terça-feira, janeiro 31, 2012

Síria: Rastan vive cenário de guerra em violento bombardeio.



SÍRIA: RASTAN BOMBARDEADA VIOLENTAMENTE VIVE UM CENÁRIO DE GUERRA.

Depois que o Exército Livre anunciou a tomada do controle de da cidade de Rastan, o regime sírio iniciou uma pesada ofensiva para recuperar o controle da região, usando o bombardeio com principal recurso, sem levar em conta a existência da população. Rebeldes capturam um tanque do exército sírio 31-01-2012 Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 31 de Janeiro de 2012 - 12h34min. Há... CONTINUE...

Direitos humanos: Uma violenta batalha contra todos.

Quando iniciei meus primeiros ensaios na área de jornalismo com foco em direitos humanos, vislumbrei um horizonte de realizações, onde poderia fazer a coisa que mais tinha prazer: Ajudar pessoas de todo o mundo, mas na prática o prazer se tornou um grande desafio. O desafio de lutar contra tudo e todos.

Sem gás, sem casa, sem emprego e recursos básicos, famílias sírias vivem
quase ao estilo primitivo.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 31 de Janeiro de 2012 - 10h56min.

Defender direitos humanos internacionais não é a mesma coisa que deixar um lembrete na escrivaninha de uma autoridade, quanto a seus acordos assinados e compromissos assumidos ao ocupar seu atual cargo. É algo muito maior, com reflexos que vão de rejeição até risco de morte.

Uma luta de que deveria ser do interesse de todos, mas se mostra do interesse da minoria. Enquanto ativistas e jornalistas, árduos defensores da humanidade são torturados, queimados vivos, perseguidos e atacados em todas as esferas de sua vida, 90% das pessoas estão preocupas de sair às compras nos shoppings, viver em festas regadas de bebidas, um bom programa de entretenimento e muita curtição.

Enquanto isto, vejo minha página tenho sua audiência literalmente roubada, mesmo depois de estar contando apenas com a visita de nossos contatos diários. Mesmo não tendo os "benefícios" de aparecer no Google Search, temos contatos diários com milhares de pessoas no planeta e elas atendem ao nosso convite para ler nossas matérias. Mesmo assim, ao fim do dia as estatísticas são reduzidas a quase zero.

Se o Google é uma empresa americana, contra quem estamos lutando? Na defesa dos interesses do povo árabe, africano, chinês e sulamericano, vemos que estamos travando uma luta contra nós mesmos. Não há interesse nas autoridades de atender a um único chamado por socorro, a não ser que isto retorne em forma de muitos bilhões de dólares.

Na prática o genocídio é um negócio lucrativo para os governos, mas ninguém fala abertamente, porque... Nós seres humanos, somos todos hipócritas. Somos mercadores da morte e da vantagem facilitada por esquemas obscuros. Nestes poucos anos de experiência com os direitos humanos, concluímos que o mundo tem sobrevivido de esquemas fraudulentos e negócios em segundo plano, usando as transações aparentemente honestas, mas "pouco lucrativas" como fachada. Esta tendência é latente em todos os ramos da sociedade em todo o mundo, comprovando que nós somos o ser vivo mais perigoso que existe no globo terrestre. Traiçoeiros e matreiros, utilizamos a arte do engano em mais de 100% de um dia de relacionamentos, conversas e negociações, sem que qualquer consciência nos acuse de nossos "delitos".
Absorvidos pela ganância temos os olhos vendados, ou quem sabe treinados para enxergar apenas o que nos interessa amplamente.

Menina chora a prisão de seu tio e avô depois de uma invasão militar
síria.
A humanidade, aqui deixa claro que não há qualquer vantagem na verdade, justiça e nem na legalidade. Deixa claro que estar por cima é um privilégio para poucos, os mesmos poucos que esmagarão os que estiverem por baixo. Como alguém disse certa vez: "Democracia é o direito de escolher nossos próprios ditadores".

Nós repudiamos o abuso dos mecanismos que desviam nossa audiência para outros clientes melhores posicionados, por que são bons pagantes. Condenamos a estratégia alimentada pelo Google de denunciar páginas que defendem direitos humanos, criando ferramentas que facilitam denúncias vazias, sem comprovação e justiça são penalizadas sem aviso prévio, orientação ou mesmo sem culpa.

Recursos estes que claramente são usados para alimentar a corrupção, os negócios sujos e a manutenção da ditadura contemporânea, com chamadas democráticas, mas que objetivam conduzir gigantescas camadas da sociedade em currais, sob completo controle de atividades on-line, identidade, comportamento, gosto pessoal, círculo de convivência e cada palavra escrita, foto, vídeo e reação usando qualquer que seja a ferramenta de web.

Percebendo que estas novas tendência estão se aproximando de uma nova e mais violenta invasão de privacidade, onde o cidadão é obrigado a oferecer sua privacidade em troca de se manter atualizado e conectado com o mundo via internet. Por esta razão, as atuais tecnologias de informação estão preparando o mundo para ser submetido "voluntariamente" ao completo controle, sem que haja qualquer forma de escapar à manipulação de seus dados pessoas, sua vida, familiares e colegas de trabalho, estudos e vizinhos.

Então, os novos ditadores, estarão se perpetuando no poder, fazendo com que as pessoas sejam controladas para a evolução de seus próprios interesses, e não dos interesses globais. Genocídio, massacre, extermínio, ou o que queiram chamar, não passa de uma classificação para um número de mortos massivamente, pra que uma certa mensagem seja enviada a um cliente ou possível parceiro de negócios secretos. Dão a impressão de que não há razão real para o mundo se alarmar, a não ser esperar que não seja a próxima coletividade a ser marcada para morrer em nome da prosperidade de uma alta elite.

Então aproveitando-se das demandas populares (que é o que menos interessa) o poder público quer se valer das oportunidades para criar novos meios, novos produtos e novos clientes para os esquemas de corrupção e fraudes, que na verdade não são crimes, são a verdadeira moeda corrente que move o planeta azul por fora, negro por dentro.

segunda-feira, janeiro 30, 2012

Síria: Fuga de Al-Assad frustrada pelo Exército Livre, disse informante - 30-01-2012

Breaking News - Um relatório sobre a tentativa do regime sírio de recuperar o controle dos subúrbios de Damasco acabou revelando outra importante informação: Presidente Sírio Bashar Al-Assad foi surpreendido numa tentativa de fuga juntamente com sua esposa e filhos. Testemunhas revelaram que neste domingo um pesado confronto entre  segurança presidencial e o FSA. Confira:


Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 30 de Janeiro de 2012 - 09h33min.

Com as chamadas para que todo o povo sírio se engaje nas fileiras do Exército Livre, para revidar os intermitentes ataques do regime de Al-Assad logo após a tomada de Rastan e do subúrbio de Damasco pelos rebeldes, fontes disseram que Al-Assad moveu suas tropas para cercar Aleppo neste Domingo (29). Ao mesmo tempo, barricadas feitas por sacos de areia foram instaladas em frente ao palácio presidencial, o que acabou revelando o tamanho da fragilidade do regime na atualidade.

