sábado, novembro 26, 2011

Síria responde à Liga Árabe com críticas ao plano de "Observadores" - Atualizações

Negociações nos bastidores para a formalização de uma intervenção militar na Síria está mais que confirmada depois que a Liga Árabe pediu à França e a Grã-bretanha para assumirem a coordenação das novas ações lideradas pelo comunidade internacional, em especial as Nações Unidas.


"EXÉRCITO DO LIVRE SÍRIO
Por Saulo Valley - Rio de Janeiro, 26 de Novembro de 2011 - 18h19min

As missões estão sendo distribuídas para cada país de acordo com sua especialidade e recursos. esta infra-estrutura é muito além do que a Russia, a China e o Iran possam confrontar juntos. Coordenações de diversos Serviços de inteligência trabalhando em conjunto para assegurar que países que vivem ameaçando sejam desarticulados ao tentarem interferir contra as ações da NATO, que com certeza está em preparação para iniciar  uma gigantesca operação mundial conjunta entre forças árabes e ocidentais que decidiram por unanimidade dar fim ao massacre de civis sírios e impedir que Al-Assad ponha em risco a credibilidade dos conselhos e tratados internacionais.

Vazamento publicado pela Al-Arabiya de que a Líbia apoiará a intervenção armada contra a Síria, enviando fuzileiros em ataques no solo, que apoiarão as ofensivas ao lado do Exército Livre sírio (o exército rebelado).
Hoje a Jordânia declarou que 100 recrutas do fugitivos do regime cruzaram a fronteira fazendo pedidos individuais de exílio.

Quem já começou a reclamar foi o Iraque, que de acordo com "AFP" "teme uma alternativa radical" contra a Síria, dizendo se contra uma sanção econômica muito pesada, enquanto que forças militares se preparam para invadir o país com força suficiente para prender, expulsar, matar, destruir as forças do Hezbollah, da Guarda Revolucionária Iraniana dentre outros suportes que apareçam.

Um contato meu da Líbia comemorou a sua participação nas fileiras que cruzarão a fronteira síria para resgatar o povo da Síria. Uma solução mais que em tempo. Não há como permitir que assassinos continuem desafiando o equilíbrio do mundo e ainda sair com imunidade diplomática para gastar os milhões desviados dos cofres públicos, deixando além de um país na miséria, incalculável número de mortos. A população árabe, dissidentes e ativistas do mundo inteiro tem cobrado das Nações Unidas maior responsabilidade e rapidez nas respostas que merecem respostas. Para isto há necessidade de desembaraçar as negociações travadas pela Rússia, China e Índia que só visam sobreviver às custas da venda indiscriminada de armas.

Para estes países, pouco importa se pessoas inocentes estão sendo executadas, desde que estejam, tendo o retorno financeiro esperado. Países estes que deveriam ser os primeiros a sofrer sanções e isolamentos.

Está na hora de mudar. O mercado financeiro mundial não pode continuar sendo impelido pelo fogo das armas.


Resposta síria - Amplie a imagem.
Resposta Síria

Intencionalmente tardio o regime sírio decidiu responder ao Conselho de Ministros, enquanto a lista de sanções econômicas e proibições já foi finalizada. A SANA, agência de notícias do regime sírio, disse neste Sábado que o Professor Walid Moallem, Ministro dos Negócios Estrangeiros do regime de Al-Assad enviou uma carta para o Conselho de Ministros neste dia respondendo sobre os pontos que haviam sido mantidos sem resposta há dias, embora a Liga Árabe procurasse por respostas mas o silêncio foi mantido até agora. O regime sírio decidiu ganhar mais tempo para mais algumas desastradas negociações para se manter no poder por força militar o por força do convencimento diplomático.

A SANA disse que a carta diz que "a Síria tem acompanhado com interesse todas as decisões emitidas pelo Conselho de Ministros Árabes desde que assinou o acordo com a Liga Árabe em 24/11."

Para acelerar as negociações, a SANA resolveu publicar as "correções da proposta" enviada pelo Conselho. Mas de cara já se percebe que a intenção é levantar discussões tardias para manter o diálogo aquecido enquanto lá fora o exército fuzila milhares de milhares de inocentes. Neste tempo Al-Assad está negociando com outros países em busca de apoio militar para reagir contra a intervenção internacional que com certeza é inevitável. Assad só busca retardar as decisões para silenciar o povo antes de que toda a comunidade internacional descubra que foi feita de idiota. Só neste sábado 38 pessoas morreram na Síria.

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