sexta-feira, novembro 18, 2011

Síria: Novos prazos representam novas escaladas de massacres.

O povo sírio enfrenta desafios cada vez maiores. Quanto mais prazos são concedidos ao presidente sírio Bashar Al-Assad, maior é a fúria dos ataques contra a população de seu próprio país. Uma perseguição descontrolada, intencional e insana. 11 mortos hoje. 15 ontem.

Cortesia: Nós todos somos feitos do herói Hussein Hermosh 
Por Saulo Valley -Rio de Janeiro,  18 de Novembro de 2011 - 12h31min.
Atualizado as 13h38

Enquanto a Liga Árabe aguarda o cumprimento das tarefas impostas a Bashar Al-Assad e sua cúpula de governo, a única atividade perceptível em 36 horas é o aumento do número de mortos e de ataques armados contra populares manifestantes. Também cresceu o número de deserções e a quantidade de áreas de confronto entre o exército regular e os dissidentes que se unem ao Exército Livre.


Este último tem crescido de forma assustadora nas últimas 2 semanas revelando o elevado grau de reprovação das políticas de governo de Bashar Al-Assad e do Partido Ba'ath no poder.


Mais que provado que Bashar Alassad não tem nem nunca teve qualquer capacidade para governar. Suas ações e reações demonstram que seu equilíbrio mental é visívelmente abaixo do normal. Uma tragédia sem precedentes tem sido este governo e quanto mais tempo no poder mais se delicia com as mortes humanas.

Um monstro.

Video: Dissidentes destroem mais um blindado sírio.


Irmandade Muçulmana

Uma nova discussão vem surgindo à medida que Al-Assad vai se despedindo do cargo de presidente:
A Irmandade Muçulmana tem se mostrado e há 3 dias decidiu sair de seu esconderijo depois de ter sido perseguida por quase uma década. Apesar do povo da Síria rejeitar um governo islâmico, a Irmandade tem se mostrado como se estivesse no controle da revolução popular síria. Hoje ela esteve em peso na Líbia realizando um conferência. Segundo a Reuters  depois de várias décadas longe dos holofotes, a Irmandade Islâmica fala em "reconstrução".

A Agência de notícias Reuters disse hoje que há muitos que acreditam que este é um sinal de que a Irmandade tentará disputar o poder com os partidos seculares. Como já se pode perceber, a história da Líbia não é nada parecida coma história da Síria. Definitivamente estes países não são gêmeos. No primeiro discurso de retomada do controle do país, o líder do governo transitório informou que a constituição líbia seria com base nas leis islâmicas, o que foi recebido com grande comemoração popular. Por outro lado, o povo da síria compartilha a ideia de um governo livre do controle de leis religiosas e quer seguir o exemplo da Turquia e dos países europeus, visando um sistema de governo secular além de democrático.

Ontem a Irmandade Muçulmana discursou dizendo que é à favor de uma intervenção militar por parte da Turquia para a proteção dos civis sírios, mas a Turquia informou que não tomará qualquer atitude militar sem um consenso internacional liderado pelas Nações Unidas. Mesmo assim, fica registrado que o Irmandade Muçulmana que está agora retornando das sombras do isolamento tem buscado assumir a liderança dos movimentos populares.

A certeza de que estas tentativas fracassarão está no fato de que a revolução síria é liderada pelos jovens. O Egito está experimentando seus primeiros passos rumo à libertação e a história de Alia Magda Mehdi
é só uma pequena amostra de que as pessoas começarão a testar os limites desta liberdade adquirida com a queda das ditaduras em seu países. Com certeza não desejarão voltar ao passado.

Mas há quem insista em dizer que se Al-Assad for derrubado a Síria se tornará um regime islâmico e aliada à Jordânia e ao Egito ofereceriam um grande perigo para Israel. Percebe-se que os ditadoras têm se apoiado em ameaças sempre apontadas para o Oriente Médio e sua estabilidade. Um flerte que não cola mais, porque há interesse de todos nesta estabilidade. A Síria, ao contrário do que Al-Assad diz, não pode ser a base de sustentação do Meio Oeste. É apenas parte dele e sua instabilidade por si só, jamais comprometerá a região, até porque cada país ou reino buscará garantir seu próprio equilíbrio sabendo que o regime sírio perdeu total credibilidade e legitimidade.

Documentário sírio sobre a reação do regime contra as manifestações populares.

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