Informações ainda sem confirmação anunciadas pelo site sírio "sooryoon" citando a Coordenação Zabadani, da revolução Síria que informou que o Major-General Mohammed Khallouf (Chefe da Inteligência da antiga Palestina-Síria) renunciou ao cargo e passou para o lado dos rebeldes. De acordo com as fontes que disseram que o Major-General esteve durante todo o Domingo viajando de cidade em cidade, na tentativa de escapar da perseguição contra ele por parte do exército sírio. A perseguição acabou indo parar em Ghouta, perto do aeroporto de Damasco, que segundo as fontes sírias e egípcias, que disseram que o ex-chefe da inteligência levava consigo pelo menos 150 soldados fiéis que desertaram e o acompanharam na fuga, quando encontraram o helicóptero sírio tentando proteger o comboio presidencial, que utilizava um atalho até o aeroporto, resultando num gigante confronto que durou toda a manhã de domingo na altura de Zabadani, em Rankous.

Tentativa de Fuga de Al-Assad.

Outra fonte que não pode ser identificada disse que fontes seguras alertaram para o ocorrido neste domingo pela manha, sobre a tentativa de fuga do presidente sírio Bashar Al-Assad, sua mulher Asma, seus filhos, citando ainda sua mãe,  Anisa Makhlouf e seu primo e poderoso empresário Rami Makhlouf e filhos.

A fonte ligada ao Exército Livre Sírio, disse que a tentativa de fuga foi frustrada na altura do aeroporto de Damasco, o que gerou um pesado e prolongado tiroteio. Fontes egípcias que disseram também que na ocasião, carros oficiais foram vistos se aproximando do aeroporto de Damasco num comboio e com a cobertura de pelo menos 1 helicóptero. No tiroteio, o helicóptero foi utilizado para impedir a ação do FSA (Free Syrian Army), o que acabou forçando o comboio a retornar para o palácio presidencial.

A página Zenad Araby cita 600 mísseis apontados para o
palácio presidencial neste domingo, com divisões em todos
os ramos de inteligência e segurança.
Fontes que optaram pelo anonimato disseram para o site "sooryoon" que o combate no entorno do aeroporto foi tão violento que o tráfego aéreo precisou ser interrompido, e segundo informaram o combate se estendeu durante todo o domingo até a noite nos arredores do aeroporto de Damasco, na praça Bagdá e na rua Abbasid. O regime sírio foi citado como dizendo que estava sofrendo neste domingo uma "tentativa de golpe de Estado", disseram as fontes nesta segunda.

Uma fonte sob o nick de Michael disse que o combate tem sido tão violento que em Damasco há muitos corpos espalhados no chão e um número incalculável de deserções. Muitos dos corpos foram informados pelo editor do site "sooryoon" como sendo de membros do Hezbollar, que disse ter perdido um número considerável de militantes nas últimas 24 horas. Fontes disseram que os corpos ainda não puderam ser retirados das ruas de Madaya.

De acordo com a fonte, um outro grupo de oposição vindo da palestina sem qualquer conexão com o SNC (Conselho Nacional Sírio) marchou há 10 dias para Damasco para derrubar Al-Assad.

A fonte cita conflito de interesses entre "Frente Popular", "Fatah Intifada", "Hamas", "Jihad Islâmica" e o "Partido de Deus" e diz que países árabes vizinhos estão preocupados com  a possibilidade de que o conflito cruze suas fronteiras em perseguição a Al-Assad e seus seguidores e estão se precavendo.

Atualizando...

domingo, janeiro 29, 2012

Síria: Liga Árabe decide pelo fim da missão por causa da violência.

Inicialmente a proposta da Liga Árabe era impedir uma intervenção internacional na Síria, porque se acreditava que o regime sírio precisava de uma chance para resolver suas crises internas, mas todas as novas opções apresentadas pelo Conselho de Ministros Árabes, terminaram sendo transformadas em meios de incrementar o massacre de civis.

Cortesia: "Syria Cartoons"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 29 de Janeiro de 2012 - 20h29min.

O número não é oficial, mas pelo menos entre 600 e 800 civis foram mortos desde que o plano árabe foi assinado entre a Liga Árabe e a Síria em 26 de Outubro de 2011. Em comunicado de imprensa, o Dr Nabil Al-Arabi, secretário Geral da Liga Árabe disse ontem (28) que atualmente a situação está ainda mais grave na Síria, destacando "o uso continuado de violência e a troca de bombardeios e tiroteio".

Esta violência tem vitimado centenas de civis, levando o Secretário Geral Al-Arabi a destacar a falta de esforço do regime sírio de cessar o tiroteio e a violência tendenciosa a "se afastar completamente do objetivo da missão da universidade." Esta declaração revela uma realidade: A violência na Síria cresceu tanto que os próprios observadores passaram a ser ignorados por completo, tornando-os apenas expostos a qualquer ataque, como qualquer civil sírio já sofre.

O Dr. Nabil disse ainda que a resolução veio como resultado de uma consulta com os demais ministros membros do Conselho, restando depois da emissão da decisão, pedir ao chefe da missão de Observadores que cuide da segurança de seu pessoal.

Esforço inútil do diálogo

Cortesia: "Syria Cartoons"
O esforço da Liga Árabe se mostrou inútil quando o Conselho de Ministros anunciou que a meta era unir o governo e a oposição num evento dedicado à promoção do diálogo e das busca por soluções pacíficas.

Depois de 50 anos sendo esmagado pelo clã Al-Assad, massacres seguidos de massacres ainda sem que a sede de vingança do povo sírio, em especial o povo de Homs e Hama tenha sido aplacada, num momento em que novos massacres acontecem em Hama, Homs e o último em Idlib, quando 14 pessoas da mesma família foram assassinadas, sendo 8 crianças...

Num momento em que a tentativa de diálogo por meio das placas, faixas e cartazes foi recebida com o uso de força militar máxima (a suspensão da suspensão da Lei de Emergência) ao ponto de resultar na morte de mais de 6000 manifestantes, que buscavam o diálogo desde 15 de Março de 2011, tendo como resposta bombardeios, prisões aleatórias, sequestros, mutilações e muito, muito tiroteio aleatório...

Como colocar os dois lados da moeda na mesma mesa para um diálogo? Como se pode achar que ao apontar canhões para um povo, vai conseguir trazê-lo à mesa para simplesmente conversar?

Cortesia: "Syria Cartoons"
Pense nos milhares que morreram nos hospitais, nos manifestantes sequestrados e devolvidos mais tarde completamente irreconhecíveis e em pequenos pedaços, ou mesmo na quantidade de mulheres de todas as idades que foram violentadas em público, diante de câmeras e celulares ou secretamente, como mensagem para silenciar suas famílias que pedem para dialogar sobre seus direitos civis?

Por esta razão, depois de perceber que a Síria estava servindo mais como uma atentado à credibilidade da Liga Árabe, é que o Dr. Nabil pediu ao presidente Bashar Al-Assad para se demitir, a fim de cessar por completo a violência. Isto aconteceu porque está claro que ele é a única razão de toda a violência na Síria, nestes quase 12 meses. Não havia razão para a implantação dos Observadores, porque todo o planeta já sabia da realidade e havia provas contundentes sobre os crimes cometidos pelo presidente Bashar Al-Assad, seu governo e o partido Ba'ath.

Esforço inútil seria acreditar e investir para que Al-Assad apoiasse e protegesse os Observadores à fim de produzir provas contra si mesmo, para logo à seguir ser processado pelo TPI por crimes contra a humanidade.

Agora que ficou provado que a população síria não pode ser protegida pelo regime, como acham que os Observadores serão protegidos, se na época, nos primeiros diálogos entre a Liga Árabe e a Síria, até as embaixadas estavam sendo atacadas, seus funcionários feridos e mobiliários destruídos, bem como veículos...

Fracasso internacional: O povo sírio precisou recorrer à armas para a auto-proteção depois do silêncio global. À cada novo dia mais civis e militares se unem num esforço sobre-humano para deter a máquina assassina do cruel regime Sírio. Resta saber se algum dia ele será responsabilizado por tanta desgraça.


