sábado, dezembro 15, 2012

Um Brasil entre a Rússia de Putin e a América de Obama

Qual a posição do Brasil? A Rússia declarou, no ano passado a volta da "guerra fria".  Declaração esta tomada ao pé da letra. Desde então, tem procurado reduzir ao pó a influência americana no mundo e ocupar todas as  brechas deixadas pelos EUA. Enquanto a política de Dilma (parabolicamente) vai de avião para Moscou com escala em Nova York.


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Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 15 de Dezembro de 2012 - 09:29 GMT-3

Nesta sexta a presidenta Dilma Roussef e sua comitiva, incluindo o Ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, esteve na Rússia, realizando diversos encontros e acordos bilaterais. Entre eles a expansão dos negócios envolvendo a aviação brasileira ( Embraer) e a cooperação militar bilateral entre ambos, foram pontos altos da acalorada visita.

Cada vez mais aliado a países socialistas e comunistas, o governo Dilma ainda consegue fazer parte do convívio americano, numa época em que as duas superpotências estão disputando influências e mercados palmo-a-palmo.

Estão sendo tratadas iniciativas para modernização das estruturas produtivas e capacitação profissional. Há grande potencial para intensificar a cooperação em áreas como educação, ciência e tecnologia, inovação e defesa - Declarou o MRE

O MRE disse ainda que entre as pautas em destaque, a crise no Oriente Médio e a crise financeira global foram discutidas com as autoridades russas.

Enquanto os holofotes destacam a ampla e crescente relação comercial e estratégica entre Brasil e Rússia, que segundo MRE cresceu mais de 357% desde 2001 até o último ano, os bastidores da guerra fria revelam  que a tensão entre Rússia e EUA só tendem a crescer. Por último, a Síria foi citada como sendo o "tabuleiro" do confronto entre as duas superpotências e o Brasil parece estar torcendo para os dois lados?

Conhecido como uma colônia americana, desde a invasão do Iraque, a América de Obama tem perdido gradativamente a preferência política/cultural/cambial/comercial brasileira, e tem deixado escapar para  lado oposto (China e Rússia) grande fluxo de negócios que antes eram realizados preferencialmente entre países pró-ocidente.

Com a aproximação de países de média grandeza, como a Índia, o Paquistão e a Venezuela, além da China e do Irã, o governo brasileiro tem se influenciado por negociações cada vez maiores nos mercados do Oriente.

  • Resta saber de que forma e se isso acontece, a relação Brasil-EUA é afetada. 
  • Resta saber se o próximo governo brasileiro será comunista-socialista, e se vamos ter que conviver com a cultura chavista de líderes que querem se manter no poder pra sempre.
  • Resta saber se vamos continuar vivendo em paz com o mundo e com a vida, como sempre fomos, ou se nosso país planeja assumir posições num dos lados desta guerra fria, que a exemplo da Síria, frio só o sangue dos governantes que se valem da mortandade de mais de 40 mil pessoas para ganhar algum.

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