terça-feira, agosto 14, 2012

Viciados dormem no lixo abandonado nas calçadas de manguinhos.

Vítimas do crime organizado, do desinteresse político e do desprezo da sociedade, os famosos "cracudos" da região vivem em condições abaixo de subhumanas. dormindo no meio do lixo despejado nas calçadas, mas que leva dias para ser recolhido.


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Por Saulo Valley - Rio de janeiro, 14/08/12 - 12:56 GMT-3

Quem passa de carro na avenida suburbana já passa amedrontado. Além do elevado risco de perder o automóvel, o motorista ainda precisa assistir a cenas estarrecedoras. Os motoristas de ônibus que operam naquela região sofrem com o assédio, a ousadia, a intimidação, as ameaças e os perigos que os viciados e a população de rua acabam proporcionando.

Rede Ferroviária

Enquanto que na via férrea uma nova sociedade está se formando literalmente nos trilhos. a população zumbi de viciados vem abandonando as ruas e os becos, preferindo se alojar no desconforto das pedras de brita onde os trilhos da rede ferroviária são assentados.

Esta sociedade está crescendo rápido. Já se pode ver botequins que funcionam à todo vapor instalados à partir do muro da Supervia, ainda estações como algumas da Zona Oeste que funcionam como Bocas de Fumo. Alí mesmo na plataforma, os viciados compram, consomem as drogas e embarcam no trem de volta para suas casas. E não são poucos.

Aproveitando o ensejo, que as composições de trens estão uma sucata todo mundo já sabe, mas até agora nada mudou. A instabilidade do sistema e a falta de regularidade nos horários são um grande problema para o trabalhador, que acaba correndo risco de perder o emprego.

Os trens que circulam com intervalos de 15 em 15 minutos ainda gastam 5 minutos parados entre uma plataforma e outra. Seria um esquema para driblar a decisão judicial ou uma forma de descongestionar as plataformas?

Isto representa falta de estrutura para a supervia gerir o complexo sistema de transportes coletivo.

Uma estratégia absurda: 

Quando os trens estão atrasados o cartaz com o aviso, pelo menos na estação de São Cristóvão, fica preso no lado de dentro da estação. exatamente no primeiro degrau das escadas que vão para a respectiva plataforma. O passageiro só descobre que não vai chegar no horário pretendido depois que paga a passagem, inibindo por exemplo, a intenção de buscar uma segunda opção, como os ônibus e as vans. 

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