Depois de mais de 30 dias de pedidos internacionais para que a Liga Árabe entregasse os arquivos da Síria para as Nações Unidas, talvez agora, às custas do sangue de pelo menos 2000 sírios militares e civis, seja permitido o envio de uma missão humanitária e uma operação militar que pare a máquina de matar de Al-Assad, antes que não sobre mais ninguém vivo no país, ou que sobre apenas os alawitas, ou que bósnia e Iraque se tornem "pequenos conflitos isolados".

Se houver apoio financeiro ou interesse internacional, que a NATO seja imediatamente acionada para silenciar as armas do regime desumano de Al-Assad de uma vez por todas.

Referência: "arableagueonline"

Síria: Rastan controlada por rebeldes; Professor Jamal pede Irã incitar chiitas contra Arábia Saudita.

A revolução Síria deixou de ser pacífica e atravessa uma nova fase em que até as mulheres estão se voluntariando para compor o exército livre, uma vez que a ajuda internacional não chega e os massacres só ganham volume e força, além dos velhos requintes de crueldades. Não há autoridade que faça o derramamento de sangue parar, até que Al-Assad seja definitivamente derrubado.

Enforcamento simulado de Bashar Al-Assad
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 29 de Janeiro de 2012 - 06h57min.
Atualização: 08h23min.

A sexta-feira do dia 27 marcou uma revolução dentro da revolução síria. Cantando slogans que pediam ao povo para se defender dos ataques armados do regime sírio, o lançamento da "Sexta da auto-defesa" trouxe armas para as mãos de milhares de civis, crianças, jovens, mulheres e até idosos.




Uma verdadeira guerra declarada, depois de 11 meses de tentativa de se manter pacíficos, enquanto aguardavam ajuda internacional. A estratégia "pacífica" consistia em morrer nas mãos das milícias pró-assad e tropas do exército sírio, até que o socorro internacional chegasse e condenasse o governo por crimes contra a humanidade, mas não aconteceu. Depois de mais de 6000 civis massacrados, as mortes diárias tem ultrapassado de 100 pessoas e as cidades drasticamente destruídas por bombardeios intensos por morteiros, munição anti-tank, munição anti-aérea, além de bombas de pregos, granadas de mão e foguetes de ombro.

Oprimidos enquanto as "autoridades e organizações internacionais fazem cotação com o número de mortes no mercado financeiro", os sírios foram buscar seus próprios resultados. A temida guerra civil já começou e a Líbia vem sendo lembrada à cada novo dia. Exemplo é a cidade de Rastan. Bombardeada, atacada, violentada e dizimada; foi a primeira cidade a formar grupos armados de civis que chamou de "exército de paladinos". Há cerca de 45 minutos, uma notícia ecoou em meio aos pesados sons de tiros e explosões no pais: "Rastan está sob controle dos rebeldes do Exército Livre".

Após o controle da cidade de Rastan, o Exército Livre passou a proteger as manifestações, fazendo escolta armada do povo que ganha mais forças para sair pelas ruas da cidade pedindo o fim do regime de Al-Assad e do partido Ba'ath. 


Na arquitetura de Rastan, as marcas da luta pela proteção da população das vorazes forças do Al-Assad. 


Apesar da comemoração, apenas a região central da cidade está sob controle dos rebeldes. A luta continua enquanto as demais cidades lutam pelo direito de escolher seu presidente, centenas de vidas são esmagadas diariamente pelo partido único do atual regime.

Observando ainda que a "aljazeera", citando o jornal "The Times" publicou neste sábado uma outra matéria mostrando que o regime sírio está perdendo o controle em diversas áreas de Damasco.

Longe de tudo isto, uma outra realidade: Acampamentos sírios na Turquia sofrem com enchentes, e uma série de problemas infra-estruturais.

Acampamento de Bonogn - Alagado, sem comida, sem água e deserto.
Cortesia: "Mhmad Al Salh"
Por estas razões, é que o povo decidiu abandonar o acampamento e voltar para Síria. Entenderam que a única forma eficaz de garantirem um mínimo de condição de se viver dignamente, seria lutando. Como disse Mhmad Al Salh ao comparar a realidade do povo sírio com a realidade pregada pelo Conselho Nacional Sírio em ligação com as autoridades internacionais:

"Isto é o que acontece. Agora é o modo como vivemos, como dormimos e como comemos ...  E o Conselho ainda está em processo de falar em reuniões em hotéis de turismo.  É isso que nós sofremos por nossa liberdade e aqueles que querem paz. Queremos soluções rápidas para não morrer de frio e neve e água. Não queremos teorias de quem está confortável no ar-condicionado."
Diplomacia à parte, uma outra operação rebelde bem sucedida foi no campo virtual. Hackers à serviço da revolução invadiram os servidores do regime sírio que mantinham dados de todos os acessos à internet à partir da Síria. De acordo com o ativista conhecido como "Syrian.Mann" que disse que todos os registros de backups dos usuários em paginas de internet, inclusive do Facebook, foram destruídos, não restando (supostamente) informações relevantes sobre qualquer usuário sírio. 

Uma entrevista sectária: Jamal Al-Mahamoud, professor de Ciências Políticas da Cidade de Damasco, pede ao Irã que mobilize os chiitas na Arábia Saudita para incendiar e derrubar o reino do rei Abdul bin Abdullah bin Aziz em rede nacional na TV Al Dunya.


...Mas a guerra continua...

sábado, janeiro 28, 2012

Liga Árabe: Ahmed Al-Dabi pede fim da violência de imediato para proteção de civis.

A Liga Árabe informou nesta Sexta (27) que o chefe dos Observadores Muhamed Mustafa Ahmed Al-Dabi pediu que cesse a violência imediatamente, afim de proteger os civis, destacando que a violência tem aumentado expressivamente desde o último dia 20.

Reféns de franco atiradores, dezenas de mulheres se escondem atrás de
uma pilha de tijolos para se proteger dos tiros, outros fogem agachados
pelo muro à esquerda.  À direita um manifestante já morto e outro ferido
espera a chegada de um amigo que está indo socorrê-lo. "Snapshot" 27/01/12
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2012 - 08h00min.

De acordo com o relatório apresentado pelo chefe da missão de Observadores, o nível de violência na Síria vem crescendo dia-após-dia (Há quem diga que "a Síria se parece com a Líbia à cada dia"). A autoridade destacou que entre os dias 20 e 27 a violência teve um aumento "dramático", destacando que as regiões mais afetadas com este crescimento são: Homs, Hama e Idlib.

Hafez Assad, "pintado" como se queimando no inferno
Cortesia:  عبد الرحمن الطويش 
Ele disse que a violência no nível que está não é capaz de ajudar a "criar condições para as decisões tomadas pelo Conselho Ministerial da Liga Árabe em sua última reunião", que pretende trazer as partes para se sentar na mesa para o diálogo.

Depois de apelar com insistência para o fim da violência para que sejam permitidas as implementações de resoluções pacíficas para a crise na Síria, o chefe dos Observadores disse ainda que "a missão vai continuar a realizar suas tarefas até o momento, apesar das circunstâncias."

Apesar do anúncio de que a missão vai continuar, à cada novo dia, novos observadores vão sendo retirados da missão na Síria por seus países de origem. Há cerca de 1 hora a Aljazeera informou que o Marrocos anunciou a retirada de seus observadores.

