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Silêncio da ONU entregará Síria nas mãos do terror

Enquanto as comunidades internacionais se calam, os 10 maiores grupo terroristas do mundo disputam o controle da Síria e a queda de Al-Assad já é inevitável.


Com a crise síria se aprofundando, Oriente Médio inicia período de trevas.

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 24 de Dezembro de 2012 - 09:56 GMT-3

O povo sírio não tem memória fraca. Há cerca de 49 anos atrás, Hafez Assad se levantou contra o governo de ditadura e abusos, para conduzir o povo sírio para a liberdade final! 3 meses depois que assumiu o poder, não se lembrava mais de nenhum dos ideais que apresentou durante a batalha, que deu ao clã Assad o controle do país.

Conduzindo o povo com mão forte, força opressora e repressora militar, os Assad tomaram posse de todas as riquezas e importantes negócios do país. Acabaram com a maioria das estatais e inauguraram uma época em que todos os serviços públicos seriam prestados por suas próprias empresas.

Diante de tão humilhante traição, o povo sírio vem sonhando com a liberdade e o fim deste pesadelo. Em 14 de Março de 2011 esta multidão de oprimidos pelo regime encontrou forças para retirar os Assad do poder por definitivo. Foi através da prisão de 15 crianças pelo serviço de inteligência sírio, que o povo da Síria acreditou que a comunidade internacional iria fazer algo à respeito caso saíssem em massa para pedir o fim da ditadura.

À medida que Al-Assad reprimia os protestos com métodos cada vez mais violentos e desumanos, este corajoso povo acreditava ainda mais que pela força da resistência, a comunidade internacional finalmente agiria em seu favor. Eles decidiram se submeter à pesada mão de ferro do regime sírio em completa obediência e silêncio. Isto aconteceu entre Maio e Agosto de 2011.

Foi nesta intenção que os diversos milhares de grupos de direitos humanos em todo o mundo gastaram dias, meses de seus esforços para mostrar e denunciar os crimes do regime sírio cometidos, contra manifestantes anti-assad e simpatizantes da oposição à ditadura. Mas o silêncio das comunidades árabes e ocidentais, levou o povo às masmorras, aos campos de concentração e a hiperlotar os campos de refugiados como miseráveis sem valor. Dependendo de migalhas das doações internacionais que raramente chegam em suas mãos, para ao menos estar vivos para ver a queda do regime...

O mundo se viu saturado de tanta mortandade gratuita. Em resposta, a divulgação desta crueldade nas redes socias (que representava o clamor por socorro de toda a nação) tornou-se proibida. Nem mesmo os massivos massacres puderam sensibilizar a embaraçada comunidade que compõe a cúpula das Nações Unidas. Deixado em "standby", o sofrimento sírio que vem se arrastando juntamente com seus corpos no meio das ruas sangrentas, entre dezenas de mortos e partes humanas. Rastejo involuntário de alguém que luta para sobreviver e, embora ferido não encontra meios de receber ajuda. Por mais que grite, gema e sangre.

Historicamente falando depois de quase esgotadas as tentativas da Liga Árabe, entre Setembro e Novembro de 2011, as forças revolucionárias já estavam sendo dizimadas com facilidade, com a renovação do poder de fogo da Síria em consequência de uma anunciada doação de 6 Milhões por parte do Irã e ainda combustível para abastecer os seus tanques de guerra de fabricação russa e indiana. Desesperados e sendo literalmente esmagados, o comando rebelde não encontrou na ONU o esperado e tão desejado "No-Fly-Zone", o que levou-os a pedir ajuda a grupos independentes. De novembro de 2011 até os dias de hoje, poderosos grupos terroristas islâmicos encontraram na necessidade da revolução síria e na ausência da comunidade árabe e internacional, uma grande oportunidade.

Ativistas, humanistas, jornalistas, ji-ha-dis-tas. Todos se esgotaram com o desprezo global para a situação da população síria que tornou-se alvo de extermínio diário por parte do regime de Assad, sem que ninguém possam socorrê-los. No meio desta revoltante situação, grupos terroristas possivelmente alimentados por países que se opõem a América de Obama, decidiram que:

"Aquele país desprezível para o mundo, e para a comunidade internacional em especial, poderá ser bem aproveitado. Ele poderá ser a referência do terrorismo no Oriente Médio. Ele poderá ser o coração do radicalismo e da devoção pelo Jihad."

E é nesta linha de raciocínio que os maiores grupo de terror do mundo cruzaram a fronteira síria na luta pelo controle do país de Assad. O primeiro plano é aliar-se aos grupos rebeldes locais e retirar o ditador do poder. O segundo é transformar os grupo locais em servos. Unificar e controlar todas as forças militares e paramilitares dentro do país. Estabelecer uma única religião jihadista radical islâmica e expulsar e matar os infiéis.

A população síria que luta para sobreviver à perseguição voraz e satânica do regime, em breve deverá estar tentando escapar dos grupos que lhe ofereceram "ajuda" contra Assad. Esta tragédia nacional que se abate no país poderá levar a história do povo sírio para mais além do que dias tenebrosos e sangrentos. No terreno, as forças de opressão se digladiam na famosa "Batalha de Gigantes", onde os pequenos são apenas presas fáceis e interessantes para todos os lados.

Quero ver, quando o coração pulsante do terrorismo assumir a Síria como seu reino, e estabelecer um regime de horror e caos, levando para o mundo árabe, Europa e Ocidente muito mais perigos e incertezas que o Afeganistão e o Paquistão, o Irã e o Iraque dos anos 70/80 juntos, o que será que comunidade internacional vai fazer a respeito?

Assemelhando-se à ficção de "O Senhor dos Anéis" a Síria poderá ser um tipo de "Terra de Mordor"
e 10 anos americanos em campanha conjunta internacional de suposta "Guerra ao Terror", não terão valido de nada.

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