sexta-feira, novembro 09, 2012

Sudão poderá liderar os Direitos Humanos da ONU?

Uma corrida contra o tempo nos bastidores das Nações Unidas revela: No dia 12 de Novembro, o Sudão deverá ser eleito por maioria dos votos da casa, como chefe dos Direitos Humanos das Nações Unidas. Mas para especialistas em Direitos Humanos, a eleição deste país e de todos os países com maiores índices de genocídio do planeta, abala a credibilidade da ONU. A organização criada para regular o mundo, e proteger a sociedade civil...

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"Foto: Aljazeera - Wikipédia - Cortesia - Creative Commons"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 09 de Novembro de 2012 - 06:46 GMT-3

O  Sudão já poderia ser eleito por unanimidade, o país que mais mata civis em seu território e comete abusos de poder contra os Direitos Humanos Internacionais. Sem dúvida ocuparia a cadeira, tendo ao lado vices bastante conhecidos como: Paquistão, Cazaquistão, Síria e Venezuela. Esta é sem dúvida uma grande realidade no mundo político globalizado. Mas a julgar pelos mais recentes passos das Nações Unidas, os países com maiores históricos de genocídio estão ganhando status e posições privilegiadas.

Hillel Neuer, presidente do HRW, a maior organização de defesa de Direitos Humanos no mundo, enviou um pedido a Ban Ki-Moon (Secretário Geral das Nações Unidas) para que impedisse que o Sudão, que classificou como um governo "genocida, misógino e tirânico", assumisse a pasta dos Direitos Humanos.

"Isso é um ultraje", disse Hillel Neuer. Irritado com a situação. O presidente da HRW luta para conseguir apoio para que  o regime de Omar Al-Bashir, do Sudão não assuma a pasta. Uma corrida desesperada contra o tempo. Ao ouvir o anúncio de que o Sudão estava na condição de assumir a pasta, Hillel disparou:

"No mesmo dia, ouvimos que o Sudão está a matar bebês e queimando casas em Darfur"
Para a HRW, a eleição do Sudão para a chefia dos Direitos Humanos terá a menor defesa de Direitos da história da organização.

Esta é realmente uma situação desesperadora. Situação como esta facilita que muitos negócios excusos sejam feitos por baixo dos panos, permitindo que países genocidas sejam protegidos e seus crimes ignorados no seio da ONU. Se Muammar Gaddafi estivesse vivo, a Líbia certamente teria sido a maior concorrente do Sudão ... E pelo andar da carruagem, Bashar Al-Assad, que já foi eleito por unanimidade membro da UNESCO (Setor da ONU de proteção à Infância e Juventude), poderá ser eleito presidente da Organização, quem sabe?

Quanto mais genocida, maiores as oportunidades? É só lembrar que a China e a Rússia são os países que mais fornecem armas e munições para grupos terroristas no planeta. E são justamente eles que mais exercem o poder de VETO nas Nações Unidas! O poder de imobilizar a ONU.
Omar Hassan Ahmad al-Bashir,
president of Sudan -
Licensa: Domínio Público

Função a exercer

Se eleito o Sudão liderará um pool de 54 países com a missão de regular os grupos de direitos humanos, supervisionará as comissões das Nações Unidas, além de (pasmem) defender os direitos das mulheres, e seus artesanatos. Defenderá também, a liberdade na Internet e lutará contra a mutilação genital feminina.

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