O site "defenceweb" informou que nesta Sexta (27) forças pró-Assad mataram 14 pessoas de uma mesma família de sunitas em Homs. Entre as vítimas da família de sobre-nome Bahader, 8 eram crianças. Alguns foram mortos à tiros e outros foram torturados até a morte no bairro de Karm al-Zeitoun , disse a fonte. "Defenceweb" disse ainda que antes das invasões nas casas, o bairro foi varrido por ataques por disparos de morteiro, matando mais 16 pessoas. Apesar de que a fonte acredita num ataque sectário, atribuindo aos  Alawitas a responsabilidade pelo ataque, muitos líderes Alawitas têm se manifestado em posição contrária a Bashar Al-Assad. Tem sido cada vez maior o número de Alawitas que se une aos manifestantes pedindo o fim do regime de Bashar Al-Assad.

Mas dentro da Síria há muitos com sentimento de vingança contra a seita que tem Bashar Al-Assad como mais popular membro. Mesmo com as frequentes notícias de adesão das tribos à revolução, há quem acredite que a eliminação do povo alawita de Homs poderá "purificar" a cidade.


No meio da crise, uma outra crise:

Cortesia: "Yekiti Media" uso com permissão.
Cortesia: "Yekiti Media"
 uso com permissão.
O povo curdo luta por sua independência na Síria. Ele pede proteção para os curdos que habitam as regiões de Aleppo e Homs. Pedemk o fim do regime de Al-Assad para que tenham o direito de independência por meio do federalismo. Unidas, todas as tribos síria tem pedido o fim do regime autocrata da família Al-Assad, o fim do massacre, uso arbitrário de força, opressão militar, repressão aos direitos humanos e ditadura.

A luta pela libertação da Síria do regime do partido Ba'ath ganhou maior violência depois que se tornou massiva a adesão de civis às tropas do Exército Livre. As demonstrações desta sexta tiveram, como tema: "A Sexta da auto-defesa", chamando a todos os sírios para empunhar armas para repelir as forças opressoras de Al-Assad. Em contra-partida, o regime sírio tem aumentado a pressão sobre as cidades, atacando com violentos bombardeios neste exato momento a cidade de Rastan, a cidade oriental de Maliha, Ghouta, na região oriental de Damasco, com uso de munição anti-tank nas casas, Homs, Hama, Idlib, Baba Amr também na região de Aelovesah, novos bombardeios estão sendo reportados. O regime sírio tem identificado a todos os simpatizantes da revolução como "soldados inimigos", independente da idade e do sexo, incluindo as crianças, mulheres e idosos. Isto é uma covardia, mas o regime declarou guerra contra o país.

Novos ataques foram registrados ontem contra oleodutos por parte do exército sírio

Atualizando...

sexta-feira, janeiro 27, 2012

UNIC: Despejados de Pinheirinhos precisam de solução adequada e pacífica.

Na evacuação da área ocupada pelo MTST, há denúncias de abuso de autoridade, manipulação de informação para interesses particulares, uso da máquina pública para fins e negócios pessoais e uso excessivo de força no despejo dos moradores, sem que tivessem meios ou change até mesmo de retirar seus documentos e pertences. Para a Nações Unidas, uma série de crimes contra os Direitos Humanos foram cometidos.

MTST - Acampamento em Itapecerica da Serra - Outra área invadida
em São Paulo - Foto: "José Ribeiro Junior " Creative Commons
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 27 de Janeiro de 2012 - 15h57min.

Inicialmente a operação de despejo dos invasores do terreno de propriedade de "Selecta S.A." do empresário corrupto Naji Nahas. Com mais de hum milhão de metros quadrados, o terreno foi  ocupado em 2004. As autoridades de São Paulo alegaram que na região morava pouco mais de 2000 pessoas, mas a oposição avisa que era mais de 6000. A pesada campanha de re-integração de posse de um imóvel comprado com esquemas fraudulentos, em meio aos desvios de verbas públicas e formação de quadrilha que era acusado o seu proprietário.


Semelhante aos últimos acontecimentos na China, o Brasil se viu forçado a observar atônito uma das mais violentas histórias de abuso de autoridade ao vivo, e nenhum meio de mídia oficial denunciou qualquer irregularidade, a não ser a ocupação do terreno pelos "sem teto".

A favelização por sí já é um descumprimento do acordo assinado pelo Brasil com as Nações Unidas sobre os Direitos Humanos Internacionais. Quando o Brasil decidiu fazer parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas, assinou um termo que entre outras exigências, o obriga a facilitar para que as famílias sejam retiradas das favelas e das ruas. Criar recursos e distribuir de forma mais palpável, propriedades que possam ser adquiridas pelo trabalhador de baixa renda.
MTST - Acampamento em Itapecerica da Serra
- Outra área invadida em São Paulo - Foto:
"José Ribeiro Junior " Creative Commons

Mas Pinheirinho era só um acampamento há quase 8 anos...

O Blog "ficcaoenaoficcao" ajuda a entender uma parte do que realmente aconteceu em Pinheirinhos. A grande mídia foi proibida de cobrir o despejo e teve que se limitar a relatórios manipulados, por outro lado da cerca, armas letais sendo utilizadas para expulsar trabalhadores, mulheres e crianças, garantem inúmeras  testemunhas oculares e vítimas de tiros reais.

O site "www.redebrasilatual" lembra que embora o empresário libanês Naji Nahas esteja "falido" e processado por "falência fraudulenta" (processo prescrito), seus filhos administram a Rofer Administração e Construção LTDA, que implanta condomínios de alto-luxo em diversas regiões nobres, inclusive nas Ilhas Virgens, que inclusive envolvem na sociedade, filhos e parentes de políticos como José Serra.

Nações Unidas

Foi na data de hoje (27-01-2012) em Genebra, que a Relatora Especial da ONU sobre o direito à moradia adequada, Raquel Rolnik, pediu para as autoridades brasileiras que "encontrem uma solução pacífica e adequada" para o assentamento das famílias que foram expulsas do terreno invadido em Pinheirinho.

Ela destaca que pelo menos 6.000 pessoas foram afetadas com o despejo por ordem emitida pela justiça em Dezembro último.

Em um comunicado enviado pela ONU que citava a Relatora Especial como dizendo:

“Estou chocada com os relatos do uso excessivo da força usada durante os despejos em 22 de janeiro” 

Com o bloqueio de mídia, outros descumprimentos da lei internacional dos direitos humanos foram quebrados: O direito à informação, o direito de liberdade de imprensa e a liberdade de expressão.

Alem da imprensa oficial, muitos cinegrafistas amadores reclamaram que foram proibidas de fotografar e filmar a ação da polícia, sob ameaça de ter o equipamento apreendido, e ainda há relatos de pessoas que tiveram seus equipamentos confiscados.

Há ainda denúncias de que abrigos para onde os moradores de pinheirinhos foram levados acabaram sendo atacados pela polícia. Denúncias de lançamento de granadas de efeito moram e balas de borracha dentro dos barracos e também em abrigos cedidos pela prefeitura. Registrado em vídeo:



A Relatora Especial Raquel Rolnik apelou para as autoridades: 

“A suspensão da ordem de despejo permitiria que as autoridades retomem as negociações com os moradores, a fim de encontrar uma solução pacífica e definitiva para o caso, em total conformidade com as normas internacionais de direitos humanos”, destacou Rolnik.

