sexta-feira, junho 29, 2012

Damasco Sub: cerca de 80% dos mais de 500 mil habitantes fugiram

A situação na Síria está indo ao descontrole total. Pelo menos 5 aeronaves foram confirmadas em missões de bombardeios nos bairros do subúrbio de Damasco, obrigando cerca de 80% da população a fugir em busca de proteção. Mas forças pró-Assad continuam entrando nas casas, mutilando, torturando e mantando. Famílias inteiras têm sido relatadas como desaparecidas. Uma situação alarmante acontece agora!


Deir Al-Azour 8 dias sob pesado bombardeio - "snapshot"
Por Saulo Valley para JIRABH (Jornalismo Internacional na Revolução Árabe do BlogHumans)
Rio de Janeiro, 29 de Junho de 2012 - 13h46 GMT-3

Aviões bombardeando o subúrbio de Damasco há pelo menos 5 dias um número relatado de 10 aviões vistos em missões de bombardeios nos bairros, vilas e aldeias de Damasco. O número de 65 civis mortos só no dia de hoje tende a crescer muito até o anoitecer. Muitas crianças e mulheres estão sendo vitimizadas pelas forças de seguranças e as gangues de Shabbihas. Apesar do esforço dos populares para fugir ao holocausto, há um sufocante cerco militar que impede que as pessoas consigam escapar das prisões massivas e da mortandade que assola o país há 16 meses. CCLSy (Comité de Coordenação de Locais da Síria) confirma um pesado bombardeio com uso de morteiros e tiros aleatórios por armas de todos os calibres. Nos bairros do subúrbio da capital Zofa e Zamalkeh foram relatados violentos confrontos entre exército sírio regular e o exército rebelde FSA.

Deir Al-Azour continua sitiada e atacada em seu oitavo dia, resultando na morte de pelos menos 158 pessoas. Entre as vítimas, há mulheres, crianças e também médicos. As condições humanitárias em situação de calamidade com cerca de 2 mil feridos sendo atendidos nos hospitais de campanha cujos suprimentos não praticamente não existem. Crise na saúde ainda se agrava com a falta de médicos cirurgiões e bombardeios indiscriminados caindo incessantemente sobre as casas.

Em meio à crise, o General Mudd chefe da missão dos Observadores decidiu deixar a base da UNSMIS em ir para Genebra para discutir a situação dramática e devastadora do povo sírio. A agência síria Ugariti citou Mudd como dizendo:

"Eu estou indo para Genebra para participar com os companheiros ali reunidos, e que farão o seu melhor para encontrar uma solução pacífica para a crise na Síria."

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