terça-feira, dezembro 06, 2011

Síria: Cerca de 50 mortes nesta segunda-feira e 66 corpos achados em Homs em 05/Dez/2011

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos reuniu um relatório que confirma a morte de 50 pessoas durante a perseguição do povo sírio pelo presidente Bashar Alassad. O site "alittihad" disse nesta Terça que o número de corpos de maioria de civis encontrados só em Homs foi 66. A fonte disse que há denúncia de sequestros de manifestantes na região, o que pode explicar o surgimento de tantos corpos de uma vez. A crescente violência tem alcançado níveis de crueldade jamais imaginada e o exército tem triplicado suas tropas e invadido cidades com gigantesco contingente.

Snapshot -  "freedomessenger"
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 06 de Dezembro de 2011 - 06h01min.
Atualizado às 08h25min.

Longe da mídia o presidente Bashar Al-Assad decidiu incrementar o massacre contra todas as cidades, aldeias e vilas da Síria, enquanto ilude a Liga Árabe fingindo que não entende o texto ou as exigências encontradas nas resoluções do Conselho de Ministros. Esta ida e volta de documentos demandam dias e dias que atrasam as negociações, aumentam as discussões enquanto por exemplo ontem, enquanto o professor anunciou que a Síria vai assinar o acordo para a implantação de observadores, pelo menos 10.000 soldados do regime foram vistos pelo Exército Livre no entorno de Homs para iniciar um dos mais impensados massacres.

Atualização: 08h25 o site "daralhayat" acabou de informar que o professor Walid disse que as exigências da Liga Árabe para a implementação dos Observadores "são inéditas" e que ele "nunca ouviu falar antes". Segundo a fonte cita o ministro sírio como dizendo que "a Síria tinha intenção de assinar o acordo mas estas exigências são impensáveis..." Mais uma prova de que está fazendo o conselho de fantoche e suas intenções não são verdadeiras quando afirmam estar "muito animados para a implementação do plano árabe para a solução da crise síria."

Video: Gigante manobra síria sendo preparada contra a cidade de Aleppo, que está isolada e não conta com dissidentes. A cidade está tentando formar seu exército de civis, mas a julgar por esta nova incursão, eles serão esmagados, se Deus não os ajudar... Quem mais?


Diga-se de passagem, a nova estratégia da Síria consiste em enviar mais soldados que o número de habitantes em cada região sitiada e assaltada. Com esta nova e dura realidade, o Exército Livre precisa se recompor e arregimentar novos lutadores ou torcer para os 10 Mil novos soldados recrutados pela Síria não resistam e passem para o lado rebelde. A Revolução Síria informou há 30 minutos que cerca de 60 tanques e 50 caminhões transportando soldados e forças de segurança foram vistos passando por Damasco em direção à cidade de Homs.

Para tentar conter o massacre em Homs, os Soldados dissidentes vão tentar missões suicidas, enquanto nas cidades sírias cresce a proposta da formação de um exército popular para resistir aos ataques vorazes do exército sírio e das forças de segurança.

Video: Em Daraa, foi registrada a chegada de novos reforços do exército sírio também.


O Batalhão Ala-Mail do Exército Livre disse que em Hama houve divisão no vigésima-Azady Shayzar do exército sírio resultando num violento confronto entre os dois lados. Dois tanques foram destruídos e os rebeldes escaparam bem.

Video: A primeira manifestação síria realizada pelo Exército Livre em 25 de Outubro de 2011.



Internacional

A população síria tem culpado a Liga Árabe pelo atual nível de massacre no país, e sua completa inércia para impedir as descaradas e desmascaradas ações terroristas do regime de Assad contra a população.

De acordo com várias agências árabes, citando o "Daralhayat", o Hamas tem anunciado sua redução nas operações do Hezbollah em todos os seus fronts, incusive na Síria. Mas outra fonte, o site iraniano de oposição "freedomessenger" Disse que o Irã ameaçou ou alertou ao Hezbollah que se reduzisse suas ações na Síria, que cortaria a ajuda financeira enviada por Theerã. A "aljazeera" disse que o Hamas/Hesbollah quer transferir a sede em Damasco para se desligar do regime Sírio em seu profundo isolamento comercial.

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