Petição Pública

Por esta e muitas outras razões citadas numa petição pública online, muitos brasileiros têm se empenhado numa campanha pelo Impeachment do Governador Geraldo Alckimin, em resposta aos seus inúmeros abusos e envolvimentos em escândalos, corrupção nos 3 mandatos que cumpriu no Estado de São Paulo.
Até agora mais de 8.000 pessoas assinaram em atendimento ao plebiscito pela destituição do Governador Geraldo Alckimin do cargo O documento endereçado ao ministério público "apresenta um problema no primeiro link", mas o segundo funciona.

quarta-feira, janeiro 25, 2012

Marrocos: Milhares de pessoas no funeral de Wahab Zaidoun

A morte acidental de Wahab Zaidoun em consequência de ter tido seu corpo queimado no último dia 18, levou milhares de marroquinos ao funeral do intelectual desempregado, que lutava por uma oportunidade de trabalho para sí e seus companheiros.


Wahab Zaidoun no minuto que o fogo foi apagado de seu corpo.
Cortesia "Movimento 18 de Fevereiro"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2012 - 11h14min.
Atualização: 12h07min.

Rabat: Capital costeira do Marrocos - Acampado em frente do prédio do ministério do trabalho, o jovem acompanhava um grupo de manifestantes que protestavam contra o desemprego por meio de greve de fome. Mas quando a situação de saúde dos manifestantes grevistas se tornou bastante crítica, outros companheiros começaram a se mobilizar para enviar alimento e água para os acampados, mas as forças policiais se puseram no meio do caminho e confiscaram a ajuda. Isto provocou a revolta de muitos manifestantes no local, inclusive Wahab, que jogou gasolina em seu próprio corpo para apenas intimidar a polícia a entregar os alimentos para os manifestantes que já sucumbiam de fraqueza. Wahab foi imitado por outros dois companheiros de militância.

De repente um dos amigos dele decidiu acender o fogo sobre si. Desesperado, Wahab Zaidoun tentou apagar as chamas a fim de salvar o companheiro. Sua angústia era tanta que se esqueceu que também estava molhado com gasolina e ao se aproximar do companheiro, o fogo passou a lamber seu corpo encharcado com material combustível. Wahab ainda teve tempo para contar os detalhes antes de falecer.


Assista o vídeo.



 A morte de Zaidoun na terça-feira comoveu o país, levando milhares de pessoas ao entardecer em um gigantesco funeral, homenageando a coragem, solidariedade e sinceridade do amigo de todos os desempregados, excluídos e oprimidos pelas autoridades marroquinas.


Em um discurso emocionado, a senhora Zaidoun falou aos amigos sobre o incrível marido que havia perdido ontem.


Emocionalmente abalado, o país segue em crescentes manifestações pedindo pela justiça social, direitos e melhoria nas condições de vida no país. Como resposta as autoridades têm aumentado a pressão usando a força militar como forma de suprimir o diálogo e as demandas populares.

Video: Continua o velório do amado ativista marroquino, cuja morte parou o país.

China: 5 mortos 40 feridos em repressão a manifestantes tibetanos.

Na região de Garze, em Sichuan. Logo no primeiro dia do Ano Novo Chinês, 3 manifestantes foram mortos e no dia seguinte a violência continuou deixando pelo menos 40 feridos e elevando número de manifestantes mortos para 5.


A cultura milenar tibetana ameaçada pela ganância do comunismo chinês.
Cortesia sob Creative Commons: "nathan choe"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2012 - 09h56min.

De acordo com a ONG "savetibet", que disse que os manifestantes tibetanos abriram as comemorações do Ano Novo Chinês espalhando panfletos que condenam a opressão chinesa e convidam os tibetanos a incendiarem seus próprios corpos em protesto ao domínio chinês no Tibet. O panfleto convida ainda as pessoas a não comemorarem o Ano Novo Chinês em continuidade aos protestos que vem desafiando o regime de ditadura comunista vigente na China. A fonte disse ainda que por força dos folhetos, autoridades chinesas foram levadas a elevar o número de segurança na região, perseguindo duramente a distribuição dos mesmos. A principal proposta tibetana é a rejeição da colonização chinesa e o desejo de independência.

Dalai Lama palestrando em Berlin - Cortesia de "Jan Michael Ihl"
Sob Creative Commons.
A repressão ganhou força à partir de Março de 2008, quando Dalai Lama expressou suas primeiras impressões sobre a ocupação chinesa, o que resultou na morte à tiros do primeiro jovem tibetano no mesmo mês daquele ano. Só em 2011, Pelo menos 13 monges tibetanos atearam fogo em seus próprios corpos em protestos contra a opressão chinesa, um mal que vem, sendo rejeitado largamente em seus próprios domínios, apesar do esforço de impedir a mensagem de liberdade que vai alcançando um número cada vez maior de asiáticos dia-após-dia.

De acordo com diversas fontes, além dos 5 manifestantes já mortos à tiros, outros manifestantes feridos ainda poderão falecer devido aos graves ferimentos, nas próximas horas ou dias. De acordo com o "savetibet" que acrescentou que muitos temem procurar os hospitais para o atendimento médico, com medo da polícia chinesa.


De acordo com a Rádio Free Ásia que disse que testemunhas contaram que as autoridades chinesas imputaram uma espécie de "Lei Marcial" e que a exemplo dos ocupações que acontecem na Síria, todos os habitantes da região infectada com a revolução tibetana estão em "prisão domiciliar", sendo sujeitos à execução caso decidam sair para a rua. Em um outro artigo, a RFA falou sobre as maiores autoridades religiosas no Tibet destacando: "Monges respeitados sucumbem à tortura", depois que monges que foram presos pela polícia chinesa foram devolvidos aos seus parentes meses após o confinamento em cárcere.

Muitos deles voltaram físicamente deformados ou inválidos, como o alto monge Geshe Tsultrim Gyatso. A autoridade religiosa não resistiu às torturas e faleceu aos 51 anos após 6 meses de prisão sob maus tratos da inteligência chinesa, ficou internado em Dezembro passado com estado de saúde grave, sua morte se deu em 22 de Janeiro em sua casa. A fonte ainda cita as autoridades de Quingai como dizendo que não tiveram qualquer informação a respeito do alto monge detido, e que "não são responsáveis por sua morte".

Atualizando...

Breaking News: UNESCO se reunirá para expulsar a Síria - HRW.

De acordo com a HRW que cita Hillel Neuer, Diretor Executivo da organização de direitos humanos como dizendo que "o Assassinato de civis a sangue-frio tem levado Bashar Al- Assad a julgamentos sobre Direitos Humanos em escala Global".


Centenas de crianças vão ao funeral de outras crianças vítimas do exército
sírio. Muitas são torturadas até a morte "Snapshot"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2012 - 07h47min.
Atualizações 26-01-2012 06h44min.

Cópia da carta para Unesco
Fonte "HRW"
Nesta manhã de quarta-feira, a HRW disse que uma iniciativa liderada pelos EUA pedindo a exclusão da Síria da UNESCO (depois de confirmada a morte de mais de 300 crianças desde 15 de Março de 2011, e até agora continua matando indiscriminadamente), acabou atraindo a adesão de 14 estados membros da organização. Entre eles: "Grã-Bretanha, França, Alemanha, Itália, Espanha, Qatar, Kuwait, Eslováquia, Áustria, Canadá, Chile, Dinamarca, Albânia, além de outros países. A proposta histórica que pede a discussão da expulsão da Síria da organização, também conta com o apoio do Japão e da Coréia do Sul."

A diretoria da  UNESCO é composta por 58 membros, que ainda mantém uma comissão destinada a julgar crimes contra os direitos humanos independente da Organização dos Direitos Humanos das Nações Unidas (ONU).

