quinta-feira, dezembro 01, 2011

SOS SÍRIA: Soldados querem matar povo de frio nas aldeias.

Um grito desesperado recebido de ativistas internacionais em contato com o povo sírio que disse que todas as aldeias sírias estão sitiadas e em meio ao inverno suas roupas, cobertores e outros tecidos estão sendo confiscados pelos soldados que aguardam que morram de frio, numa época em que a temperatura é negativa. Adultos estão usando seus corpos para aquecer os filhos.

Rankous é uma das cidades rurais varridas pelo exército sírio.
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 01 de Dezembro de 2011 - 20h01min.
Atualização - 21h38min 

Ativistas em pânico pedem às autoridades que corram em socorro do povo sírio, após novas investidas do regime de Al-Assad para executar o povo sem alarde. Eles estão usando o poderio bélico para impedir que a população tenha acesso a alimentos, água, eletricidade, gás de cozinha, óleo diesel, roupas, cobertores e até suas terras e casas são confiscadas ou completamente inutilizadas.

20h11min - Em Homs há 17 minutos o Exército Livre informou que um violento combate está acontecendo na Escola Superior de Guerra, depois de uma invasão iniciada pelos dissidentes. A fonte disse que mais de 20 tanques, 13 ônibus e 22 carros transportando "Shabiha" e "Chihh" (este último é uma espécie de polícia civil). A confusão é completa agora com dezenas de mortos inclusive oficiais, a chegada de pelo menos 13 ambulâncias e um carro do Corpo de Bombeiros para apagar o incêndio que se iniciou no prédio do Colégio Militar. Há também um grande número de deserções e a batalha tem se estendido por uma horticultura indo em direção à mata densa.

No local há relatos de uso de pesada artilharia, com uso de metralhadora do tipo ATR e sons de violentas explosões.

Declaração do Coronel Ahmed Hijazi, que disse que a queda do regime de Bashar Al-Assad "dura o tempo de virar uma esquina", que disse que todos os que estiverem, no lado do sistema serão mortos, pois não haverá mais desculpas diante de tão claras verdades. Ele pediu que todos que recebessem esta mensagem, conversassem com seus parentes que estiverem ao lado de Bashar para desistirem o quanto antes, porque o tempo está se esgotando e "a morte chegará tanto para o regime quanto para seus seguidores."

Acontecimentos em Rankous

Nesta semana foi noticiado uma gigantesca invasão do exército sírio e das forças de seguranças na cidade de Rankous, despejando pesado bombardeio sobre a região para destruir tudo o que fosse possível.



Um grito desesperado de socorro se pode ouvir dos moradores da cidade:


"URGENTE: Rankous - Rif Damasco na segunda-feira 2011/11/28
forte bombardeio indiscriminado no lado leste da cidade ao lado da fazenda "Crish" e demolição de muitas casas usando foguetes e metralhadoras Dushka 500
e relatou a queda dos feridos e vários mortos."


Mas a chegada do Exército Livre virou a situação e há informações que os combates noturnos de ontem resultaram na morte de 208 agentes "Cbihh" pelos dissidentes, que segundo os rebeldes contam, ordens secretas foram enviadas para que recuassem imediatamente, depois que a situação fugiu ao controle sírio.
Há sinais de que civis se uniram ao exército livre para expulsar o exército sírio da região.


Ainda hoje o povo lamenta o grau de destruição e de mortes. Haviam corpos espalhados pelas ruas que não podiam ser recolhidos por causa do bombardeio e da opressão dos soldados sírios durante vários dias. 13 civis mortos e muitos feridos. "Sangue e destruição" castigo coletivo implementado pelo regime sírio de Bashar Al-Assad. Quanto mais anúncios são feitos contra ele, maiores são as consequências que o povo sírio tem sofrido. Estes ataques são em resposta às sanções internacionais, especialmente da Liga Árabe, Conselho do Golfo, Turquia, União Européia, Estados Unidos e Nações Unidas. Novos anúncios serão respondidos com maiores intensidades de crueldades, e por último o Kuwait tem chamado seu povo de volta.

Al-Assad  e sua corja não podem ser parados por força externa mesmo?


21h38min - Há relatos que só poderão ser confirmados ao final do conflito de que em Canto do Monte os dissidentes encontraram um número de valas comuns que guardam os corpos de uma multidão gigantesca de pessoas mortas pelo falecido ditador Hafez Al-Assad (pai do atual presidente sírio).
Segundo as fontes, o número real de mortos na ocasião varia entre 40 e 45 mil civis praticamente da cidade de Homs, que era a capítal da tentativa de revolução em 1982. A fontes disseram que no Canto do Monte (justamente onde o Brigadeiro Maher Al-Assad montou sua nova base militar) abriga milhares de ossadas nas valas comuns.

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