sexta-feira, janeiro 13, 2012

China e Arábia Saudita discutirão primavera árabe no sábado - 14

Tomado de focos de rebelião contra o poder abusivo do partido comunista, a China tem se encontrado em situação bastante frágil. A sensibilidade do tema tem levado o premier chinês a buscar entender melhor a primavera na sua raiz, conversando com líderes da Arábia Saudita, Qatar e Emirados Árabes Unidos.

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Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 13 de Janeiro de 2012 - 19h45min.

Política fragilizada pelo desgaste do tempo. Falta infra-estrutura para continuar levando o país à frente. Este será o principal entrave que deverá dificultar a China de se tornar a maior potência do planeta, ou até mesmo se manter entre elas...

Inicialmente a informação foi publicada pelo "Associated Press" e em seguida compartilhada pelo site "thedailynewsegypt", ambos citaram um funcionário chinês como dizendo na quarta-feira (11). Depois de 20 anos sem pisar na Arábia Saudita, o premier Wen Jiabao deverá voltar ao país no dia 14 e ficar até o dia 19 com objetivo de renovar as relações diplomáticas e acordos bilaterais.

Em um claro ensaio para o que possa acontecer daqui pra frente, o premier foi citado pelas fontes como dizendo:
"A China espera que a independência, soberania e integridade territorial destes países serão respeitados pela comunidade internacional."
Nos mesmos moldes que o ditador Bashar Al-Assad começou seu discurso em Março de 2011 e mantém até os dias de hoje, indo para o 11º mês de revolta popular contra seu governo. Esta inesperada consulta aos grandes líderes árabes, tem muita relação com um possível plano chinês de iniciar uma perseguição massiva contra os ativistas. Uma guerra aberta e esmagadora. Por outro lado, no meio revolucionário, diz-se que "o ano de 2012 será o ano da explosão social" ao passo que desde o fim de 2011 o regime chinês decidiu exigir informações pessoais completas de cada usuário de microblogs para terem direito de acesso, e o governo aumentar o controle sobre os usuários, já que os textos são repletos de limitações.

De acordo com a "Primavera Chinesa" há um grande número de palavras que não podem ser utilizadas e outras que ao serem combinadas podem ser classificadas como "palavras de incitação contra o estado", e imediatamente o computador é rastreado e a polícia bate na porta do usuário para prendê-lo. Estes prisioneiros de consciência têm sido divulgados veemente pelos "Defensores dos Direitos Humanos Chineses" e a revolução chinesa, que por sua vez já é uma realidade.

Esta é uma realidade difícil de se impedir. A omissão do Estado em prestar socorro às grandes massas, a corrupção generalizada e a supressão absoluta de todo o direito, não deixa alternativas a não ser morrer para ser livre. Mesmo sem o influência do Slam, os chineses têm coragem para ações suicidas, principalmente quando chegam ao fundo do poço da humilhação e da desonra.

De acordo com a "beijingspring" que disse hoje que:

Internet na China é controlada por firewalls por unidades de segurança da China nacional. Eles fazem isto utilizando o provedor de Internet. Assim, eles têm "controle rigoroso dos usuários da Internet". Os ativistas dizem ainda que os chineses na web não podem assinar sites internacionais de notícias, bem como acessar a salas de bate-papo e sites políticos. (Obs: As notícias na China em sua maioria esmagadora são produzidas por agências de notícias estatais, por esta razão, a oposição só utiliza blogs e microblogs.)

Com o vocabulário muito limitado os chineses procuram conversar na internet sobre coisas do dia-a-dia. Há muitas palavras bloqueadas, entre elas o "beijingspring" cita os termos [64], [direitos humanos], [Falun Gong], "e assim por diante." De acordo com os ativistas, há pelo menos, dezenas de milhares de agentes de monitoramento da internet e mais de 3 mil municípios têm a Internet sob controle.

Mesmo assim, a população chinesa está decidida a lutar por uma vida melhor, e muito diferente do que pensa o regime chinês, eles estão super atualizados com o mundo exterior. A verdade é que há indícios de que a primavera chinesa deva levar o país a reviver o derramamento de sangue que viveu nos período 500 A.C. na época do General Sun Tzu, ou no período anterior à dinastia Ming, mas desta vez não serão províncias em guerra pela unificação, mas as províncias unificadas contra os abusos do Estado. O que vai dizer se a primavera chinesa será um tsunami sangrento será o Estado. Será que ele atenderá às demandas do povo? Será que distribuirá justiça e direitos para devolver o equilíbrio ao país? Até quando o povo chinês vai continuar vivendo na era de Hittler por força do partido comunista?

A exemplo do que disse aos jornalistas ao falar sobre sua viagem à Arábia Saudita, o primeir-ministro Wen Jiabao deveria tomar para si e influenciar o seu próprio país a buscar  "modelos de desenvolvimento para atender às suas próprias condições nacionais."

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