Endossada por dezenas de Estados-membros da UNESCO, uma carta endereçada à diretoria da organização intitulada:
"Resposta da Unesco para a Situação na Síria" solicita a inclusão da Síria na agenda da próxima reunião em fevereiro de 2012. De acordo com a HRW a campanha para a exclusão da Síria do roll de membros da Unesco conta com o apoio de 55 parlamentares, grupos religiosos e ativistas.

Uma cópia do memorando foi divulgado pela HRW em formato PDF.


Centenas de crianças vão ao funeral de outras crianças vítimas do exército
sírio. Muitas são torturadas até a morte "Snapshot"

Só ontem, (24) 36 pessoas foram mortas na Síria entre elas 3 crianças. Todas vítimas de atiradores à serviço do regime de Bashar Al-Assad. O relatório foi divulgado pela respeitada Comissão de Coordenação da Revolução Síria:

"Local Coordination Committees in Syria:
"Número de mártires chegou a 36 na Síria de hoje (24-01-2012), incluindo três crianças e dois recrutas que desertaram, além de 2 homens que morreram mártires sob turture. 12 em Homs, 11 em Idlib, 6 mártires em Daraa, 3 em Damasco Suburbs e um mártir em cada um dos BoKamal, Raqqa, Damasco e Hasakeh".
Amal Sy Uma ativista síria que lembrou nesta quarta::

"O povo Síria está revoltado depois de 50 anos de repressão e ditadura. Milhares de mártires entre eles 450 mulheres e 300 crianças sírias tem sido torturadas e mortos. Outros 20 mil estão presas ou desapareceram."

Atualizações 26-01-2012 06h44min.

Apenas 1 dia depois de iniciada a campanha da UN Watch para convencer os estados-membros da Unesco a questionar e expulsar a Síria da organização, outros 11 países aderiram a iniciativa. A Síria foi inexplicavelmente aceita na organização de direitos humanos das Nações Unidas em Novembro de 2011, mesmo após de 8 meses de prisões aleatórias, estupros, torturas, execuções e massivos massacres de civis crianças, mulheres e adultos...

terça-feira, janeiro 24, 2012

Síria: Contrato de mais de $ 550 Mi em 36 Caças russos.

A Síria continua comprando à todo vapor. De acordo com a agência russa Ria Novosti, 36 caças Yak-130 fazem parte do milionário contrato celebrado com a Rússia de Medvedev.


RUSSIAN SUPERSONIC FIGHTER TRAINER YAKOVLEV YAK-130
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 24 de Janeiro de 2012 - 10h36min.

A fonte, que cita um contato ligado ao comércio russo de armas disse que a entrega está programada para Dezembro de 2012, e o curto prazo é explicado porque a Síria foi citada como tendo feito um adiantamento de parte do valor negociado.

A Agência disse que em conversa com analistas, que disseram que o contrato parece ser "arriscado", uma vez que a crise na Síria tende a aumentar e a pressão internacional tende a crescer.

O esforço desesperado na verdade, vem das duas partes. A Síria precisa se mostrar em crescimento e mostra estabilidade e controle da situação, para tentar se manter bem relacionada, enquanto a Rússia precisa garantir o mercado de armas na região, tendo a Síria como principal sustentáculo na disseminação de seus produtos de guerra no Oriente Médio.

Há que visualize prejuízo até o final do acordo, uma vez que a comunidade internacional vai tentar prejudicar o acordo, mas há quem considere um contrato célebre. Um "sucesso".
 De acordo com a Ria Novosti, que citou Medvedev, o presidente russo com dizendo que o fornecimento de armas para Síria não viola qualquer acordo internacional ou mesmo as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

"Estamos apenas negociando com a Síria itens que não são proibidos pelo direito internacional", disse ele.
Mas segundo especialistas esta categoria de caça é utilizada apenas para exercícios e que não seriam capazes de suportar um ataque de um caça de qualquer país vizinho, como da Turquia, por exemplo.
A Ria Novosti conversou com analistas que descreveram esta compra como sendo de um equipamento meramente "supérfluo" no combate à dissidência. Talvez por ser mais "barato". (deve servir para ficar sobrevoando os céus, quebrando a barreira do som em baixa altitude ou pode estar melhor equipado do que garantem as partes).


segunda-feira, janeiro 23, 2012

Marrocos: Morre Abdul Wahab, o segundo manifestante queimado no Sábado dia 21-01-2012

Rabi Abdull Wahab - Faleceu nesta Segunda.
Foi um dos que se imolaram no Sábado.
Foto cedida por "amal8fev"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 23 de Janeiro de 2011 - 13h27min.

Rabat está tensa. Protestos dos diplomados desempregados já chegam a completar 12 meses e nada mudou, a não ser o quadro de violência e auto-imolações. Hoje pelo menos 15 manifestantes fora presos há cerca de 1:00h.  "O clamor" cita os nomes dos manifestantes Ibrahim Baros e Abdul Latif como figurando entre os detidos.

De acordo com o página "O Clamor do Povo Marroquino", que disse que as manifestações levaram às ruas estudantes da Universidade Ttoik e que os detidos estão sendo mantidos no próprio campus, por agentes à paisana. A fonte revela que houve confrontos entre os manifestantes e as forças policiais. Manifestantes da escola secundária  Ibn Khaldun na cidade Faqih Bnsaleh se armaram de paus e pedras para enfrentar a polícia.

Atualização 24 de Janeiro de 2012 - 09h35min.

O jovem Rabi Abdul Wahab faleceu nesta Segunda em consequência das pesadas queimaduras que sofreu após tentativa desesperada de amolecer a coração das autoridades marroquinas (por meio da auto-imolação) quanto ao desemprego de milhares de pessoas, de nível superior, também das que haviam sido aprovadas em concursos públicos para o Ministério da Educação e nunca foram convocadas.

Abdul Wahab e mais 2 companheiros de militância por oportunidades de emprego para todos, jogaram gasolina em seus corpos e atearam fogo durante manifestação na frente do prédio do Ministério do Trabalho, após a notícia de que um grupo de colaboradores estava levando comida para os acampados que estavam sem comida e sem bebida por vários dias, mas Wahab testemunhou, antes de falecer que a ajuda foi bloqueada pelas forças de segurança e eles ficaram sem direito de se alimentar e beber água.

Desempregada, a esposa de Abdul Wahab Zaidoun enviava mensagem
de incentivo aos manifestantes, enquanto seu marido morria no hospital.
Aborrecidos porque que não podiam trabalhar, comer e beber água, os manifestantes (que estavam em greve de fome e precisavam quebrar a greve para sobreviver) jogaram gasolina sobre seus corpos para forçar a polícia a permitir a chegada da comida que já estava em poder dos guardas. Um dos manifestantes saltou do muro para pegar o alimento na calçada, mas quando se virou, seu amigo havia se adiantado e ateado fogo em si mesmo.

Foto cedida por "Ratoune Mourade"
Mas Wahab contou que após ter jogado gasolina em seu corpo havia se esquecido quando viu sem companheiro queimando. Desesperado, ele tentou socorrê-lo quando percebeu, os dois estavam em chamas e lutavam para impedir o pior. As pessoas se desesperaram e tentaram apagar as chamas com suas jaquetas e casacos. Internados em estado grave, os manifestantes foram morrendo. No Domingo houve um óbito, na Segunda outro óbito e ainda o terceiro resiste no hospital. O povo marroquino está realmente chocado e nesta terça uma grande passeata à nível nacional deverá ser realizada pelo movimento 08 de Fevereiro, em protesto pela morte dos intelectuais desempregados.

