segunda-feira, janeiro 09, 2012

Amuda: O drama da comunidade curda na Síria

Uma história complicada e difícil de se resolver sem um esforço comum, a comunidade curda já sofreu todo o tipo de barbárie e privação possível. Da limpeza étnica à perseguição internacional. Isolados em pequenas regiões entre Irã, Síria, Turquia, Romênia e Iraque, os curdos lutam pelo direito de cidadania e liberdade cultural.

Cortesia: Yekiti Med
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 09 de Janeiro de 2012 - 12h08min.

Amouda: Síria: O povo curdo tem, sobrevivido de modo triste. A tribo que era numerosa e ocupava parte do Oriente Médio. Estranhamente a origem do povo curdo se mantém historicamente inexplicada. Alguns acreditam que tenham surgido a partir dos medos com referência registrada perto de 1446.

Na Síria, o país da opressão, os sobreviventes vivem um proibição militar de falar em sua própria língua. Como se não fosse suficiente, o regime sírio lhes nega o direito à cidadania e mesmo de serem reconhecidos como uma civilização antiga denominada curda.

Dizimados e rejeitados os curdos espalhados em todo planeta lutam para viver uma vida digna, enquanto são privados de passado, e de viver suas próprias vidas. Frustrados por não encontrar meios de assumir sua própria identidade o povo curdo na Síria luta pelos direitos das demais tribos enquanto que sua própria existência lhes permanece sendo negada pelo regime de Al-Assad.

Isolados e sem direito de expressão linguística e cultural, Amouda é um "lugar qualquer em lugar nenhum" aonde vivem milhares de "ninguém". Para sepultar de vez sua história, seus bairros, ruas, praças e aldeias são batizadas com nomes árabes e suas vidas são marcadas pela injustiça econômica. O povo de Amouda, que não quer permanecer calado, acredita na força da manifestação pacífica e por suas ruas marcham dias e noites, clamando pelo direito ao reconhecimento de sua própria origem, história, e existência.

Cortesia: Yekiti Med
O "Movimento Curdo pela Identidade" iniciou em 2004 e foi recebido com grande repressão nas regiões curdas de Damasco e Aleppo. Este evento ficou conhecido como "A Revolta Qamishli", violentamente reprimido pelo partido Ba'ath, resultando em terrível derramamento de sangue e dispersão de massa.

Os mais de 1.9 milhões de curdos representam a maior comunidade minoritária étnica no país e 15% da população síria concentrada no Norte, Nordeste da Síria, ainda em Damasco e Aleppo. O "syrianswa.org"  conta que no período Hafez Assad a população curda tinha mais liberdades, até que no regime de Bashar a repressão tomou ligar e a constituição ganhou uma série de emendas que suprimiam aos curdos o direito de qualquer tipo de manifestação de sua cultura e idioma. Até mesmo escritores que publicaram livros na língua curda foram condenados a 5 anos de prisão, a exemplo de Habib Hibraim. Cantar ou ensinar uma canção curda até 2005 era um risco de prisão e possivelmente de pesadas torturas... Especialistas atribuem a péssima situação humanitária dos curdos a esta total supressão de seus direitos, elevando a insegurança e a angústia social a níveis extremos.

Referência: http://syrianswa.org/node/164  Agradecimento à comunidade curda Yekiti Med pelo suporte e fornecimento de conteúdo.

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