domingo, janeiro 15, 2012

China: Repressão violenta: Policia invade casas perseguindo manifestantes - 6 feridos.

A China iniciou oficialmente a repressão militar contra populares à fim de suprimir os vestígios de revolução que partem principalmente das aldeias. Na Sexta (13) (um dia antes da viagem do premier Jiabao à Arábia Saudita) pelo menos 50 representantes de aldeias foram às autoridades em Henan pedir a devolução de suas terras, a polícia de choque foi enviada.

Fonte: "wqw"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 15 de Janeiro de 2012 - 11h02min.

DIA 13 - A ONG chinesa "Defensores dos Direitos Humanos" disseram que na Sexta-feira dia 13, vários representantes de comunidades ligadas à agricultura espalhadas em diversas aldeias, fizeram uma manifestação pacífica na frente do prédio governista do condado, apresentando faixas e cartazes pedindo o fim da corrupção e a eleição de novo comitê das aldeias.

As reclamações são inúmeras da vendas de centenas de hectares de propriedades alheias por parte de membros do governo, inclusive áreas escolares. Isto levou pelo menos 50 residentes rurais a exigir uma solução das autoridades, por meio de uma petição pública.

Seguindo o exemplo de Wukan (a aldeia modelo da revolução ruralista chinesa) as aldeias do condado de Henan estão formando suas lideranças com eleições democráticas, escolhendo seus representantes para tentar um diálogo com as autoridades, o que para os regime militares, tem um ar de "motim". Para os aldeões representa fazer valer seus "direitos civis"!

Os primeiros passos da repressão armada

DIA 14 - Em primeiro lugar o governo chinês já sabe que a revolta popular está ganhando adesão nacional. Tentando achar uma forma de reprimir a revolução sem perder a legitimidade, utilizando estratégias de "pacificação" aplicada pelos governos árabes sem perder a legitimidade. Com este propósito o primeiro-ministro Wen Jiabao seguiu para a Arábia Saudita neste sábado (14) para se encontrar com os maiores líderes árabes (cujos países conseguiram manter a primavera árabe enclausurada). A Arábia Saudita, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos, que segundo o premier declarou aos jornalistas ao anunciar sua viagem, que estes países foram capazes de manter seus "modelos de desenvolvimento para atender às suas próprias condições nacionais."

 A visita ao país (considerada uma emergência nacional) coincidiu com o anúncio da recrutamento de jovens chineses para a formação das forças de segurança (Uma versão chinesa de "Shabiha" árabes) que ajudarão na manutenção da "ordem pública". De acordo com os "Defensores dos Direitos Humanos" que disseram que inicialmente 732 escritórios de recrutamento serão criados para melhor atender aos candidatos, que possivelmente serão enviados para perseguir seus próprios conterrâneos.

Dia 15 - Neste domingo A "Rádio Free Ásia" disse que na província de Zangzhou (perto de Wukan) na aldeia de Shijiahe, que tropas de choque invadiram casas com ordem de perseguir as lideranças dos movimentos ruralistas, que militam contra o roubo de suas terras por parte das autoridades. De acordo com a fonte, a polícia de choque mobilizou cerca de 50 veículos militares e um contingente de pelo menos 600 homens que utilizaram balas de borracha em residentes locais que pretendiam "levar suas queixas às autoridades em Pequim".

Segundo a ARF (Rádio Free Ásia) que relatou que pelo menos 30 pessoas ficaram feridas com as balas de borracha e que 6 delas precisaram de atendimento médico. Tudo isto vem em consequência de as denúncias enviadas pela comunidade às autoridades locais jamais terem recebido a menor das atenções, depois de meses de petições sem sucesso, a população de Shijiahe decidiu procurar o condado para reclamar, mas foram interceptados e presos à caminho de Pequim pelas forças de choque, disse a ARF.

Causa e consequência

A fonte relatou ainda que os agricultores locais acusam a autoridade máxima local de desviar pelo menos 40 Milhões de Yuans, cerca de US$ 4,8 Mi. Estes valores seriam referentes às indenizações pelas desapropriações ilegais de terras, que nunca foram entregues aos seus verdadeiros destinatários.

A ARF disse ainda que não faltaram tentativas de levar o caso às autoridades municipais da província de Zhengzhou, mas afirmam que não houve resposta. Por esta razão milhares de aldeões de inúmeras comunidades rurais chinesas decidiram pedir a atenção das autoridades máximas de Zhengzhou. Diz a fonte que no lado de fora do prédio governamental, chegam milhares de manifestantes de todas as aldeias da China todas à cada semana, em contra partida a única resposta real das autoridades tem sido a perseguição de número cada vez maior de líderes agricultores peticionários em todo o território nacional, realizando prisões e até condenação aos campos de trabalho-forçado e processos criminais.

A crise social chinesa está lançada. 2012 é o ano anunciado da revolução social no país, disseram ativistas nestas primeiras semanas do ano, que não suportam mais que empresas estatais e apadrinhadas continuem desapropriando terrenos e casas, além de despejar famílias inteiras em nome do lucro fácil (provavelmente para investir no marketing internacional ou na produção de armas). Mas a população chinesa inicia uma forte movimento anti-comunista.

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