A última lembrança de Wahab, tornou-se um símbolo da luta marroquina por uma vida melhor: Neste vídeo, o jovem intelectual cantava uma canção muçulmana numa fria madrugada, acampado na porta do Ministério do Trabalho, sem barraca, comida e água mas tomado pela força que o movia para proteger os seus amigos. Solidário, o jovem universitário queria pedir mais oportunidades. Wahab era um dos 180 aprovados em concurso público que foram excluídos da lista de aprovados "inexplicavelmente".



Atualizando...

sábado, janeiro 21, 2012

Marrocos: País chocado com auto-imolações na morte de um dos manifestantes queimados.

O incidente que levou 3 manifestantes desempregados ao auto-sacrifício, jogando álcool sobre o corpo e incendiando, no dia 18 de Janeiro de 2012, deixou o país em estado de choque. Até agora as pessoas estão preocupadas. Um dos manifestantes morreu no dia 19, outros dois permanecem em estado de grave a gravíssimo. Só em 2011, Sete pessoas se auto-imolaram em protestos contra a injustiça social.

صرخة الشعب المغربي | Le Cri des Marocains | The Screaming of Moroccans
(Uso com permissão)
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 21 de Janeiro de 2012 - 10h27min.
Atualização: 14h44min.(GMT-3)

O administrador da página "صرخة الشعب المغربي | Le Cri des Marocains | The Screaming of Moroccans" no Facebook disse:

"...não me importa a nossa fome ou se fôssemos afogados nas águas do mar Mediterrâneo, ou queimados até a morte na frente do Parlamento...Cada coração que bate só sente dor..."
Cortesia: "المرصد الإخباري المغربي | OMN"
Ele atribui estas palavras ao descaso das autoridades para a miséria e a desgraça que o povo marroquino tem vivido. Há quem diga que as pessoas marroquinas querem derrubar o regime. A verdade é que eles pedem um novo sistema de governo, denunciando e rejeitando a falsa democracia implantada por meio de uma falsa nova constituição, num falso referendo em 26 de Outubro de 2011. De acordo com a oposição marroquina, eles pedem um governo mais transparente e preocupado com as necessidades do povo. Eles acusam a displicência e o desperdício de recursos públicos como responsáveis pela crise que vem ganhando grande volume no país. Concentradas na propaganda de um país próspero e democrático, as autoridades estão isolando o povo cada dia mais, praticamente enterrando as camadas pobres da sociedade, que aliás, não são poucas nem pequenas.

Video: O segundo manifestante queimado, gravado em internação hospitalar:


Ainda alvoroçados, os marroquinos foram à porta do hospital para obter mais informações sobre os pacientes queimados. Um membro do movimento fez uma declaração a respeito do estado de saúde dos jovens na entrada do hospital. O vídeo ainda está em Árabe mas vamos tentar uma versão legendada mais tarde. Para aumentar ainda a angústia nacional, recebemos informações às 12h31min (GMT-3) de que um dos manifestante queimados que estão vivos está à beira da morte.


Realidade

Com a 38ª maior população do planeta formada por cerca de 32 milhões (Até julho 2011), o país tem graves diferenças no tocante à distribuição de renda. Pior ainda é o investimento federal para resolver este profundo precipício que agrava a dor daqueles que estão no lado pobre.

"The World Factbook" O site de estatísticas internacionais da CIA, em sua última atualização diz que o país tem menos de 1 médico (0,62) para cada 1.000 habitantes. O investimento de 5,5% do PIB em saúde, põe o Marrocos na 128ª posição, se comparado com o resto do mundo. O relatório diz que para cada 1.000 habitantes há 1 leito de hospital. Até 2004 10% da população até 5 anos vivia abaixo do peso.

O país que gasta 5,6% do PIB em educação só conseguia manter os alunos na sala de aula no máximo por 10 anos até 2007. De acordo com os dados do relatório, apenas 69% da população tem aceso a saneamento básico e 20% da população tem dificuldade de encontrar água potável.

Até 2009 a taxa de desemprego entre os jovens no país, foi relatado com de 21%, que colocava o Marrocos na 48ª posição, se comparado com outros países do planeta.


Video: Minutos antes da auto-imolação dos 3 manifestantes na frente do prédio da Ministério da Educação Nacional.


Agradecimento aos movimentos "20 de Fevereiro", "08 de Fevereiro" e o "Clamor do Povo Marroquino" pela confiança. Saulo Valley Blog.


Atualização: 10h44min


Vídeo completo de todos os feridos envolvidos no incidente do dia 18 de Janeiro de 2012


sexta-feira, janeiro 20, 2012

Willian Hague: "A Grã-Bretanha não deixará mais a América Latina".

Uma declaração que remete aos tempos de colonização, que remete à guerra das Ilhas Malvinas (Falklands) e à "paz" que até agora reina na América Latina. Então, num momento em que o Brasil se tornou o paraíso dos desesperados pergunto: Qual a missão de Willian Hague no Brasil?

Cortesia "Foreign and Commonwealth Office" sob Cretive Commons
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2012 - 15h35min.
Atualização: 16h54min.

Atraídos pela ansiedade de fugir da crise mundial, todos os olhares estão voltados para o Brasil. A chegada recorde de imigrantes e de todos os cantos do planeta e trabalhadores que à começar pelos Estados Unidos, migram para ocupar uma posição no mercado de trabalho.

Africanos, árabes, europeus e asiáticos tem se dedicado em empreitadas clandestinas ou até mesmo legais para o novo paraíso mundial, em tempos de quase colapso das potências, em busca de alguma infra-estrutura para dar continuidade à vida.

Mas o Brasil não tem o equilíbrio que os EUA possui. Suas riquezas são usadas meramente como moeda de troca por algumas migalhas estrangeiras e a corrupta política nacional de tão corrupta não oferece infra-estrutura para atender às demandas de um grande número de estrangeiros, como parece que teremos em breve. O temor é que o Brasil repita o que aconteceu nos anos 50, com o Rio de Janeiro e se torne uma terra de crescimento desordenado e favelização, impostos elevados e custo de vida nas alturas, sem poder oferecer um mínimo de qualidade de vida para as famílias.

Por esta razão, podemos pensar que o Brasil pode não ser um perfeito paraíso, e que com o excesso de imigrantes deverá se tornar um perfeito inferno.

O problema de ser um país pobre é que seu presidente acaba aceitando qualquer gorjeta de países "poderosos" e acaba vendendo até as roupas do corpo da população em função de uma ínfima vantagem.
Não há razão para o Brasil se curvar tanto...

Vaiado de modo histórico, Barack Obama percebeu, em sua última visita, que de certa forma o Brasil tem sua independência, então outro líder ligado à outra potência, cujas práticas são similares à América, chega para anunciar que "o tempo da Grã-Bretanha deixar a América do Sul acabou".

Queremos paz. Queremos uma vida melhor e rejeitamos a mensagem da guerra, como forma de se conquistar a paz. Queremos o fim das guerras e o início da era em que as pessoas sejam mais valorizadas que os objetos eletrônicos que possam obter, e até mesmo o dinheiro.

Queremos paz e amor. Não queremos guerra. Queremos liberdade de expressão, direitos humanos e crescimento, direito à educação e ao emprego. Queremos o direito de morar, constituir família e acesso à justiça e saúde. Não queremos as disputas armadas, colonização ou opressão. Mesmo assim, nós brasileiros estamos sempre dispostos a morrer para preservar nossa paz. Por sermos pacíficos não significa que somos passivos, apenas evitamos reviver o passado. É por esta razão que o revolução brasileira aconteceu há 4 décadas.


