sábado, janeiro 28, 2012

Liga Árabe: Ahmed Al-Dabi pede fim da violência de imediato para proteção de civis.

A Liga Árabe informou nesta Sexta (27) que o chefe dos Observadores Muhamed Mustafa Ahmed Al-Dabi pediu que cesse a violência imediatamente, afim de proteger os civis, destacando que a violência tem aumentado expressivamente desde o último dia 20.

Reféns de franco atiradores, dezenas de mulheres se escondem atrás de
uma pilha de tijolos para se proteger dos tiros, outros fogem agachados
pelo muro à esquerda.  À direita um manifestante já morto e outro ferido
espera a chegada de um amigo que está indo socorrê-lo. "Snapshot" 27/01/12
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2012 - 08h00min.

De acordo com o relatório apresentado pelo chefe da missão de Observadores, o nível de violência na Síria vem crescendo dia-após-dia (Há quem diga que "a Síria se parece com a Líbia à cada dia"). A autoridade destacou que entre os dias 20 e 27 a violência teve um aumento "dramático", destacando que as regiões mais afetadas com este crescimento são: Homs, Hama e Idlib.

Hafez Assad, "pintado" como se queimando no inferno
Cortesia:  عبد الرحمن الطويش 
Ele disse que a violência no nível que está não é capaz de ajudar a "criar condições para as decisões tomadas pelo Conselho Ministerial da Liga Árabe em sua última reunião", que pretende trazer as partes para se sentar na mesa para o diálogo.

Depois de apelar com insistência para o fim da violência para que sejam permitidas as implementações de resoluções pacíficas para a crise na Síria, o chefe dos Observadores disse ainda que "a missão vai continuar a realizar suas tarefas até o momento, apesar das circunstâncias."

Apesar do anúncio de que a missão vai continuar, à cada novo dia, novos observadores vão sendo retirados da missão na Síria por seus países de origem. Há cerca de 1 hora a Aljazeera informou que o Marrocos anunciou a retirada de seus observadores.

O site "defenceweb" informou que nesta Sexta (27) forças pró-Assad mataram 14 pessoas de uma mesma família de sunitas em Homs. Entre as vítimas da família de sobre-nome Bahader, 8 eram crianças. Alguns foram mortos à tiros e outros foram torturados até a morte no bairro de Karm al-Zeitoun , disse a fonte. "Defenceweb" disse ainda que antes das invasões nas casas, o bairro foi varrido por ataques por disparos de morteiro, matando mais 16 pessoas. Apesar de que a fonte acredita num ataque sectário, atribuindo aos  Alawitas a responsabilidade pelo ataque, muitos líderes Alawitas têm se manifestado em posição contrária a Bashar Al-Assad. Tem sido cada vez maior o número de Alawitas que se une aos manifestantes pedindo o fim do regime de Bashar Al-Assad.

Mas dentro da Síria há muitos com sentimento de vingança contra a seita que tem Bashar Al-Assad como mais popular membro. Mesmo com as frequentes notícias de adesão das tribos à revolução, há quem acredite que a eliminação do povo alawita de Homs poderá "purificar" a cidade.


No meio da crise, uma outra crise:

Cortesia: "Yekiti Media" uso com permissão.
Cortesia: "Yekiti Media"
 uso com permissão.
O povo curdo luta por sua independência na Síria. Ele pede proteção para os curdos que habitam as regiões de Aleppo e Homs. Pedemk o fim do regime de Al-Assad para que tenham o direito de independência por meio do federalismo. Unidas, todas as tribos síria tem pedido o fim do regime autocrata da família Al-Assad, o fim do massacre, uso arbitrário de força, opressão militar, repressão aos direitos humanos e ditadura.

A luta pela libertação da Síria do regime do partido Ba'ath ganhou maior violência depois que se tornou massiva a adesão de civis às tropas do Exército Livre. As demonstrações desta sexta tiveram, como tema: "A Sexta da auto-defesa", chamando a todos os sírios para empunhar armas para repelir as forças opressoras de Al-Assad. Em contra-partida, o regime sírio tem aumentado a pressão sobre as cidades, atacando com violentos bombardeios neste exato momento a cidade de Rastan, a cidade oriental de Maliha, Ghouta, na região oriental de Damasco, com uso de munição anti-tank nas casas, Homs, Hama, Idlib, Baba Amr também na região de Aelovesah, novos bombardeios estão sendo reportados. O regime sírio tem identificado a todos os simpatizantes da revolução como "soldados inimigos", independente da idade e do sexo, incluindo as crianças, mulheres e idosos. Isto é uma covardia, mas o regime declarou guerra contra o país.

Novos ataques foram registrados ontem contra oleodutos por parte do exército sírio

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