quarta-feira, junho 13, 2012

Síria: Cidades sitiadas, bombardeadas e massacres repetitivos.

A aldeia de Al-Houla esta vivendo seu segundo massacre. Latakya, Al-Haffah, Al-Rastan, Hama, Homs, Aleppo, Idlib dentre outras regiões do país, experimentam agora novos massacres de mulheres e crianças ao estilo Houla, que na verdade inaugurou a nova e horripilante estratégia do regime sírio para neutralizar a oposição: "Exterminar toda a sua descendência."




Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro +20, 13 de Junho de 2012 - 08h02 GMT-3
Atualização:  09h47 GMT-3

 Foi nesta Segunda que o Secretário-Geral das Nações Unidas Ban Ki-moon pediu ao governo da Síria que permita aos observadores, o acesso à cidade de Al-Haffah. A ocupação militar de Al-Haffah tem despertado a preocupação e desespero da comunidade internacional, depois que o Massacre de Houla veio à publico no dia 25 de Maio deste ano, quando o regime sírio matou mais de 100 pessoas, sendo que pelo menos 50 crianças e 25 mulheres foram registradas pelos Observadores da UNMIS (Missão de Paz da Onu na Síria). Uma realidade ainda mais assustadora é que das 108 vítimas do Massacre de Houla, 88 delas foram mutiladas e degoladas por milícias de Shabihas usando armas brancas. Esta mesma estratégia síria tem se repetido todos os dias numa das cidades citadas acima. O regime sírio inaugurou a era da perseguição, tortura, abuso sexual e mutilação de todas as mulheres e crianças xiitas, bem como aos dissidentes.

A ONU denunciou abuso sexual de crianças menores, além de torturas e mutilações por parte das milícias pró-assad. Ainda nesta terça, as Nações Unidas reclamam contra a proibição de acesso dos Observadores à cidade de AL-Haffah.


Porta-voz da UNMISS Sausan Ghosheh, reportou nesta terça que os Observadores foram repetidamente repelidos por supostos populares que atacaram as viaturas oficias com pedras e barras de ferro, quando tentavam entrar na cidade de Al-Haffah. Os Observadores disseram que a multidão estava enfurecida e que ao deixar o local, as 3 viaturas foram alvejadas por armas de fogo, mas a origem não foi encontrada. O relatório informou que a comissão voltou para a base ilesa.

Na segunda-feira, os observadores da UNSMIS relataram combates pesados ​​em Rastan e Talbiseh, ao norte da cidade de Homs, com o uso de artilharia e morteiros bombardeio, bem como disparo de helicópteros, metralhadoras e armas menores. Disse a ONU.


Enquanto que Observadores em Homs denunciaram o uso de helicópteros militares em tiroteios, bombardeios e mortes foram registrados. Diversos crimes catalogados. Com o aumento da violência no país, governo e oposição têm procurado utilizar armas cada vez mais destruidoras. Ontem a ONU procurou diálogo com as partes para pedir que "limitem a capacidade de estragos de suas armas". Este tipo de convenção jamais funcionaria, uma vez que nem assinando tratados com a  Liga Árabe e as Nações Unidas, o regime sírio foi capaz de cumprir as regras pré-estabelecidas à partir de uma acordo entre as partes.

Pedir para o FSA (exército Livre) reduzir o equipamento sem a garantia de que a Síria estará fazendo o mesmo, é patrocinar um genocídio ainda maior, que só não tem acontecido por força da resistência rebelde..

Muitas famílias massacradas

Nesta segunda em Aleppo Ahmed Subhi Sarhan e seus 3 filhos (Saad, Feira e Wael) foram sumariamente executados por shabihas, na região de Hreytan (Haritan) - (As imagens são fortes +18).

Video: Bombardeio tem deixado muitos estragos em Haritan. As famílias fugiram.



 Esta mesma cidade tem sofrido bombardeios e ataques aéreos por helicópteros  e caças foram registrados em vídeo e fizemos um snapshot no momento exato do ataque por helicóptero:


Ataque por Helicóptero em Haritan - "Snapshot"


Resíduos de um míssil russo, em consequência de um ataque realizado por um caça, também foi registrado na cidade. 


Em Alaqbir, na Vila de Protetores de Marzaf, grupos de Hbihh invadiram pelo menos 18 casas na aldeia com a intenção de matar a qualquer pessoa que fosse encontrada, utilizando armas de fogo e armas brancas. Pelo menos 100 pessoas foram chacinadas e as casas foram incendiadas pela milícia. A fonte "MCSY" confirmou o massacre. A fonte informou que o regime sírio proibiu os Observadores de acessarem a região, mas que só autorizou a visita da UNMIS dois dias após o ocorrido.

"MCSY" disse ainda que o mesmo tipo de massacre foi realizado pelo regime no escudo, deixando cerca de 40 civis mortos, o que provocou uma grande onda de fuga de populares para o lado Jordaniano da fronteira (que tem sido denunciado por sua vez, por expulsar os refugiados sírios de suas terras). 

Outro massacre ocorreu ainda em Deir Al-Azour deixando 31 mortos e mais de 70 feridos. A fonte alertou que logo depois do Massacre de Houla, entre os dias 04 e 12 de Junho pelo menos 540 pessoas foram feitas vítimas de massacres na síria. Uma brutalidade sem fim!

Video: A intensidade dos bombardeios em Homs 09-06-2012


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