Na região de Garze, em Sichuan. Logo no primeiro dia do Ano Novo Chinês, 3 manifestantes foram mortos e no dia seguinte a violência continuou deixando pelo menos 40 feridos e elevando número de manifestantes mortos para 5.
De acordo com a ONG "savetibet", que disse que os manifestantes tibetanos abriram as comemorações do Ano Novo Chinês espalhando panfletos que condenam a opressão chinesa e convidam os tibetanos a incendiarem seus próprios corpos em protesto ao domínio chinês no Tibet. O panfleto convida ainda as pessoas a não comemorarem o Ano Novo Chinês em continuidade aos protestos que vem desafiando o regime de ditadura comunista vigente na China. A fonte disse ainda que por força dos folhetos, autoridades chinesas foram levadas a elevar o número de segurança na região, perseguindo duramente a distribuição dos mesmos. A principal proposta tibetana é a rejeição da colonização chinesa e o desejo de independência.
A repressão ganhou força à partir de Março de 2008, quando Dalai Lama expressou suas primeiras impressões sobre a ocupação chinesa, o que resultou na morte à tiros do primeiro jovem tibetano no mesmo mês daquele ano. Só em 2011, Pelo menos 13 monges tibetanos atearam fogo em seus próprios corpos em protestos contra a opressão chinesa, um mal que vem, sendo rejeitado largamente em seus próprios domínios, apesar do esforço de impedir a mensagem de liberdade que vai alcançando um número cada vez maior de asiáticos dia-após-dia.
De acordo com diversas fontes, além dos 5 manifestantes já mortos à tiros, outros manifestantes feridos ainda poderão falecer devido aos graves ferimentos, nas próximas horas ou dias. De acordo com o "savetibet" que acrescentou que muitos temem procurar os hospitais para o atendimento médico, com medo da polícia chinesa.
De acordo com a Rádio Free Ásia que disse que testemunhas contaram que as autoridades chinesas imputaram uma espécie de "Lei Marcial" e que a exemplo dos ocupações que acontecem na Síria, todos os habitantes da região infectada com a revolução tibetana estão em "prisão domiciliar", sendo sujeitos à execução caso decidam sair para a rua. Em um outro artigo, a RFA falou sobre as maiores autoridades religiosas no Tibet destacando: "Monges respeitados sucumbem à tortura", depois que monges que foram presos pela polícia chinesa foram devolvidos aos seus parentes meses após o confinamento em cárcere.
Muitos deles voltaram físicamente deformados ou inválidos, como o alto monge Geshe Tsultrim Gyatso. A autoridade religiosa não resistiu às torturas e faleceu aos 51 anos após 6 meses de prisão sob maus tratos da inteligência chinesa, ficou internado em Dezembro passado com estado de saúde grave, sua morte se deu em 22 de Janeiro em sua casa. A fonte ainda cita as autoridades de Quingai como dizendo que não tiveram qualquer informação a respeito do alto monge detido, e que "não são responsáveis por sua morte".
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| A cultura milenar tibetana ameaçada pela ganância do comunismo chinês. Cortesia sob Creative Commons: "nathan choe" |
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 2012 - 09h56min.
De acordo com a ONG "savetibet", que disse que os manifestantes tibetanos abriram as comemorações do Ano Novo Chinês espalhando panfletos que condenam a opressão chinesa e convidam os tibetanos a incendiarem seus próprios corpos em protesto ao domínio chinês no Tibet. O panfleto convida ainda as pessoas a não comemorarem o Ano Novo Chinês em continuidade aos protestos que vem desafiando o regime de ditadura comunista vigente na China. A fonte disse ainda que por força dos folhetos, autoridades chinesas foram levadas a elevar o número de segurança na região, perseguindo duramente a distribuição dos mesmos. A principal proposta tibetana é a rejeição da colonização chinesa e o desejo de independência.
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| Dalai Lama palestrando em Berlin - Cortesia de "Jan Michael Ihl" Sob Creative Commons. |
De acordo com diversas fontes, além dos 5 manifestantes já mortos à tiros, outros manifestantes feridos ainda poderão falecer devido aos graves ferimentos, nas próximas horas ou dias. De acordo com o "savetibet" que acrescentou que muitos temem procurar os hospitais para o atendimento médico, com medo da polícia chinesa.
Muitos deles voltaram físicamente deformados ou inválidos, como o alto monge Geshe Tsultrim Gyatso. A autoridade religiosa não resistiu às torturas e faleceu aos 51 anos após 6 meses de prisão sob maus tratos da inteligência chinesa, ficou internado em Dezembro passado com estado de saúde grave, sua morte se deu em 22 de Janeiro em sua casa. A fonte ainda cita as autoridades de Quingai como dizendo que não tiveram qualquer informação a respeito do alto monge detido, e que "não são responsáveis por sua morte".
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