sábado, dezembro 10, 2011

Marrocos: 7 pessoas se incendiaram em protestos contra opressão policial em 2011.

Sexta 09/12/2011, as autoridades marroquinas informaram a morte do camelô Muhammed Suleiman no hospital Rushd em Casablanca, depois de ter incinerado seu próprio corpo em protesto pela pesada opressão policial.

Movimento de 20 de Fevereiro - Marrocos - 20 حركة فبراير
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 10 de Dezembro de 2011 - 14h23min.
Atualização: 15h51min

O mundo árabe tem estado no limite da resistência, no tocante a pesada repressão que recebes de seu governos. Arbitrários executam leis e condenações praticamente sem que o acusado tenha direito à defesa.
A exemplo da Tunísia que em janeiro um camelô teve suas mercadorias tomadas pelas forças de segurança se viu sem outra alternativa para sustentar seus 4 filhos e mulher. incendiou seu próprio corpo diante do palácio da justiça, para protestar contra o abuso de poder e a falta de investimento do governo no nivelamento econômico da população do país.

Ontem, as autoridades marroquinas informaram a morte do camelô Muhammed Suleiman no hospital Rushd em Casablanca, depois de ter incinerado seu próprio corpo em protesto pela pesada opressão policial.

De acordo com o "Movimento 20 de Fevereiro", que representa a revolução popular de Marrocos, o rapaz  vendia gasolina contrabandeada (uma atividade comum no país), e se viu pressionado pela polícia que ameaçou tirar-lhe sua mercadoria caso não pagasse uma pequena "taxa".

Outra referência é o site "lakome" que disse que o rapaz se viu pressionado e revoltado, jogou sua gasolina sobre seu corpo enquanto discutia com o policial que ameaçava confiscar a gasolina proibida, até que ateou fogo. De acordo com as fontes o rapaz morreu nesta sexta-feira dia 09 de Dezembro por causa dos ferimentos, apesar de receber atendimento médico, não resistiu.

"Para não esquecer os nossos mártires: o túmulo de um martir do movimento,
Kamal al-Hassani, 20 de fevereiro"
Crise nacional

De acordo com o Movimento 20 de Fevereiro, um movimento popular de oposição ao atual regime marroquino, mesmo depois das últimas eleições, que aliás foram consideradas "um sucesso", este já é o 7º incidente no país. Todos estes desesperados cidadãos, incineraram seus próprios corpos depois de não encontrarem mais nenhum apoio na justiça ou na sociedade, ou de considerarem que, mediante á força policial,  ninguém mais se importaria de ouvir seus problemas.

A média dos suicidas tem sido entre 20 e 32 anos. Entre estes, há uma jovem de 20. Enquanto a população busca chamar a atenção das autoridades para suas necessidades, apenas os ricos melhoram de vida e o povo vive mais e mais sem direitos. Uma crise que se agrava e os aparentes esforços para aliviar o sofrimento do povo marroquino não tem sido suficientemente aplicados, é o que descreve o "Movimento 20 de Fevereiro". De acordo com depoimentos de membros do movimento, a maioria dos suicídios vieram em consequência de pesada repressão policial e abuso de poder. Há casos como o de Kamal Amri, que foi morto pelo sistema, de forma que parecesse suicídio pelo fogo.

A lista de mártires cedida pelo ativista político Ratoune Mourade da organização popular marroquina do "Movimento de Jovens 20 de Fevereiro": 

Mortes por suicídio
  1. Nabil Jaffar, 19
  2. Judge Emad, 18
  3. Bnkaddor horse, 25
  4. Salmi beauty, 24
  5. Samir Albuazawa, 17
  6. Fadwa Laroui, 20
  7. Karim Shayeb, 21
  8. Kamal Al-Amari, 30
Mortes por Forças de Segurança.
  1. Hamid Alknona, 26
  2. Bodroh Mohammed
  3. Kamal al-Hassani, 28

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