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| Rabi Abdull Wahab - Faleceu nesta Segunda. Foi um dos que se imolaram no Sábado. Foto cedida por "amal8fev" |
Rabat está tensa. Protestos dos diplomados desempregados já chegam a completar 12 meses e nada mudou, a não ser o quadro de violência e auto-imolações. Hoje pelo menos 15 manifestantes fora presos há cerca de 1:00h. "O clamor" cita os nomes dos manifestantes Ibrahim Baros e Abdul Latif como figurando entre os detidos.
De acordo com o página "O Clamor do Povo Marroquino", que disse que as manifestações levaram às ruas estudantes da Universidade Ttoik e que os detidos estão sendo mantidos no próprio campus, por agentes à paisana. A fonte revela que houve confrontos entre os manifestantes e as forças policiais. Manifestantes da escola secundária Ibn Khaldun na cidade Faqih Bnsaleh se armaram de paus e pedras para enfrentar a polícia.
Atualização 24 de Janeiro de 2012 - 09h35min.
O jovem Rabi Abdul Wahab faleceu nesta Segunda em consequência das pesadas queimaduras que sofreu após tentativa desesperada de amolecer a coração das autoridades marroquinas (por meio da auto-imolação) quanto ao desemprego de milhares de pessoas, de nível superior, também das que haviam sido aprovadas em concursos públicos para o Ministério da Educação e nunca foram convocadas.
Abdul Wahab e mais 2 companheiros de militância por oportunidades de emprego para todos, jogaram gasolina em seus corpos e atearam fogo durante manifestação na frente do prédio do Ministério do Trabalho, após a notícia de que um grupo de colaboradores estava levando comida para os acampados que estavam sem comida e sem bebida por vários dias, mas Wahab testemunhou, antes de falecer que a ajuda foi bloqueada pelas forças de segurança e eles ficaram sem direito de se alimentar e beber água.
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| Desempregada, a esposa de Abdul Wahab Zaidoun enviava mensagem de incentivo aos manifestantes, enquanto seu marido morria no hospital. |
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| Foto cedida por "Ratoune Mourade" |
A última lembrança de Wahab, tornou-se um símbolo da luta marroquina por uma vida melhor: Neste vídeo, o jovem intelectual cantava uma canção muçulmana numa fria madrugada, acampado na porta do Ministério do Trabalho, sem barraca, comida e água mas tomado pela força que o movia para proteger os seus amigos. Solidário, o jovem universitário queria pedir mais oportunidades. Wahab era um dos 180 aprovados em concurso público que foram excluídos da lista de aprovados "inexplicavelmente".
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