quarta-feira, dezembro 07, 2011

VIDEO: Al-Assad nega responsabilidade pela violência das Forças Sírias.

A Jornalista Bárbara Walters citou um trecho da fala de Al-Assad a jornalistas numa coletiva de imprensa no Ministério de Relações Exteriores que provocou um rebuliço mundial seguido de grande repulsa. O comentário que citava o presidente sírio como dizendo: "Eu sou presidente, não sou dono do país" e  "Eu não tenho controle sobre as forças". ASSISTA


ASSISTA A ENTREVISTA A SEGUIR:
Por Saulo Valley, Rio de Janeiro, 07 de Dezembro de 2011 - 07h27min.
Atualização: 08 de Dezembro de 2011 - 15h53min.


Durante a entrevista percebe-se que a jornalista abaixa as mãos, como quem desistindo de entrevistar o ditador. Ela simplesmente abandonou o rascunho e foi se sentindo "levemente" irada. Pode-se perceber estas reações na forma como sua pele vibra e como ela desmonta a postura logo assim que Al-Assad nega sua responsabilidade pelos massacres.




Quando questionado sobre a violência brutal em seu país, que de acordo com as atualizações das Nações Unidas resultaram em "para mais de 4 Mil mortes" assim anunciado pela porta-voz das Nações Unidas para os Direitos Humanos Navi Pilay, Al Assad respondeu:

"Há uma diferença entre ter uma política para reprimir e entre ter alguns erros cometidos por alguns funcionários. Há uma grande diferença."
Exército Sírio: reforço militar segundo para Idlib 06/12/2011.



Corpo de um soldado dissidente torturado, executado e jogado no lixo
pelas forças de segurança em Palmyra/Homs - Snapshot 07/12/2011

Video: Para responder a esta duvidosa resposta, a Aljazeera esteve com o soldados dissidentes que disseram qual era o motivo da volumosa rebelião no seio do exército:


Video: Maher Assad (irmão de Bashar) é o atirador de jaqueta de couro que dispara contra os manifestantes, talvez como Brigadeiro e comandante da 4ª Brigada, ele possa ser responsabilizado... "se estiver vivo."





Estas declarações do presidente sírio provocaram indignação não só no meio da imprensa internacional,  como em Washington. Autoridades políticas, presidente e a secretária Hillary Clinton repudiaram as declarações de Bashar. O repórter Charles Keyes da CNN revelou que o Departamento de Estado dos Estados Unidos consideraram as declarações revelados como "ridículas".

Neste meio-tempo a América decidiu enviar seu embaixador Robert Ford de volta para a Síria depois de 6 semanas fora de seu ambiente de trabalho, por questões de segurança pessoal. A ABC e a AP confirmam.

Barbara Walters comenta sobre os acontecimentos nos bastidores antes e depois da entrevista com Al-Assad:


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