sexta-feira, janeiro 18, 2013

FSA batalha em Homs Central para libertar Milhares de inocentes em túneis e cavernas sob a cidade - Exclusivo

Há dois dias uma fonte que pediu pra ser mantida em anonimato, informou por meio de fontes confidenciais e seguras (garantiu), que foi declarada uma guerra contra as prisões de milhares de pessoas inocentes e presos de consciência. De acordo com a nota, o ataque rebelde se concentraria nas prisões em Homs, o que explica o isolamento militar da região por parte do regime.

Batalha em Homs teria as prisões clandestinas como alvo,
para libertação dos presos políticos e de consciência.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 18 de Janeiro de 2013 - 08:43 GMT-3
Atualização: 17:08

Há dois dias recebi uma mensagem, que por falta de tempo não dei importância. Ao ler na manhã desta sexta, vi que se tratava de um traçado sobre as operações rebeldes na Homs central. O plano da oposição ao regime de Bashar Al-Assad é de libertar milhares de presos políticos e inocentes, o que foi recebido não só como uma bomba, mas com bombardeios por parte do regime que ocasionou na morte de pelo menos 107 pessoas num único ataque há 2 dias.

Só na Prisão Central de Homs a fonte denunciou que há pelo menos 10.000 pessoas sunitas mantidas irregularmente pelo regime sírio. Muitas delas por motivações ideológicas, oposição ao sistema de governo e administração nacional, além de vítimas inocentes de prisões aleatórias e massivas. Vítimas de repressão às manifestações anti-governistas que se iniciaram em 14 de Março de 2011. A fonte que citou membros do Comando rebelde, informou que há inúmeras pessoas inocentes com dezenas de anos de encarceramento. Falou da existência de inúmeras cavernas e túneis aonde se encontram verdadeiros sistemas penitenciários onde são mantidas um número alarmante de pessoas presas injustamente.

Homs Central - A mensagem revelou que três túneis com extensões quilométricas embaixo de "Homs Central", estão mantendo pelo menos mais 10.000 presos.

Inteligência da Força Aérea - Denunciou que numa caverna escavada embaixo da "Inteligência da Força Aérea" estão sendo mantidas cerca de 8.000 pessoas em regime de cércere irregular, centros de tortura e mutilação.

Defesa Civil - O prédio da Defesa Civil foi transformado em cárcere e segundo forças de oposição estão sendo mantidas cerca de 5.000 pessoas em suas dependências.

Estádio Municipal de Homs ganhou o apelido de "Matadouro Municipal" onde são atualmente mantidas cerca de 30.000 pessoas cativas, denunciou a mensagem.

Divisão de Inteligência Militar - A fonte denunciou a existência de cerca de 8.000 pessoas presas nas dependências do prédio da segurança militar.

Segurança Política - No prédio da Segurança política síria são mantidas cerca de 9.000 pessoas em seus porões - Denunciou.

Segurança do Estado - Numa caverna improvisada neste edifício denunciou a manutenção de cerca de milhares de detentos em 3 seções de túneis.

Prisão Militar de Hama - Abriga ainda presos do tempo do histórico "Massacre  de Tadmur" nos anos 80. cerca de 100 mil presos entre civis e militares.

Tribunal Militar - O prédio do Tribunal Militar Sírio abriga pelo menos 2.000 detidos, revela.

Polícia Militar - Só no sistema prisional da Polícia Militar (incluindo nas cavernas) há pelo menos 5.000 presos.

Comando Geral da Polícia de Homs - Mais 5.000 pessoas mantidas em regime de cárcere fechado irregular, contrariando todas as leis internacionais e direitos humanos internacionais.

Governorate e Saraya -  Denúncia de 2.000 presos sendo mantidos nas dependências destas construções governamentais.

11ª e 18ª Divisão - Os dois prédios estão sendo utilizados para manter presos militares dissidentes oficiais e recrutas. Total de 5.000 pessoas.

Escola Superior de Guerra - Os dormitórios da Escola Superior de Guerra foram transformados em Cérceres e estão abrigando atualmente 1.500  cadetes sunitas desde o início da revolução - revelou a mensagem.

Em sua última demonstração de "bondade" Bashar Al-Assad libertou pouco mais de 500 presos, tendo feito esta "gentileza" para evitar uma ação mais enérgica por parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Mas vendo este relatório há de se concordar que não foi nenhum ato de caridade. Até porque estas pessoas já podem estar mortas ou encarceradas novamente.

Perguntado sobre a necessidade de manter esta matéria em sigilo a resposta foi a seguinte:

"Estes lugares são mantidos há anos e são divulgados nos dois últimos anos desde a guerra religiosa liderada por facistas Alnasirien e xiitas" ... É impossível mudar o local das prisões". - Disse a fonte.

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