sexta-feira, janeiro 04, 2013

ONU: Síria esta incluída na "Lista da Vergonha" - Secretaria Geral.

Depois de 4 dias do mês de Dezembro de 2012 sob os cuidados do Regime Sírio, a enviada especial do escritório de "Crianças em Conflitos Armados" da Secretaria Geral da ONU, Leila Zerrougui deu suas primeiras impressões sobre a situação no país, apesar de não ter tido qualquer contato direto com o lado rebelde.

"0 Under" Campanha da  ONU para desestimular o recrutamento de menores  de 18 anos em serviços militares e tropas armadas, lançada em 25/05/2010.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 04 de Janeiro de 2012 - 18:53 GMT-3

À pedido do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a enviada especial Leila esteve no dia 14 de Dezembro de 2012 na Síria. Na oportunidade, foi recepcionada pelo regime sírio, com os quais esteve em contato todo o tempo. Em seu breve comentário publicado no dia 18 de Dezembro, logo após ter chegado em Beirute para uma conferência, disse ter conversado com os líderes sírios.

Leila citou o bombardeio do acampamento de refugiados palestinos Al-Yarmouk (matando um número de crianças) como sendo "apenas um exemplo dos horrores que as crianças continuam a enfrentar a cada dia na Síria". Em sua inquietante discussão sobre o tema com líderes do governo sírio, Leila destacou a "luta incessante", como responsável pelo violento "impacto sobre as crianças", não poupando o uso de "armas pesadas e o bombardeamento de áreas povoadas".

A enviada especial defendeu a proteção "pró-ativa das escolas"e pediu a que fosse evitado o uso de suas dependências para fins militares por qualquer das partes envolvidas no conflito. Leila parabenizou o regime sírio por ter permitido as investigações das violações do Direito da Criança à pedido do Conselho de Segurança da ONU.


"Isso vai permitir um melhor acompanhamento e elaboração de relatórios de violações graves cometidos contra as crianças, para que possamos tomar as medidas diretamente com criminosos para impedir essas violações. Isto é o que o Conselho de Segurança determinou a mim e as Nações Unidas a fazer em nome de crianças afetadas pela guerra. "

Por outro lado, ela mencionou que não teve qualquer contato com a oposição (que alegou ser por questões de segurança), o que seria incrível, uma vez que já era sabido que Assad não a permitiria falar com a oposição, temendo que a enviada tivesse acesso a depoimentos e provas vivas dos crimes contra crianças cometidos pelo regime desde 14 de Março de 2011.

Apesar de todas as atrocidades cometidas contra crianças exatamente à partir do dia 14 de Março de 2012, o que acabou estartando a revolta popular contra a ditadura Assad, somente em Abril de 2012 (Um ano depois) é que a Síria foi adicionada à lista dos países que utilizam menores em conflitos armados ou que praticam alguma ou todas as formas de atrocidades contra os pequeninos, entre eles este site pode citar estupro, incineração, tortura, mutilação, cárcere sem crime, espancamento e execução com armas de fogo de grosso calibre e armas brancas. Esta lista denominada "Lista da Vergonha" pela Secretaria Geral das Nações Unidas, não impede a Síria, que 5 meses antes foi recebida no rol de membros do Corpo de Direitos Humanos da UNESCO, a continuar ocupando a honrosa cadeira.

Além da pressão inicial sobre o regime sírio, a enviada especial das Nações Unidas foi citada pelo escritório de "Crianças em Conflitos Armados" como tendo enviado 2 oficiais para o lado oposto d conflito para verificar as suspeitas do uso de "crianças como espiões, porteiros e outras funções" no front.

"Nossos olhos vão ficar na oposição para ver se eles são sérios no compromisso de proteger as meninas e meninos", ressaltou.

A enviada conversou com crianças deslocadas de Damasco quando visitou o campo palestino de Al-Yarmouk e Homs. Ela destacou a carência "desesperada de alimentos, medicamentos, e proteção" para o rigoroso inverno sírio, e finalizou com a declaração:

"A situação que testemunhei na Síria é terrível para as crianças. O fim imediato da violência e uma paz abrangente é a única opção viável, se quisermos preservar a futura geração de crianças da Síria ".

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