segunda-feira, janeiro 07, 2013

Índia: 5 acusados da gangue que estuprou "Nirbhaya" irão à juízo nesta segunda.

A pesar de ter sido a ocorrência de estupro número 600 de 2012, o crime hediondo foi considerado o mais cruel e repugnante que se tem notícias. Além de ter sido violentada por 5 adultos e 1 menor num literal "falso ônibus pirata" em movimento, no dia 16 de Dezembro de 2012.



Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 07 de Janeiro de 2013 - 05:26 GMT-3

Debaixo de protestos violentos e massivos que pararam o país durante mais de 1 semana, a justiça indiana precisou agir com velocidade para acalmar o país. cerca de 3 dias após o crime, os envolvidos já estavam sendo presos e indiciados. O último a ser mantido sob custódia da justiça, foi o motorista da condução.

O crime mais que bárbaro se deu no interior de um ônibus utilizado para transporte escolar. Este ônibus tinha vidros fumê, cortinas (mantidas fechadas) e havia sido emprestado pelo proprietário para o bando, que horas antes havia assaltado um homem que foi citado pelas agências indianas por ter tentado prestar queixa na delegacia de polícia "mas os policiais não acreditaram em sua versão".


Tarde da noite

A deixar o cinema, 1 dos 3 amigos se despediu e foi para outra direção. o casal então seguiu no sentido de encontrar um ônibus que os levasse pra casa. De acordo com as agências locais, o veículo estava estacionado e foi dito que o casal foi intencionalmente informado de que o ônibus faria o itinerário que pretendiam seguir. Com o vidro escuro e as cortinas fechadas, o casal não poderia imaginar que se tratava de um golpe dos mais terríveis, nem o que se seguiria à seguir.

O rapaz logo foi agredido e dominado pelos bandidos. A moça também relutou, mas foi espancada, dominada e violentada de modo mais cruel que se podia imaginar. Durante a ação criminosa, O bando, que havia pego o ônibus escolar emprestado, utilizou uma barra de ferro para destruir suas partes íntimas e jogou o casal na rua após 40 minutos de violência e abusos contra ambos. Agências informaram que várias pessoas passaram pelo local e não deram importância para o casal que havia sido jogado para fora do veículo ainda em movimento. Foi informado que os espancamentos provocaram o descolamento do intestino da jovem de 23 anos que sangrava à beira da morte, no chão ao lado de seu amigo.

Uma patrulha da polícia rodoviária local passou e informou a ocorrência. Imediatamente o casal foi levado para um hospital local. A gravidade do estado de "Nirbhaya" e a falta de recursos para lidar com tão degradante estado de saúde, obrigou os médicos a transferirem a mola para um hospital em Singapura. Mesmo depois de uma semana de cirurgias, combate das infecções, fisioterapias entre outros cuidados intensivos, a moça veio a falecer no dia 29 de Dezembro de 2012 por infecção generalizada que ocasionou a falência múltipla de seus órgãos.

Protestos massivos

Os protestos faram ganhando adeptos à medida que o caso de "Nirbhaya" sendo propagado logo após ter amanhecido o dia seguinte. Era uma sexta-feira e a polícia teve muito trabalho para dispersar a multidão usando bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água. Apesar da violenta manifestação popular, as autoridades se mantiveram em silêncio por pouco mais de uma semana, o que enfureceu ainda mais os populares já irados. O ministro indiano foi citado por uma agência local por ter dito que as manifestações continham "motivos políticos por trás", o que provavelmente justificava tanto silêncio.
Como resposta, as polícias haviam recebido ordens para isolar as principais praças e prédios governamentais, para impedir novas manifestações no centro político de Nova Déli.

Mas o caso de "Nirbhaya" acabou ganhando o mundo e atraiu ainda maiores protestos na internet, virou notícia nos principais tablóides e telejornais do planeta. Até Ban Ki-moon, secretário geral das Nações Unidas publicou uma nota exigindo ação do governo indiano para "conter e cessar" tais crimes além de punir os criminosos.

Explosão de protesto ainda maior se deu quando a morte de "Nirbhaya" foi anunciada, quando ainda estava no hospital de Singapura. Após seu corpo ter sido levado de volta para Nova Déli no dia seguinte, o país se mostrava amargurado e impaciente com a justiça e a segurança pública nacional.

Um dos primeiros protestos levou à óbito um policial. Outros 3 foram suspensos pela justiça que buscava encontrar e punir todos os culpados e responsabilizá-los para acalmar a multidão revoltada.

Agora à pouco o site indiano "zeenews" informou que nenhum dos advogados convocados para a defesa dos réus aceitou o trabalho. De acordo com a fonte, a "Saket court Bar Association" teria dito que "nenhum de seus membros iriam representar qualquer dos acusados" e no caso o julgamento se dará neste dia 07 de Janeiro de 2013. De acordo com a lei, os acusados precisarão de 2 defensores.

Expectativa global

Se a morte anunciada de "Nirbhaya" levantou tamanhos protestos, esperemos até a decisão final do caso para ver como o país se comportará. Ninguém espera menos que a sentença máximo (pena de morte) e há ainda quem faça escolhas de como esta sentença deverá ser cumprida. Usando o twitter muitos mostraram aguardar o "enforcamento" dos criminosos e outros desejam que eles sejam "queimados vivos" (inclusive a própria vítima teria dito isto, antes de morrer - disseram agências locais).

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Polêmica - Exposição ou honra?

A nova polêmica agora gira em torno da divulgação do rosto e do nome da moça, que havia sido apelidada pela equipe médica carinhosamente por "Nirbhaya". Enquanto as autoridades decidiram que o nome da moça deve ser mantido em sigilo, o pai da menina foi citado por diversas agências como pedindo para que o nome de sua filha seja conhecido, para que sua luta tenha um nome e que não tenha sua identidade no completo anonimato. Em suposta declaração à jornalistas e citado no site "HindustanTimes", também no site ucraniano "Mirror News", que teria dito para o site "The Sunday People" "Nós queremos que o mundo conheça seu nome real"..."para que outras pessoas que sofrem abuso sexual e sobrevivem, tenham coragem de denunciar seus agressores."

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Enquanto isso outras agências, citando aqui a "BBC" que citou o "Hindus Times" que disseram ter ouvido o senhor "Brave dad Badri", de 53 que teria dito:

"Eu só disse que não terá nenhuma objeção se o governo usa o nome da minha filha para uma nova lei para o crime contra a mulher que for mais severa e melhor enquadrados que o existente", o Hindustan Times citou dizendo. (disse a BBC)

Enquanto a polêmica segue entre mídias internacionais, o nome completo, bem como imagens da moça percorrem o mundo virtual e há que utilize estas informações apenas para fazer exibição pessoal, já que as agências não se decidem se publicam ou não.

No twitter um usuário questiona:


Depois que seu pai revelou seu nome como "Jyoti Singh Pandey" porque os canais indianos de mídia ainda a chamam de "Amanat" & "Nirbhaya"?

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