quarta-feira, janeiro 04, 2012

HRW: Plano árabe para a Síria é "desdentado" - fraude e fracasso da Liga Árabe.

O Observatório para o Direitos Humanos das Nações Unidas disse nesta Terça (03) que os escritórios de Direitos Humanos dos EUA, França e Reino Unido tem aumentado a pressão para que as Nações Unidas encaminhem o regime sírio para o Tribunal Penal Internacional, após terem absoluta certeza de que o plano de paz da Liga Árabe não é capaz de cessar o massacre diário de civis.

Cortesia:  "كاريكاتيرات الثورة السورية"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 4 de Janeiro de 2011 - 08h18min.

De acordo com a HRW os escritórios de Direitos Humanos decidiram aumentar a pressão sobre as Nações Unidas depois que o presidente francês Nicolas Sarkozy disse para Al-Assad deveria deixar o poder condenando o que descreveu como "repugnantes massacres". Neste ato ele exigiu das Nações Unidas uma "intensificação dos esforços no Conselho de Segurança" na investigação dos líderes do regime sírio por seus "crimes de guerra".

O HRW citou Hillel Neuer, diretor executivo da UNWatch como dizendo que:

"Liderado por um ex-general sudanês que tem um passado altamente questionável sobre direitos humanos, a iniciativa da Liga Árabe de paz provou ser desdentada como o regime de Assad continua a matar civis inocentes." 
O HRW  destacou que o "O Conselho de Segurança é o único órgão que pode acionar o Tribunal Penal Internacional para iniciar uma investigação, pelos crimes cometidos na Síria."

Criticou mais uma vez o poder de veto da Rússia e da China, o que descreveu como ""descabido". Citando a AP (Associated Press) que citou o presidente francês como dizendo que "os massacres cometidos pelo regime sírio despertaram nojo ao redor do mundo."

Mesmo após o relatório da Alta Comissária para os Direitos Humanos Navi Pillay em 13 de Dezembro de 2011 que comprovam "assassinatos e tortura generalizada na Síria", pedindo um recurso para o Tribunal Penal Internacional, nada aconteceu e as mortes não só ganharam novos requintes de crueldade como triplicaram...

E o fracasso da Liga Árabe levou o comando geral do FSA (Exército Livre) a anunciar que planeja elevar a ofensiva contra o exército regular para um novo patamar, a fim de cessar o massacre.


De acordo com o site árabe "sooryoon", o Comandante Geral do Exército Livre declarou nesta Terça para a Agência Reuters que era esperado resultados surpreendentes após a implantação dos Observadores da Liga Árabe, mas não aconteceu. De acordo com as fontes, grupos de Direitos Humanos afirmam que desde a chegada dos Observadores na Síria, o número de mortes chegou a 390, relatório completamente oposto ao que havia prometido a Liga Árabe, que insistiu durante cerca de 30 dias para que o regime assinasse o protocolo dos Observadores.


Na verdade, as autoridades internacionais, estão pedindo a retirada dos Observadores da Síria, depois de comprovado o elevado risco que estão sendo submetidos, sem qualquer esboço do regime sírio para protegê-los. Há documentos que comprovam tentativa de assassinato dos agentes. Outro grande problema é a distorção das informações. Nesta Quarta, se espalhou pelas agências de notícias que embora o exército tenha sido retirado das áreas onde os observadores foram instalados, franco atiradores continuam matando e "ninguém sabe suas identidades a quem os contratou". O "sooryoon" destacou em outra matéria citando Ali Salém Al Deqbasi, presidente interim do Parlamento Árabe do Kuwait como dizendo:

"o  secretário-geral sabe muito bem que não há nenhum campo de utilização realista para dar continuidade ao trabalho dos observadores sob um estado de decepção, mentiras e destruição perpetrada pelo regime sírio que é um especialista em guerra psicológica e gestão de engano e mentiras e imprecisões."
Ações terroristas no exterior

Enquanto isto, o regime sírio continua avançando, estendendo suas ações criminosas para o exterior, tem sido suspeito da morte de diversos ativistas sírios e simpatizantes da revolução síria em solo alemão.

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