principais agências de notícias do mundo. Esta é uma grande e clara mudança de posição, ao ponto de o líder chinês ter declarado que poderia conversar com a oposição síria posteriormente.


Em entrevista para a CNN, o líder russo Dimitry Medvedev afirmou que a "as possibilidades de Al-Assad se manter no poder estão escapando.." Disse que a Rússia:

"Nunca disse que nosso objetivo era preservar o regime político atual, ou certificar-se de que o presidente Assad permaneça no poder""Essa decisão tem que ser feita pelo povo sírio."


A Agência americana de notícias CNN lembrou que apesar do governo russo fornecer armas para a Síria, mesmo debaixo de protesto global (desde o início da revolução popular contra Bshar Al-Assad em 14 de Março de 2011), que numa declaração o presidente do regime russo Vladimir Putin teria dito em Dezembro último que: 
"Moscou não vai apoiar al-Assad  a qualquer custo". Citou ainda o vice-chanceler Mikhail Bogdanov que teria declarado que "o Kremlin não pode excluir uma vitória da oposição." 

Mesmo assim as autoridades avisam que "Assad não cairá nos próximos meses".

Por outro lado os helicópteros, parte dos caças, mísseis, tanques, e as AK47 que o regime sírio utiliza para  matar civis e destrói propriedades (até com pessoas dentro) são fornecidas pelo governo de Putin e Medvedev.

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