sexta-feira, novembro 25, 2011

Síria: Reino chama de volta a todos os sauditas e que evitem o país

A crise na Síria parece estar longe de se resolver. A retirada de Saleh do poder tem inspirado os conselhos a proporem as mesmas soluções praticadas no Iémen, mas Liga Árabe reclama que  governo sírio deixa todas as perguntas sem respostas. Ontem pelo menos 33 pessoas morreram na mais violenta repressão já vista no mundo árabe.

Sexta do "O Exérctio Livre me Protege" - 26-11-11
Por Saulo Valley -Rio de Janeiro, 25 de Novembro de 2011 - 10h01min.

A estratégia - Ganhar tempo é o grande truque de Al-Assad para executar a oposição até que não haja mais ninguém com coragem para reclamar seus direitos. Isto é bem claro, sempre foi claro e já denunciamos aqui inúmeras vezes, através da publicação de documentos vazados da inteligência síria.

Enquanto ele segue mantendo o mesmo plano nas mesmas diretrizes que foram descobertas e reveladas em Maio deste ano, as autoridades agem como se não fossem capazes de acreditar nestas verdades. procuram o caminho mais longo e incerto. Dar mais tempo para que ele decida por entregar-se à justiça, o que infelizmente não ocorrerá. Saleh também não teria se entregado não fosse os graves ferimentos que sofreu no atentado à bomba colocada em seu carro ainda dentro do palácio.

Assad é o mais jovem dos ditadores, goza de perfeita saúde, ambição e frieza. É metódico, detalhista, previsível e matemático. Enquanto os líderes árabes (com todo o respeito) se  mostram confusos, indecisos e imprecisos.

"Faça o que fizer a sua vez está chegando!" 
Saturação árabe

Arábia Saudita

O site árabe "Aleqt" mencionou o Príncipe Saudi Al-Faisal com alertando aos sauditas que estão na Síria que deixem o país imediatamente e que os que estão fora, que evitem viajar para aquelas terras. Sinais de mais uma sequência de sanções e intervalo nas relações entre os dois países.

A Arábia Saudita se mostra impaciente com a situação da Síria enquanto precisa aguardar a fechamento das negociações entre o regime Assad e a Liga Árabe, que parece querer ceder às exigências de Al-Assad para forçar o fim do massacre de civis.

Por outro lado a Liga reclama de que todas as tomadas de decisões dependem de aprovação do regime sírio, que por sua vez deixa as respostas sempre para depois ou simplesmente não responde, causando um proposital entrave no processo.

Turquia

Neste mesmo nível de stress o site árabe "elaph" citou o ministro das relações exteriores turco Davutoglu que em uma conferência de imprensa em Istambul alertou à Síria para a "última chance" de impedir uma intervenção internacional, para isto seria necessário de o regime sírio aceitasse o plano imposto e acordado anteriormente com a Liga Árabe pela implantação de observadores internacionais no país, é claro que se aceitar estará produzindo provas contra si mesmo, porque sabe que é o único terrorista e todas as gangues armadas no país estão à seu serviço.

De acordo com o "elaph" o Ministro Davutoglu disse que a Síria deveria aproveitar esta oportunidade, enquanto a fonte cita que o vice-primeiro Ministro Bullent Arinc repudiou qualquer suposição de uma intervenção militar na Síria por parte da Turquia.

Curiosamente o "aleqt" citando a Reuters que se referiu a outro momento do mesmo discurso de Davutoglu em Istambul como dizendo que a Turquia está disposta a colaborar com a Liga Árabe para solucionar a situação da Síria em proteção da vida dos civis.

Liga Árabe

Esgotada, a Liga Árabe deu um prazo de 24 horas para que a Síria responda à solicitação do Conselho de Ministros sobre a implantação de observadores internacionais no país, para evitar sanções árabes na área econômica, congelamento de bens e política. Apesar da Síria ter selado o acordo com a Liga Árabe para a entrada dos observadores no dia 02 de Novembro, ela não deu continuidade aos procedimentos.

