quinta-feira, dezembro 20, 2012

Pressionada a ONU vota resoluções contra Síria, Irã, Coréia e Burma.

A credibilidade das Nações Unidas está em cheque mediante ao massacre corrente na Síria há cerca de 21 meses, abuso de poder no Irã, com condenações de manifestantes à pena de morte por enforcamento, entre outros graves abusos contra os Direitos Humanos e contra o Direito Internacional....

United_Nations by  NatalieTracy on Flickr - Creative Commons
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 20 de Dezembro de 2012 - 16:52 GMT-3

Debaixo de muitas críticas, a ONU teve que ceder, ao menos para mostrar que sabe o que está acontecendo. Ainda não tivemos acesso as resoluções como um todo, mas sabemos que nossas reclamações como a última: "O Mundo não quer uma ONU pró-Assad" estão sendo ouvidas e estão repercutindo estrondosamente no meio político internacional.

Mesmo assim as manobras políticas não são poucas e não se pode ter certeza se estas resoluções terão qualquer influência "no terreno". Só acrescentando: Recebi uma informação de que o regime sírio está aplicando injeções nos civis em Aleppo e ninguém ainda sabe necessariamente que tipo de droga é exatamente. Fica aqui mais um alerta para as autoridades internacionais.

Enquanto isso a Sociedade Global e as organizações de Direitos Humanos pressionam a ONU sobre a "inexplicável" aceitação supostamente unânime do regime sírio como membro dos Direitos Humanos da UNESCO no final do ano de 2011. Hilleu Neuer comentou nesta quinta-feira:

"É hora da Rússia e da China suspenderem a blindagem de Assad dentro do Conselho de Segurança, para exercerem suas responsabilidades, tomando uma ação real para acabar com essa matança horrível." Hillel Heuer HRW (Human Right Watch)

Deixando uma série de perguntas sem respostas no ar, a ONU vai se despedir de suas atividades em 2012 deixando uma falsa imagem de que cumpriu seu dever, votando algumas resoluções de seus parceiros-membros, que é o adjetivo mais apropriado.

O HRW comentou superficialmente sobre as resoluções, mostrando-se aparentemente satisfeito, depois de um dia em que com exceção dos EUA, todos os estados-membros da ONU condenaram os assentamentos que Israel insiste em dar prosseguimento.

Das Resoluções

O HRW comemorou a votação da uma resolução que pressiona o Irã sobre a prática ardilosa e injusta de sentenças de morte entre outros castigos bárbaros contra pessoas inocentes ou acusadas de crimes primários e indignos de merecer pena máxima. Entre outras coisas, a pressão contra o Irã deve levar o governo de Ahmadinejad a refletir melhor sobre a perseguição mortal de ativistas, manifestantes, "mulheres, crianças, minorias éticas e religiosas."

Fazendo menção do massacre de 2009 que aconteceu com o extermínio de 100% dos manifestantes que pediam o fim da ditadura iraniana, Hillel Neuer demonstrou sua expectativa quanto ao silêncio da ONU sobre este triste acontecimento até os dias de hoje.

Nós ainda precisamos ver uma investigação completa da ONU sobre a sangrenta repressão do Irã em junho de 2009 que se perseguiu protestos contra eleições fraudulentas ". Hillel Heuer HRW (Human Right Watch)

O Diretor Executivo do "HRW" Hillel Neuer, felicitou a comissão do parlamento canadense que sublinhou o crime de incitação ao genocídio cometido pelo Irã, por fomentar a perseguição a Israel, ferindo a Convenção do Genocídio, uma vez que Israel ainda é um estado-membro das Nações Unidas. O que põe o Irã no paredão para que todos os membros da Organização tomem providências a respeito de sua conduta.

Mas como disse Ahmadinejad no ano passado: "O Irã sobreviveu cerca de 27 anos com mais de 200 sanções." Com estes termos, uma das ditaduras mais antigas da atualidade, demonstra que sempre há meios técnicos para sobreviver ás punições impostas pela ONU, até porque já ficou provado que é muito difícil um governo cair nas garras do TPI, a não ser que ele voluntariamente se entregue.

As resoluções votadas contra a Coréia do Norte visam os diversos crimes contra os Direitos Humanos principalmente contra civis do sexo feminino, crianças, idosos e deficientes. Mas o HRW destacou que a comunidade internacional dos Direitos Humanos tem outras expectativas maiores da ONU com relação à Coréia do Norte.  A Organização de Direitos Humanos mais poderosa do planeta afirmou na pessoa de Hillel Neuer que a maior expectativa ainda está na esperança de que os escritórios da ONU investiguem os crimes de Direitos Humanos nas prisões e centros de tortura. Lugares estes que ninguém tem acesso. O que acontece por lá é completamente obscuro. Sabe-se que um homem chamado Shin Dong-Hyuk, é a única citado como o único ser humano que se tem notícia, que conseguiu escapar de um destes campos conhecidos como "Gulag de prisões".

Para aumentar a visibilidade da situação crítica dos presos norte-coreanos, e "Shin Dong-Hyuk deverá depor para a 5ª Cimeira Anual de Genebra para os Direitos Humanos e Democracia, que acontecerá antes da abertura do Conselho de Direitos Humanos em Fevereiro próximo", afirmou o HRW.

Já no tocante a Birmânia  e a repressão aos muçulmanos no país, o HRW não ficou muito feliz com o texto da resolução proposto. Segundo Hillel Neue, o excesso de elogios às ações propostas pela Birmânia para cumprir as metas determinadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas,  não representam positivamente para o processo, uma vez que tende a "minimizar os ainda correntes abusivos crimes contra os Direitos Humanos", em outras palavras foi o que o Diretor do HRW observou.

Fim do expediente na Sede da ONU, enquanto nos países mais presentes nas discussões e nas resoluções da Organização vão aproveitar para incrementar suas ações ofensivas contra seus inimigos internos. O povo e suas minorias raciais e religiosas.

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