quarta-feira, dezembro 19, 2012

O mundo não quer uma ONU pró-Assad

A verdade precisa vir à tona, assim de mesmo jeito como vem se mostrando por meios próprios. A Organização das Nações Unidas precisa cumprir o propósito a que veio. Defender as minorias e desestimular os conflitos sectários, agindo sempre de forma imparcial, mas esta não parece ser a realidade.


Nações Unidas pelo bem comum?
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 19 de Dezembro de 2012 - 08:14 GMT-3

Agindo de forma pouco convencional, a ONU não faz qualquer esforço para resolver os massacres diários da Síria. Condenar o assassinato de 22 crianças americanas é fácil, até porque o criminoso não é Bashar Al-Assad e a população afetada não é uma multidão sunita.

Depois de pelo menos 21 meses de repressão e abuso pleno e claro de autoridade armada sobre simplórios civis, incluindo milhares de milhares de homens idosos, jovens trabalhadores, mulheres e crianças,  conflito  armado, que surgiu em consequência de uma reação natural de auto-defesa popular, TAMBÉM OCORREU DEPOIS QUE OS SEIS PRIMEIROS MESES DE OCUPAÇÕES MILITARES, PRISÕES EM MASSA E MASSACRES DIÁRIOS (inicialmente eram 20/30 civis mortos/dia. hoje são mais de 200/300 por dia) FORAM COMPLETAMENTE IGNORADOS PELA COMUNIDADE INTERNACIONAL.

O que levou o regime sírio a aumentar gradativamente o nível de seus crimes, sem que qualquer força ou autoridade no planeta o impeça. Resumindo-se a reuniões, discussões superficiais e declarações pouco válidas, a ONU ainda se mostra cada vez mais tendenciosa, tendo como foco unicamente a condenação de Israel (cumprindo a agenda do Sudão) e ignorando que a migração corrente de palestinos para a Síria está levando-os diretamente para a morte, enquanto milhares de palestinos continuam a fugir do acampamento na Síria depois dos ataques por mísseis do regime sírio. Esta realidade também foi citada pelo Diretor Executivo Hillel Neue da "HRW".

Por meio de uma publicação OnLine, intitulada "Hipocrisia: ONU adota 9 resoluções pelos palestinos e por Golan e ignora o massacre de palestinos na Síria."

 Hillel lamenta que na sessão geral desta última terça, a ONU votou 9 resoluções contra Israel e nenhuma contra a Síria. Ignorados e deixados às moscas, civis inocentes, ativistas, jornalistas e até desertores, são literalmente esmagados por cada vez mais poderosas armas de guerra. Atualmente a síria se utiliza de caças, mísseis, helicópteros equipados com todo tipo de tecnologia moderna, bombas incendiárias como "napalm" e outros violentos métodos de extermínio em massa.

Acusados de terrorismo, 100% da população opositora a Al-Assad vive 21 meses de perseguição e morte, não restando nem mesmo os acampamentos para refugiados da UNHCR que não sejam atacados, pelo menos uma vez por semana.

O silêncio das Nações Unidas tem levado milhares de ativistas a hiperlotarem a internet com vídeos sangrentos, fotos horrendas e clamores desesperados, sem que consigam provocar qualquer resultado positivo, além de citações na mídia.

Ao passo que as ações da ONU revelam-se cada vez mais pró-assad e pró-russia, o jogo político de Al-Assad tem o mantido ainda fortalecido, utilizando as armas da diplomacia, que na verdade consiste em troca de acusações, compra de membros influentes como o ex-oficial "Richard Falk" e a aliança inquebrável com a Rússia e o Irã.

Enquanto os sobreviventes do massacre de mais de 40.000 sírios carregam o título de terroristas, o terrorismo do regime sírio avança em ataques, grau de crueldade e proteção política no seio das Nações Unidas contra as minorias sírias.



Facebook: Numa discussão sobre a crise síria entre ativistas e internautas sobre os ataque a muçulmanos, uma ativista internacional nesta manhã comentou:
"Não pense que a guerra no SÍRIA É UMA QUESTÃO RELIGIÃO ... ASSAD MATA cristãos também."

Outra ativista respondeu:

"Assad mata tudo: cristãos, muçulmanos alauítas, desertores, animais e plantas ... assad é puro mal!"

Por isto é que nós "Observadores do Mundo" e populares de todo o globo terrestre rejeitamos e condenamos nos termos mais fortes:  Não para uma Nações Unidas pró-assad!

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