quarta-feira, janeiro 02, 2013

ONU confirma 60 mil mortos na Síria. Ativistas apontam 200 mil.

Na última grande tentativa de derrubar o regime sírio, pelo menos 45 mil pessoas foram confirmadas como mortas pelo governo Assad em 1982, mas a ONU só credenciou 10.000. Já na revolução de 14 de Março de 2011 segundo ativistas, o número de mortos já pode ter chegado à casa dos 200 mil...



Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 02 de Janeiro de 2013 - 21:21 GMT-3

O mundo se viu chocado com o último resultado do levantamento da revolução síria, que elevou de 49.000 para 60.000 o número de mortos (em sua maioria civis) nos confrontos na Síria entre o regime do presidente Bashar Al-Assad e a oposição, que quer dar fim aos 48 de regime militar opressor e repressor.

O escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas levantaram fez um levantamento preliminar de documentos de óbito de indivíduos que foram vitimizados na Síria desde 14 de Março de 2011 até agora em 30 de Novembro de 2012. Mais de 20 meses em confrontos armados e bombardeios insanos sobre bairros residenciais, aldeias e centros comerciais patrocinados pelo governo da Síria, o que é alarmante. Na verdade o OHCHR representado por Navi Pilay, afirma que possui uma lista de 147.349 mortes relatadas na Síria desde 14 de Março de 2011, pelo fato de faltarem informações como NOME E SOBRE-NOME, DATA E LOCAL DE CADA MORTE, estes relatórios acabaram não sendo levados em conta. Se para que estas mortes depende destas informações em especial, imaginem os mais de 65.000 da lista de desaparecidos? Muitos foram sequestrados, mortos em cativeiro ou carbonizados longe de qualquer testemunha. Segundo a própria ONU, especialistas ainda acreditam que o número de mortos na Síria pode ser ainda maior que o revelado por qualquer das 7 fontes. Há possibilidade de que as 200 mil mortes informadas sejam apenas parte de um relatório possível de se confirmar de algum modo.

"Esta enorme perda de vidas poderia ter sido evitada se o governo sírio houvesse escolhido tomar um caminho diferente do que uma supressão impiedosa, já que eram inicialmente protestos pacíficos e legítimas por civis desarmados", disse a Alta Comissária Navi Pilay.

Estes números tão elevados pareceriam até inacreditáveis, se não fossem os milhares de ativistas políticos e de direitos humanos que começaram a espalhar voluntariamente, videos e fotos gravadas no momento em que tropas do exército sírio cometiam as mais terríveis atrocidades contra a população síria, que saiu às ruas para pedir o fim da repressão e da ditadura do clã Assad. Esta iniciativa  despertou ódio ainda maior do líder sírio, que pôs além de todas as suas tropas nas ruas, ainda o Hesbollah, membros das guardas republicanas iraniana e russa.

Após os massacres cometidos pelas mãos diretas de seus soldados, o regime passou a adotar os helicópteros, caças e bombas de alto teor químico, como as bombas incendiárias.

Mesmo assim, as mortes não param. Só hoje o número de mortes na Síria chegou a 207. O relatório diário é publicado pela LCCSy (Coordenação Local de Locais da Síria), que revelou que até as 18:00 desta quarta, há 8 crianças e 6 mulheres entre os mortos. 147 pessoas morreram só em Damasco e adjacências. Um número alarmante que tende a crescer ainda mais. Não há autoridade que faça isto ter fim?

A Alto Comissária Navi Pilay lembrou que por onde ela passa as pessoas estão sempre indagando::

"Nós temos sido repetidamente questionados: 'Onde está a comunidade internacional? Por que não está agindo para parar este massacre? "Nós não temos nenhuma resposta satisfatória a essas perguntas. Lamentou.

Artigo em Destaque

Julian Assange periga ser extraditado para os EUA

O fantasma da extradição de Julian Assange volta a assombrar e podemos dizer que processar e condenar o fundador da Ong Wikileaks pelo cr...

Leia também: