segunda-feira, maio 21, 2012

Síria: Daara: Falta gás de cozinha há 3 meses. 15 mutilados e 3 estupros em Homs.

A população síria tem vivido de improvisos. Os mais afortunados conseguem em algum bosque próximo, encontrar lenha para acendeu o fogo e fazer comida, mas na maioria dos casos, a busca por alimentos para adquirir tem sido como tentar achar água no deserto do Saara. Sem comida, sem água, sem eletricidade, sem gás de cozinha, sem casa, sem paradeiro, sem país, sem governo, sem educação, sem ajuda humanitária, sem defesa, sem direitos, sem razão para continuar vivendo...


Em 3 meses nenhum butjão cheio entrou em Daara. "Snapshot"

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 21 de Maio de 2012 - 10h21 GMT-3

Na região de Silk, no protetor um carregamento de gás trouxe muita alegria para os moradores que há tempos não tinham acesso ao produto cada vez mais escasso em função das sabotagens dos dutos de gás por parte do exército regular sírio em cumprimento de ordens enviadas pelo Serviço de Inteligência Nacional da Síria.


As péssimas de deploráveis condições de sobrevida se agravam ainda com os ataques massivos do regime contra a população civil. Nesta sexta-feira 15 pessoas foram mortas e 3 mulheres foram violentadas por forças de segurança. Pelo menos 300 pessoas foram presas aleatóriamente neste dia. De acordo com relatório enviado pelo Instituto Alwaref, os 15 corpos encontrados estavam completamente deformados e mutilados. Alguns foram decapitados. Os corpos e as mulheres deram entrada no hospital Bisan ( único em Homs). Este hospital é mantido pelo Crescente Vermelho palestino que afirmaram que as 3 mulheres foram violados pelos bandidos pró-assad conhecidos como "Shabihhas" (Os Shabihhas são membros de uma tribo síria de mercenários frios que praticam os piores crimes em nome do regime. Eles são responsáveis pela maioria dos estupros e das mutilações e esquartejamentos. Estas são suas principais marcas).

A crise se aprofunda na Saúde.

Ativistas afirmaram que as forças de segurança impediram que os Observadores da ONU tivessem acesso ao Hospital  Bisan. A fonte informou ainda que os corpos foram inscritos em registros diferentes dos usuais, mas há informações de que os Observadores foram alertados sobre o caso. Alguns ativistas se mostraram frustrados pela não-reação da equipe e acharam suspeita a sutileza com que trataram o assunto.

Uma fonte anônima informou à seguir que os ativistas que tiveram contato com os Observadores para falar sobre estes corpos, foram alertados pelos Observadores para deixar a cidade, pela proteção de suas próprias vidas.

Já o "Instituto Alwaref" informou que partiu de Damasco, na voz do ministro sírio da Saúde, que teria decretado o fechamento de todos os hospitais do SPC (Crescente Vermelho Sírio) nos próximos 15 dias, alegando que os mesmos "não têm autorização para funcionar", mas segundo a fonte os Hospitais da rede RPC são autorizados por decreto publicado há vários anos.

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