quarta-feira, novembro 02, 2011

Síria acusa países árabes de fornecerem ajuda a "terroristas" em seu país.

Enquanto Al-Assad guerreia no plano diplomático, suas tropas percorrem o país executando suas ordens pré-estabelecidas, mas ao perceber que o número de rebeliões está crescendo assustadoramente e que os dissidentes estão ganhando terreno, disparou a atacar os países fronteiriços.

Funeral gravado hoje (02/11) dos manifestantes mortos pela manhã, pelas forças de segurança.


Por Saulo Valley -Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2011 - 14h00

O regime sírio debateu com a Liga Árabe alegando que as decisões do documento a ser avaliado pelo governo em questão continha apenas informações que haviam sido colhidas da mídia internacional. Disse ainda que aprovaria o plano de paz proposto pela Liga Árabe, se excluísse algumas exigências, dentre elas, "a retirada do exército das ruas" e o "Diálogo com a Oposição". A síria ainda exigiu que a mídia internacional não divulgasse mais os acontecimentos em seu país e que os seus países vizinhos, nomeadamente a Arábia Saudita, Turquia, Líbano e Jordânia impedissem que recursos cruzem a fronteira síria para dar suporte aos terroristas.


Vídeo: Habitantes de Hula em manifestação de apoio ao Exército de Dissidentes.



Em outras palavras, ele exige que todos fechem os olhos e se esqueçam que milhares de pessoas serão mortas barbaramente por seu exército, com o objetivo de suprimir as necessidades básicas de todo o país para que ele continue gozando de tranquilidade em seu bem-sucedido negócio de enriquecimento ilícito, às custas do desastre nacional. Parem de ajudar o Exército Livre, que é formado por dissidentes do exército regular sírio que está dominado várias regiões sírias onde agora os manifestantes saem às ruas livremente, como Aleppo e Idleb hoje pedindo o fim da mortandade causada pelo presidente Al-Assad.

Cortesia: "Martijn.Munneke "
Mentiras, mentiras, mentiras...

O site da Organização Não-Governamental "carnegieendowment" citou a "Associated Press" fazendo referência a um complexo que estava sendo mantido secretamente pelo governo sírio onde há indícios de enriquecimento de Urânio de forma clandestina. De acordo com a AIEA, a Agencia Internacional de Energia Atômica, este é um dos locais suspeitos que o regime sírio nunca deu autorização para que fosse fiscalizado pela agência, disse Mark Hibbs, especialista.

A prova de que Al-Assad conquistou muitos parceiros como a China, a Rússia e o Iran usando estratégias enganosas contra eles, está na forma como estes países recebem as informações. Por causa das linguagens pouco populares, no caso o Chinês em suas 4 variações, o Persa do Iran e o Russo, faz com que a SANA seja a única agência de notícias a enviar informações para estes países. Para entender melhor o que estou dizendo, você pode acessar ao site chinês "xinhuanet" e verificar que as informações que eles publicam são enviadas diretamente pela agência SANA. Uma completa manipulação.

A notícia divulgada pela agência chinesa, diz que o documento da Liga Árabe já foi aprovado e que o regime sírio fez as modificações que se achavam necessárias. Segundo a matéria que foi publicada Hoje (02/11), o documento teria sido aprovado "ontem" e que "sinalizava a sua determinação em prosseguir com as reformas para atender demandas dos manifestantes."
"A Síria também concordou em conduzir o diálogo com a oposição e fazer reformas rápidas e radicais." Disse "xinhuanet".
 A agência está tão desinformada que afirma que até agora 12 mil manifestantes foram presos na síria, quando mais de 45 mil estão enclausurados e sendo torturados em todo o país. Então a agência disse:

"Em meio a sinais positivos Damasco enviou um anúncio que iria lançar em breve das prisões centenas de presos que, "não estiveram envolvidos em homicídios contra civis, membros do exército ou agentes de segurança."

É muita generosidade.

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