Brasil à parte, começamos a pensar na crise das Malvinas que já levantam preocupação, depois de longos anos de silêncio. O que faz a Grã-Bretanha nas Malvinas? Como assim "os tempos de deixar a América do Sul terminaram"? Isto significa uma ocupação? Uma advertência?

O desejo Argentino de reconquistar as Malvinas em um tempo em que as incertezas dominam os mercados, e que não há estabilidade para dar novo oxigênio para as guerras. Conflitos armados sustentados por países que mal conseguem se manter de pés? Só se for no Laos. Então que as espadas sejam desembainhadas e os presidentes de cada país decidam suas diferenças em duelos clássicos!

O site Vermelho publicou o seguinte: 

A chancelaria argentina reafirma “os imprescritíveis direitos de soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas, Georgias do Sul e Sandwich do Sul, e os espaços marítimos circundantes, que são parte integrante de seu território nacional”. A declaração da chancelaria foi divulgada quando se completam 179 anos desde a ocupação das Ilhas Malvinas por forças britânicas (em 3.1.1833).
Já o site The Independent:

"Os Islanders Falkland não devem ser intimidados por meio de pressão econômica, secretário de Relações Exteriores William Hague, disse hoje, ele aumentou a pressão sobre os países sul-americanos, que continuaram suas bloqueio econômico contra a ilha."

HRW envia relatório completo sobre abusos na Síria para Liga Árabe.


O Observatório dos Direitos Humanos (HRW) enviou nesta Sexta (20) uma carta aberta exigindo à Liga Árabe que imponha sanções concretas e o envio dos arquivos da Síria para as Nações Unidas, levantando suspeita de manipulação dos relatórios dos Observadores implantados no país em Dezembro de 2011.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 20 de Janeiro de 2012 - 12h02min.

A reunião que levará chanceleres da Liga Árabe à discutir os próximos passos para dar fim ao derramamento de sangue na Síria acontecerá no dia 22 de Janeiro. Relatório atualizado apresentando histórico de "abusos diários" cometidos pelo regime sírio contra a população desarmada e indefesa, formada apenas por manifestantes. De acordo com o relatório, informes consistentes que comprovam a ação das forças de segurança e do exército, contra a população civil em todo o país desde o dia 15 de Março de 2011.

A HRW denuncia ainda o esforço do regime sírio para interferir no trabalho da missão dos Observadores, escondendo presos por meio de transferências súbitas para locais atípicos entre outras trapaças. O HRW citou ainda o comentário da Diretora Executiva Sarah Lea Whitson, da HRW para o Oriente Médio como dizendo que "A Síria tem mostrado que "isto não vai dar em nada, independente da monitoração de sua repressão".

carta-aberta endereçada ao Secretário Geral da Liga Árabe, Dr. Nabil Al-Arabi que disse:

"Em um esforço para ajudar a sua avaliação da missão, estamos apresentando a nossa documentação de violações recentes, bem como as nossas preocupações sobre o trabalho da missão de vigilância."
A HRW lembra que o "sucesso da missão dos Observadores vai depender de relatórios credíveis e eficazes". A organização solicitou à Liga Árabe para informar publicamente o relatório final (na íntegra), da conclusão da missão dos Observadores, para responder à preocupação global sobre a "opacidade da missão" e o receio "de que os relatórios estão sendo manipulados pelas autoridades sírias".

O levantamento da Organização dos Direitos Humanos revela que o regime sírio está deixando à desejar "em vários aspectos para atender seus compromissos no âmbito do plano da Liga Árabe de 19 de dezembro de 2011" num esforço árabe para encerrar o processo violento "contra protestos pacíficos".

Dentre as exigências não cumpridas: "soltar manifestantes detidos, retirar elementos armados de cidades e áreas residenciais, e permitir que árabes e internacionais sem restrições de acesso de mídia para todas as partes da Síria"

Um relatório de erros cometidos pelo regime sírio listando uma a um:
  • Prisões de manifestantes e ativistas
  • Implantação Militar em curso em Cidades
  • Circulação restrita de jornalistas
O HRW criticou ainda que a Liga Árabe não revelou previamente a escalação dos Observadores, nem o grau de experiência que possuem neste campo, o que levanta suspeitas sobre a "transparência da missão", entenebrecida ainda pela escolha do General Mohammad Ahmed Al-Dabi, cuja carreira é manchada por sérias indicações de seu governo ao ICC por crimes contra a Humanidade (como já temos falado aqui), juntamente com o Governo do Sudão tem mandado de prisão emitido contra o presidente Al-Bashir pelo Tribunal Penal Internacional pelo crime de genocídio.

Video contendo imagens supostamente vazadas de uma câmera utilizada por um Observador. Observe que as milícias de Al-Assad cercam os observadores e companham de perto seus trabalhos, tornando sua missão "engessada" pela intimidação. Qual entrevistado vai falar contra o regime diante do exército com armas em punho?


Outro dado importante ao destacar que a HRW alertou para o fato das forças de segurança serem o serviço de proteção dos Observadores, é que Maher Al-Assad, (Brigadeiro e Irmão do presidente) que supostamente havia morrido em novembro, poderia estar acompanhando pessoalmente a segurança de Observadores. A Organização condenou a dependência dos Observadores do regime Sírio para o transporte e a segurança dos Observadores, o que contribuiu para impedir que os profissionais circulassem livremente pelo país, sem interferência do regime.

O HRW denunciou a troca dos documentos de identificação dos seguranças (de assassinos para pacificadores), a transferência dos presos dos locais visitados pela missão, a proibição de acesso da missão a áreas militares que o regime chama de "sensíveis", enquanto há inúmeras denúncias de que muitos presos foram transferido para estas áreas (de mísseis por exemplo).

Também apontou que a a Síria tem sido incapaz de garantir a segurança das pessoas que cedem entrevistas para os Observadores, informando casos de prisões dentre outras ações corretivas.

À fim de cobrar maior seriedade da missão, a HRW foi firme ao declarar:

"Se os monitores não têm sido capazes de operar de forma independente e eficaz, e da Liga não pode garantir a sua eficácia, em seguida, deve considerar se sua missão de vigilância podem servir a um propósito útil."
"Se a missão é continuar, pedimos a Liga Árabe para solicitar que o Conselho de Segurança da ONU pedir ao governo sírio a cooperar com a Missão. Independentemente de a missão de vigilância continua, enquanto as violações dos direitos humanos continuam..."

HRW foi enfática ao exigir que a Liga Árabe trabalhe em conjunto com o Conselho de Segurança das Nações Unidas, relacionado a isto, uma série de pontos a serem observados:

  1. Impor um embargo de armas à Síria
  2. Impor sanções contra os indivíduos responsáveis ​​por violações graves
  3. Demandar o livre acesso das missões humanitárias, jornalistas estrangeiros e organizações independentes de direitos humanos
  4. Convocar o governo sírio a cooperar com o Gabinete do Alto Comissário para os Direitos Humanos (OHCHR), em estabelecer uma presença de monitoramento de direitos humanos na Síria.
  5. Se referir a Síria para o Tribunal Penal Internacional (TPI).
Referências:

Carta para a Liga Árabe Secretário-Geral Quanto à Missão de Vigilância da Síria
Liga Árabe: Relatório publicamente sobre a Síria Missão
Síria: Detidos Invisíveis Aos Monitores Internacionais

Video: Violento confronto entre Exército Livre (FSA) e Exército regular na entrada da Porta dos Leões em Homs, gravado há cerca de 1 hora:

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