União Européia

Já a União Européia teve um plano sugerido pela França. O ministro das Relações Exteriores Allain Joupé sugeriu que fosse aberto um corredor humanitário mesmo sem o consentimento da Síria. O site "nytimes" citou este plano como a proposta de intervenção internacional mais ousada até agora.

Síria

Correndo contra o tempo Al-Assad tem ido buscar apoio na Coréia democrática, que por sua vez havia se mantido à parte até agora. No site da agência de notícias estatal SANA, o governo sírio busca apoio internacional para as ações do exército sírio, como sendo algo de extrema importância para a soberania nacional da Síria.

Em uma matéria montada para comprovar a existência de ação terrorista no país, o regime sírio acaba revelando um de seus crimes em Daraa. Por causa do corte de energia, por esforço próprio as pessoas têm conseguido contrabandear geradores para manter hospitais em funcionamento ou pequenas freezers, geralmente utilizados para manter os corpos dos mártires na batalha pela libertação do país. è nesta hora que a "sana" afirma: 
"Em Daraa e seus arredores foram descobertos. Pequenos motores para geração de eletricidade também foram apreendidos."
O site "Channel4" realizou uma reportagem secreta durante uma incursão do Exército Livre, o exército formado à partir de desertores do exército regular sírio para defender os manifestantes dos violentos massacres e para defende a si mesmos, uma vez que qualquer que se negue a matar civis é executado pelo regime. O objetivo da reportagem era descobrir se as ações de combate contra o exército regular seriam mesmo provocadas por grupos terroristas ou pelo Exército Livre.

Eles acompanharam o Exército Livre, conversaram com generais, oficiais e voltaram com muitas informações importantes. Segundo o Channel 4 "A guerra civil na Síria já começou."


Lista dos nomes de 26 dos 33 mártires nesta quinta (25-11)

  1. Mohammed Darwish / Homs - Rastan 
  2. Walid Darwish / Homs - Rastan 
  3. Zoubi / Homs - Rastan 
  4. Mohammed Bahbouh / Homs - Rastan 
  5. Yasser Dali / Homs - Rastan 
  6. Ayatollah Diop / Homs - Rastan 
  7. Safwan Diop / Homs - Rastan 
  8. Imad / Homs - Rastan 
  9. Mohammed Obaid / Homs - Rastan 
  10. Shaheed Muhammad arroz / Homs - Rastan 
  11. Ramez Khatib / Homs - Rastan / feridas afetados 
  12. Shaheed Muhammad Keziz / Homs - Rastan
  13. Hussein / Homs - Khalidiya 
  14. Hajj Ghazi Ward Barhom / 44 in / Homs 
  15. Ahmed Daham Turkawi / Homs - Rastan 
  16. Abdul Almhemen profunda Paddy / 22 anos / Homs - Bayada 
  17. Nfelh Faisal dervixe / 20 anos / Homs - Bayada 
  18. Bashar Masri / 26 anos / Homs Tel Dahab / martirizado em Tldo 
  19. Zafar Shahid / Homs - Lions Gate / suas chagas 
  20. Maher Khatib / 22 anos / Homs - Tlklkh 
  21. Sargento Samer Yahya Mousa / Homs - Hula 
  22. Maaz Shahid Abdul-Karim Faris / 44 in / Homs - Hula - Kvrllagha / sob tortura 
  23. Firas Al Rifai Radwan / Homs - a porta destruída / seqüestrado e morto 
  24. Shaheed Mohamed Moussa Hamza / 15 anos / Homs - curto / o carro pedal Cbihh 
  25. Hamza Abu Musa Zaid / escudo - Lidar 
  26. Rasha Mostafa dimensionamento / Hama / Qalamoun estudante da Universidade citados após um incêndio na universidade.

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