domingo, dezembro 16, 2012

ONU quer avaliar o uso de crianças nos fronts sírios

Enviada especial da ONU para assuntos de "Crianças em Conflitos Armados", Leila Zerrougui, esteve em Damasco na última sexta, dia 14. Recepcionada pelo regime sírio, ela prosseguiu com a missão de "avaliar o impacto do conflito armado sobre as crianças".

"0 Under" Campanha da  ONU para desestimular o recrutamento de menores  de 18 anos
em serviços militares e tropas armadas, lançada em 25/05/2010.
Por  Saulo Valley - Rio de Janeiro, 16 de Dezembro de 2012 - 07:50 GMT-3

Damasco - Durante sua visita, Leila Zerrougui se reuniu com funcionários do governo, parceiros para encorajá-los na proteção dos menores mediante a atual crise política que o país atravessa. Um conflito que já caminha para o segundo ano, em 14 de Março de 2013.

O objetivo inicial do encontro era de conversar com as partes envolvidas, no sentido de reduzir/eliminar o uso de menores de 0 a 18 anos em operações armadas de combate, bem como a proteção da população infantil como um todo. Leila Zerrougui deverá levantar um relatório público sobre a vida das crianças sírias em meio ao confronto entre as forças do regime e as forças de oposição.

Sudão

Em 30 de Setembro de 2011, a enviada especial Leila Zerrougui também esteve no Sudão para avaliar a situação das crianças mediante ao violento conflito político armado. O relatório foi publicado pelas Nações Unidas contendo pontos salientes destacados a partir do acompanhamento do núcleo de "Crianças em Conflitos Armados" desde Janeiro de 2009 até Fevereiro de 2011.

Entendendo o cenário...

Na maioria dos casos as acrianças são utilizadas ou arregimentadas por forças de oposição aos governos. Em contra-partida, são os governos que mais assassinam crianças, a exemplo do conflito da Faixa de Gaza, onde Israel já matou mais de 1200 crianças enquanto o Hamas matou cerca de 10% desse número.

No caso da Síria, ainda torna-se algo ainda mais destacado, uma vez que os massacres envolvendo os rituais de mutilação com armas brancas, das milícias das tribos de "Shabihas", não fazem separação entre os menores no conflito e os menores com menos de 4 anos que são completamente inofensivos.

Prisão e prisão de crianças na Síria mão é novidade. Aliás, foi em 14 de Março de 2010, que cerca de 15 estudantes primários foram presos de uma escola em Daara e levados para o serviço de inteligência em Damasco. Lá as crianças teriam que explicar de onde tinham obtido a informação: "As pessoas querem derrubar o Regime. Bashar, você será o próximo".  Por causa deste texto pintado no muro da escola por um daqueles 15 meninos, a Síria se tornou o que é hoje.

As crianças estavam presas na sede da Inteligência e estavam sob tortura, para que abrissem suas bocas a fim de delatar o responsável por ter inserido na mente daquelas crianças tal informação.

depois de muitos confrontos pra chegar ao coração do reduto rebelde, cerca de 3 meses depois as forças de segurança chegaram ao colégio e destruíram tudo. A escola e muitas outras foram transformadas em centros de prisões aleatórias, triagens e torturas. Inclusive de crianças.

No dia 18 de Dezembro a Enviada Especial Leila Zerrougui estará em Beirute, no Líbano para uma Conferência a respeito das "Crianças em Conflitos Armados".

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