sábado, dezembro 24, 2011

Síria transfere 560 presos para um laboratório militar; O Massacre de Idlib.

A corrida para maquiar o país das tragédias que tem vivido chega a parecer coisa de criança. Mas as Nações Unidas precisam desconfiar de cada resultado apresentado pelo regime, se quiser proteger a população síria. Um natal banhado em sangue, justamente a data mais sagrada para as famílias locais. Há vídeos no youtube com 80 a 90 corpos de manifestantes numa mesquita em Kafr Owaid, aldeia de Idlib.

Oração - As últimas mortes em Baba Amir 24/12/2011
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 24 de Dezembro de 2011 - 08h52min.
Atualização: 18h45min.

Ativistas de Homs disseram que 560 presos foram transferidos da Prisão Central e estão sendo transferidos para uma base militar, aonde funciona um laboratório. Os ativistas pedem que as áreas militares sejam revistadas pelos "observadores". O ativista dos Direitos Humanos que usa o apelido "Abo Abdo" enviou um pedido urgente para que as autoridades procurem visitar o bairro de Baba Amir na cidade de Homs, se possível neste exato momento. Uma situação catastrófica. O regime sírio está se aproveitando do evento festivo de importância mundial e dos recessos no judiciário para cometer os crimes com o máximo de liberdade e impunidade, na ausência das autoridades internacionais e principalmente com o aval da Liga Árabe.


Os crimes do regime sírio estão ficando cada vez mais visíveis, volumosos e hediondos. Neste Sábado, forças de segurança tem escavado os túmulos de manifestantes em Baba Amir em Homs.


Liga Árabe - Observadores

Uma investigação profunda realizada pela ONG Enough Project revelou que a liga árabe está agindo de forma muito suspeita, no mínimo curiosa. Os excessos de prazos cedidos a Bashar Al-Assad já levantavam desconfiança, e a insistência na implantação de Observadores, já que o prazo estourado há mais de 30 dias, exigia novas opções, mas a Liga se manteve presa no protocolo dos Observadores, que a população síria chamou de "Protocolo da Morte" como tema para as manifestações nacionais do dia de ontem (Sexta).

Desconfiança agora a revolução síria tem de sobra com relação às reais intenções do Conselho de Ministros, que parece tentar achar um fim pacífico para Bashar Al-Assad, e não para a violenta crise que varre o país.

A grande descoberta da Enough Project está ligada ao Chefe da primeira leva de Observadores, "o profissional de segurança, o sudanês Mohamed Al-Geral Dhabi, um veterano do serviço de inteligência."  Para quem não conhece o primeiro pensamento é que ele será um instrumento valioso no detalhamento dos fatos na República Árabe da Síria, mas o relatório continua:


Este homem sexagenário, é um confidente do presidente Omar al-Bashir, que é suposto para parar as prisões e assassinatos de opositores sírios, esteve envolvido, ele próprio, na guerra civil entre o norte e o sul do Sudão e no conflito em Darfur,no qual o Sr. Bashir, é acusado de "genocídio", tem um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI).

O relatório divulgado pela ativista Isabelle Prax, extraído de uma reportagem publicada pelo Le Monde que não encontramos, mas que atesta que o próprio General Mohammed Dhabi é acusado de crimes contra a humanidade no Sudão, disse a Enough Project especializada em Direitos Humanos no continente africano.

"Mas o general Al-Dhabi, promovido a chefe da inteligência militar após o golpe de Bashir em 1989, realizou numerosas missões em conexão com esta região.  A milícia pessoal ele colocou para este fim, composta exclusivamente por árabes, é considerado como um dos precursores da Janjaweed, pró escravidão, gangs armadas, que espalharam terror em Darfur."
"Milhares de Masalit foram mortos e dezenas de milhares foram forçados a fugir", escreve W. Daly. Em seu livro de referência sobre a história do Darfur (Darfur Sorrow, Cambridge University Press, 2007), American acadêmica MW Daly explica como isso ajudou a oficial superior para reprimir a rebelião do grupo Masalit étnica em Darfur Ocidental ."....

 Video: Novas massivas deserções


Enquanto isto, uma pesquisa mais aprofundada realizada pela ONG Avaaz, segundo a Aljazeera Árabe eleva para mais de 6200 o número de mortes na síria. Na verdade, como já dissemos antes aqui, que mais de 5300 mortos haviam sido indentificados pelo Avaaz nos meados de 2011. Como ao crescente número de mortes diárias, provocados pela cumplicidade da Liga Árabe, e a determinação de exterminar a todos os Ativistas e soldados desertores, além de manifestantes e simpatizantes da revolução, a situação realmente fica fora de controle.

Artigo em Destaque

EDITORIAL - O Brasil é perfeito para quem não teme o trabalho honesto

Temos que combater os esforços da mídia paga, que visa fazer as pessoas amarem mais o mal que o bem. Se você concorda leia, comente e compa...

Leia também: