terça-feira, janeiro 31, 2012

Direitos humanos: Uma violenta batalha contra todos.

Quando iniciei meus primeiros ensaios na área de jornalismo com foco em direitos humanos, vislumbrei um horizonte de realizações, onde poderia fazer a coisa que mais tinha prazer: Ajudar pessoas de todo o mundo, mas na prática o prazer se tornou um grande desafio. O desafio de lutar contra tudo e todos.

Sem gás, sem casa, sem emprego e recursos básicos, famílias sírias vivem
quase ao estilo primitivo.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 31 de Janeiro de 2012 - 10h56min.

Defender direitos humanos internacionais não é a mesma coisa que deixar um lembrete na escrivaninha de uma autoridade, quanto a seus acordos assinados e compromissos assumidos ao ocupar seu atual cargo. É algo muito maior, com reflexos que vão de rejeição até risco de morte.

Uma luta de que deveria ser do interesse de todos, mas se mostra do interesse da minoria. Enquanto ativistas e jornalistas, árduos defensores da humanidade são torturados, queimados vivos, perseguidos e atacados em todas as esferas de sua vida, 90% das pessoas estão preocupas de sair às compras nos shoppings, viver em festas regadas de bebidas, um bom programa de entretenimento e muita curtição.

Enquanto isto, vejo minha página tenho sua audiência literalmente roubada, mesmo depois de estar contando apenas com a visita de nossos contatos diários. Mesmo não tendo os "benefícios" de aparecer no Google Search, temos contatos diários com milhares de pessoas no planeta e elas atendem ao nosso convite para ler nossas matérias. Mesmo assim, ao fim do dia as estatísticas são reduzidas a quase zero.

Se o Google é uma empresa americana, contra quem estamos lutando? Na defesa dos interesses do povo árabe, africano, chinês e sulamericano, vemos que estamos travando uma luta contra nós mesmos. Não há interesse nas autoridades de atender a um único chamado por socorro, a não ser que isto retorne em forma de muitos bilhões de dólares.

Na prática o genocídio é um negócio lucrativo para os governos, mas ninguém fala abertamente, porque... Nós seres humanos, somos todos hipócritas. Somos mercadores da morte e da vantagem facilitada por esquemas obscuros. Nestes poucos anos de experiência com os direitos humanos, concluímos que o mundo tem sobrevivido de esquemas fraudulentos e negócios em segundo plano, usando as transações aparentemente honestas, mas "pouco lucrativas" como fachada. Esta tendência é latente em todos os ramos da sociedade em todo o mundo, comprovando que nós somos o ser vivo mais perigoso que existe no globo terrestre. Traiçoeiros e matreiros, utilizamos a arte do engano em mais de 100% de um dia de relacionamentos, conversas e negociações, sem que qualquer consciência nos acuse de nossos "delitos".
Absorvidos pela ganância temos os olhos vendados, ou quem sabe treinados para enxergar apenas o que nos interessa amplamente.

Menina chora a prisão de seu tio e avô depois de uma invasão militar
síria.
A humanidade, aqui deixa claro que não há qualquer vantagem na verdade, justiça e nem na legalidade. Deixa claro que estar por cima é um privilégio para poucos, os mesmos poucos que esmagarão os que estiverem por baixo. Como alguém disse certa vez: "Democracia é o direito de escolher nossos próprios ditadores".

Nós repudiamos o abuso dos mecanismos que desviam nossa audiência para outros clientes melhores posicionados, por que são bons pagantes. Condenamos a estratégia alimentada pelo Google de denunciar páginas que defendem direitos humanos, criando ferramentas que facilitam denúncias vazias, sem comprovação e justiça são penalizadas sem aviso prévio, orientação ou mesmo sem culpa.

Recursos estes que claramente são usados para alimentar a corrupção, os negócios sujos e a manutenção da ditadura contemporânea, com chamadas democráticas, mas que objetivam conduzir gigantescas camadas da sociedade em currais, sob completo controle de atividades on-line, identidade, comportamento, gosto pessoal, círculo de convivência e cada palavra escrita, foto, vídeo e reação usando qualquer que seja a ferramenta de web.

Percebendo que estas novas tendência estão se aproximando de uma nova e mais violenta invasão de privacidade, onde o cidadão é obrigado a oferecer sua privacidade em troca de se manter atualizado e conectado com o mundo via internet. Por esta razão, as atuais tecnologias de informação estão preparando o mundo para ser submetido "voluntariamente" ao completo controle, sem que haja qualquer forma de escapar à manipulação de seus dados pessoas, sua vida, familiares e colegas de trabalho, estudos e vizinhos.

Então, os novos ditadores, estarão se perpetuando no poder, fazendo com que as pessoas sejam controladas para a evolução de seus próprios interesses, e não dos interesses globais. Genocídio, massacre, extermínio, ou o que queiram chamar, não passa de uma classificação para um número de mortos massivamente, pra que uma certa mensagem seja enviada a um cliente ou possível parceiro de negócios secretos. Dão a impressão de que não há razão real para o mundo se alarmar, a não ser esperar que não seja a próxima coletividade a ser marcada para morrer em nome da prosperidade de uma alta elite.

Então aproveitando-se das demandas populares (que é o que menos interessa) o poder público quer se valer das oportunidades para criar novos meios, novos produtos e novos clientes para os esquemas de corrupção e fraudes, que na verdade não são crimes, são a verdadeira moeda corrente que move o planeta azul por fora, negro por dentro.

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