quinta-feira, dezembro 20, 2012

O dia que a Penha parou junto com o Rio.

O Rio de Janeiro nesta quarta foi de congestionamentos por quase todas as principais vias durante a maior parte do dia. Após as 16:00 o caos foi ainda maior com a chegada de fortes pancadas de chuva, que trouxeram muita dor de cabeça para o carioca, e o Bairro da Penha praticamente parou por diferentes problemas.


Os congestionamentos pararam as principais vias da cidade - imagem: Saulo Valley
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 20 de Dezembro de 2012 - 00:52 GMT-3

Ruas José Rucas c/ São Camilo.
Os congestionamentos tomaram conta da cidade e o trânsito esteve lento ainda na maioria dos municípios desde cedo e não pareciam terminar. Com a aproximação das festas natalinas, o carioca está saindo mais de carro, a fim de facilitar suas compras. Mas o que traz de facilidade tem trazido de problemas. À começar pelo aumento significativo de veículos particulares circulando nas vias, os congestionamentos que se tornam quilométricos e duradouros. Na maioria dos casos, estes pequenos veículos deixados na garagem muitas das vezes sem manutenção, acabam apresentando problemas na estrada. E enguiçar na estrada em dias de Natal, é dor de cabeça pra muitos.

Rua Ingaí - Alagamento histórico

Além disso a meteorologia tem previsão de 150 mm de chuva à contar desta quarta (19) até o dia 25. O que não é pouco, levando em conta que a natureza não é tão controlada assim. Tudo pode acontecer, e esta tarde aconteceram inúmeros incidentes que infernizaram a rotina da população. Problemas antigos se converteram em grandes problemas, como o caso dos moradores da Penha, no início da Rua Ingaí. Aqui moradores pode dizer aquele conhecido slogan da prefeitura usado nas últimas eleições: "Somos um Rio":

Árvores sem poda, alagamentos e prejuízos cinquentenários na Rua Ingaí.
Ligada à Avenida Brasil, a pequena rua Ingaí fica cerca de 2 metros abaixo do nível da rodovia e acaba recebendo grande parte do fluxo de água da chuva que jorra da pista.

Moradores recém chegados, já aprenderam que pra morar na Rua Ingaí,
vão precisar por a mão na massa e fazer o serviço da prefeitura.
Com isso as casas no início da rua são alagadas e de acordo com o Sr. Orivaldo Soares Fernandes, morador do número 13 da rua, estas alagações são realidade em sua vida há 48 anos. Aos 53 anos, o aposentado luta para esvaziar a rua desde criança. Uma atividade que se tornou uma exaustiva rotina em sua vida e na vida de todos os que moram neste trecho da rua, que fica bem em frente à Casa dos Marinheiros e a Passarela Nº 15 da Avenida Brasil.


Parei para conversar com o Sr. Orivaldo quando o encontrei com uma barra de ferro tentando limpar os bueiros, retirando as folhas secas das árvores que impedem a passagem da água. Na verdade, as árvores da rua, foram citadas pelos moradores como mais uma prova de abandono do local, já que não são podadas há muito tempo.

Alagamento tradicional (uma vergonha)
 na Rua Ingaí.
Em nome dos moradores da Rua Ingaí, fica aqui o pedido para que sejam tomadas providências para que as pessoas não continuem perdendo seus móveis, seus automóveis e tendo a dignidade de chegar do trabalho e não ter que andar com água imunda até os joelhos.

Falta de luz em muitos trechos do bairro. No lado direito e esquerdo da estação. A área que ficou um completo "blackout"  foi grande nesta quarta.

A Rua José Rucas vira um Rio de lama com direito a marolas.
 Nem ônibus pode passar toda vez que chove.
Neste lado do bairro os mesmos problemas do lado vizinho. Falta de luz em uma extensa área, e o tradicional alagamento nas ruas José Rucas e Avenida Nossa Senhora da Penha, o que impossibilita tráfego de ônibus e caminhões. Um grande volume de densa lama negra se espalha pelas ruas e calçadas, levando doenças para os pedestres que usam sandálias e chinelos, e acabam ficando ilhados com qualquer pancada de chuva que ocorre. Até mesmo a Igreja da Penha, ficou completamente às escuras.




Quando percorremos as ruas da comunidade do Mirindiba passamos por diversos postes que estavam soltando centelhas, bem em frente ao Colégio Nossa Senhora da Penha. Trabalho para a Rio-Luz já que o curto era nas linhas de média tensão.

Mais uma vez, pedimos às autoridades municipais e estaduais que solucionem estes problemas antigos do bairro da Penha, e que além de tudo ainda a falta dágua continua sendo uma realidade cruel.

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