domingo, janeiro 08, 2012

Síria: Alerta para novo patamar da mortandade de civis.

As autoridades internacionais estão desarmadas diante do massacre de civis na Síria. Uma situação fora do controle (ou fora do raio de interesse) de qualquer entidade internacional. A presença dos Observadores deveria significar o fim da mortandade mas abriu oportunidade para um nível de massacres ainda maior que provavelmente marcará as próximas décadas ou milênios.


Cortesia: لافتات كفرنبل المحتلة""
Por Saulo Valley, Rio de Janeiro, 08 de Janeiro de 2012 - 18h49min
Atualização: 21h01min.

Descartada a hipótese de No-Fly-Zone via NATO, bem como intervenção militar por solo, cruzando as fronteiras dos países vizinhos para o lado da Síria. Ainda  a imobilização das Nações Unidas por força do bloqueio permanente da Rússia, Índia, China, Irã e um número de países que optam pela abstenção de voto contra a República Árabe da Síria.

De um modo estratégico, as forças contra a população síria imobilizaram as ações internacionais convencionais, restando a fraca e prolongada negociação com a Liga Árabe como única alternativa. Talvez deva ser vista como uma luz de vela no fim do túnel, enquanto o número de mortes diárias cresce velozmente, elevando o genocídio na Síria a patamares recordes na primavera árabe.

Os atentados simulados pelo regime sírio (o último resultou em "63 feridos e 15 mortos" que o regime sírio alega incapacidade de identificar, após ele mesmo ter anunciado a tragédia que a Revolução Síria não confirma) abriram uma estratégica oportunidade para aumentar a pressão contra a revolução popular pacífica. Tendo em vista o grande sucesso da montagem, o regime sírio anunciou sua intenção de conduzir suas ações de repressão agora "com mão de ferro". O que sugere que violência ainda pior está para acontecer daqui para frente, não bastando que o povo está há 10 meses sendo atacado por bombardeio, agora os atentados "terroristas" do governo sírio elevarão em muitas vezes o número de mortes diárias no país completamente entregue ao caos e à exploração comercial do genocídio.


Sem levar em conta que a "Lei de Emergência" suspensa há cerca de 9 meses, na verdade nunca deixou de ser praticada, ficando a população do país completamente à mercê do exército regular e das forças de segurança. Esta situação não dá oportunidades para se acreditar que o ano de 2012 será mais pacífico, nem mais feliz que em 2011. A mortandade agora subiu para um novo patamar e este exemplo parece estar sendo seguido em outros países, por exemplo há possibilidade do presidente Saléh, do Iêmen, não deixar o poder, depois de perceber que as organizações internacionais foram facilmente desarticuladas por estratégias entre Russia, Síria, China e outros países que se mostram contra o massacre na Síria, mas contribuem para o genocídio por trás dos bastidores, em troca mantêm suas relações comerciais acesas e controlam o impacto da crise internacional em seus domicílios.

Potentes navios militares russos estão atracando e outros ainda sendo esperados no porto de Tartus, na Síria, levando reforços de caças, equipamentos anti-submarinos, anti-aéreos, e contra qualquer tipo de possibilidade de operação internacional contra o regime. De acordo com o governo de Medvedev, esta operação tem o objetivo de garantir o "diálogo" entre o regime sírio e seu povo, sem interferência estrangeira.

Enquanto a Liga Árabe pede ajuda ao Hamas para convencer ao regime sírio a parar o genocídio, expressa completo desespero e insegurança da entidade composta por 22 ministros das Relações Exteriores da comunidade árabe.

Video supostamente vazado da handcam de um observador na Síria: "Veja o homem perto dos Observadores que será destacado por um círculo. Maher Assad não está morto?"


Em análise da missão dos Observadores da Liga Árabe, o Revolução Síria descarta a possibilidade de erro e acusa o plano árabe de "cumplicidade"com o regime sírio de Bashar Al-Assad.

Relatório da Coordenação Geral da
Revolução Síria e exigências para a
Liga Árabe.
A Coordenação Geral da Revolução Síria publicou um relatório exigindo que a Liga Árabe reconheça publicamente seu fracasso ao tentar parar o derramamento de sangue do civis sírios e exigiu que os arquivos da Síria sejam transferidos para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, para que dê continuidade ao processo de pacificação do país e proteção aos civis.

"Estamos no corpo da revolução Síria, como não notar que não houve uma diminuição no número de mártires e no nível de violência do sistema desde a visita do seu Comitê para a Síria?"

" ...especialmente após a instrução na declaração final do Comité Ministerial da igualdade entre a vítima e o carrasco mesmo após a apresentação de milhares de clipes de vídeo e milhares de testemunhos de deslocados pela violência do sistema e relatórios de organizações de direitos humanos e do último relatório (Human Rights Watch) que a matança é feita por gangues dos estames a partir daqui que nós chamamos a Liga Árabe a assumir as suas responsabilidades para com nosso povo e exigimos o seguinte:

 • declaração do fracasso da iniciativa árabe pelo fato da Universidade não ter meios suficientes para parar os assassinatos na Síria. • converter o arquivo da Síria ao Conselho de Segurança a tomar direito internacional o seu curso na proteção de civis e ganharmos nosso direito de protecção por parte das Nações Unidas."
Em uma mensagem desesperada para a NATO, oposição popular declara que "se o povo líbio pôde pagar o No-Fly-Zone com petróleo, o povo sírio pode pagar a operação em seu país com a venda de suas casas".

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