sexta-feira, janeiro 13, 2012

Síria: Amuda: Grande esperança na chegada dos Observadores para os curdos

Federalização - Esta é a palavra de ordem curda. O povo de Amuda entende que a única forma de equilibrar a Síria, tendo em vista o novo governo, é a federalização. Eles buscam independência e liberdade. Para eles a chegada dos Observadores em obediência ao plano árabe, tem grande importância:

Federalização - foto cortesia: "Yekiti Media"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2012 - 18h42min.

Afinados com a revolução síria, o povo de Amuda não se acovarda e pede mudanças urgentes no regime de governo do país. Descrevendo grande preocupação como futuro da região e do povo curdo, depois de ter sofrido diversas tentativas de extermínio completo da população indígena que não é reconhecida oficialmente, mas todos sabem que populava o Oriente Médio antes dos atuais países se formarem.

A chegada dos observadores provocou grande rebuliço no reduto curdo da Síria. Entusiasmados para demonstrar  suas demandas, as viaturas foram cercadas e suas latarias ficaram completamente riscadas com mensagens importantes endereçadas às autoridades internacionais.


A recepção calorosa e esperançosa do povo de um país gigantesco conhecido até hoje como Kurdistão, mas reduzido e dizimado em vilas e aldeias e guetos por todo o Oriente médio. Com os pés atolados no barro eles estavam dispostos a qualquer sacrifício para apresentar a grandiosidade e o orgulho de serem  curdos, uma cultura proibida pelo regime sírio.

A chegada dos Observadores - foto cortesia: "Yekiti Media"
O Kurdistão era uma grande nação indígena e por esta razão, as práticas violentas do regime sírio não são permitidas em Amuda, porque embora espalhados são numerosíssimos. temendo uma revolta armada e um grande derramamento de sangue no país, a Síria procura manter seus assassinos distantes de Amuda, mas em Aleppo e Homs, eles são presas fáceis, porque saem misturados aos demais sírios para protestar contra o regime. Mesmo sem a turbulência dos crimes do exército e das forças de segurança, o povo vive cercado de proibições. Cheio de limitações e negações, tendo apenas o "direito de não ter nenhum direito e de não abusar do pouco direito que tem."

A chegada dos Observadores - foto cortesia: "Yekiti Media"
Por esta razão é que a população curda na Síria tem um propósito bem diferente que alguns da comunidade curda na Turquia, por exemplo. Eles pedem proteção aos seus direitos de forma pacífica, unânime e organizada. Não compartilham grupos violentos nem terroristas. Não alimentam movimentos sectários e suas ideologias, mas pedem atenção.  A federalização é a libertação de um povo que já passou por várias tentativas de limpeza étnica, já enfrentou a tentativa de extermínio e todas as formas de abuso. Uma manifestação pacífica marcada com o sangue dos mártires do presente e do passado.

Uma lição aprendida com o passar dos anos como Observador do Mundo é que: "Quando alguém oferece ajuda em grande quantidade, ela pode estar pedindo socorro para si mesma". É o que se torna uma realidade na vida do povo curdo que luta as batalhas das demais etnias sírias. Mas poucas autoridades podem estar prestando atenção agora porque eles estão sendo pacíficos.

A grande verdade é que a revolução curda que conheço é pacífica, mas não sei até quando poderão suportar ainda sendo proibidos de viver suas vidas próprias. Com a queda de Al-Assad, os olhares do mundo deverão estar voltados para todas as comunidades na síria, e agir rapidamente para que todas tenham direito à dignidade humana. Eles deverão ter representantes legais no país, por meio de partidos ou por associações, ou instituições governamentais de proteção às etnias e suas culturas.

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