quinta-feira, janeiro 19, 2012

Camboja: Guardas particulares atiram contra manifestantes.

A briga asiática é a sempre a mesma: Manifestantes saem às ruas para protestar contra desapropriação e despejo de civis de suas casas por parte do governo, que por sua vez contratou empresa privada de segurança e com carta branca para atirar para matar!

Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 19 de Janeiro de 2012 - 13h09min

A Rádio Free Ásia disse ontem que seguranças particulares à serviço do governo local, fizeram uso de AK47 para metralhar aleatoriamente uma multidão que protestava contra o despejo forçado e apropriação de suas casas e terras. A fonte revelou que um número de pelo menos 6 pessoas ficaram feridas por seguranças privados que subiram no teto de tratores e iniciaram tiroteio com propósito de conter manifestação pelo direito de moradia.

A denúncia de grupos e ativistas de direitos humanos é ainda mais inusitada. Segundo a fonte eles acusam o governo de permitir que soldados das forças armadas sejam contratados pelas empresas privadas. A disputa de terras que acontece no distrito de Snoul Kratie, na vila de Ouch Oun. A "RFA" revelou que a companhia TTY Security Co. é a empresa responsável pelo fuzilamento de populares na ocasião.

A exemplo da China, na região disputada há uma plantação de mandioca e castanha de caju e agricultores vêm sendo cada vez mais atacados por fortes esquemas de venda ilegal de terras, por parte de autoridades asiáticas em esquemas com multinacionais ocidentais e construtoras locais.
Pelo menos 4 homens e 2 mulheres ficaram feridas pelos tiros, de acordo com a RFA citando a ONG cambojana LICADHO.


 Outra ONG, a Adhoc, citada pela RFA como dizendo que das 6 vítimas, duas ficaram gravemente feridas. Infelizmente o objetivo das autoridades foi atingido, que era a limpeza da propriedade, destruindo as plantações por completo (justamente numa época em que a crise alimentar parece ameaçar a estabilidade mundial nos próximos anos).

Os protestos continuaram depois após o tiroteio, disse a RFA, informando que os populares decidiram bloquear as estradas até que o governo suspenda a desapropriação das terras.

"Estamos apelando ao governo para retirar a licença de concessão da empresa com base na oposição popular ", disse um morador RFA por telefone.

A fonte contou que as autoridades prometeram indenizar as vítimas dizendo que irão conversar a respeito "mais tarde". Espera-se que as vítimas sejam atendidas e que tenham devido tratamento médico,segundo prometeram as autoridades, assim que foram encaminhadas para um hospital.

De acordo com a RFA, Sarin o administrador da empresa TTY, é conselheiro-chefe do comando militar do Camboja. "coincidência". Outra coincidência citando o blog "ki-media" que disse que Sarin não fez qualquer declaração. Apenas disse que na ocasião estava em uma missão em Preah Vihear. Segundo esta nova fonte, os atiradores teriam "fugido" após o incidente.

Vivendo um estilo de vida milenar, as aldeias asiáticas estão sendo devastadas massivamente no continente asiático pela ambição humana e a tentativa desenfreada do governo chinês de tornar seu país a maior potência do planeta. Para este fim, o sacrifício dos recursos naturais, bem como da população rural, tem sido o meio mais rápido para atingir as metas a "curto prazo"...

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